sábado, 4 de agosto de 2018

Esquerdas ignoram que fascistas não se consideram fascistas

Para entendermos os fatos é preciso entender a mentalidade dos outros, principalmente de opositores. Entender opositores é importante para que possamos conhecer suas atitudes e saber como eles agirão em favor deles, não raramente causando danos para os que não estão de seu lado.

As esquerdas brasileiras são bastante ingênuas. A facilidade com que se deu o golpe de 2016 é uma prova disto. O socialismo brasileiro ainda é muito verde e ainda está em processo de amadurecimento. Há muitas coisas para os esquerdistas aprenderem se quiserem ser uma esquerda de verdade. Uma delas é saber que fascistas não se consideram fascistas. 

Vamos entender o que se passa nas cabeças dos fascistas. São pessoas de nível intelectual limitado, embora se achem mais sábios que as outras pessoas, já que aceitam a sua visão de mundo como se fosse mais ampla do que já é. Como se o mundo limitado que conhecem fosse o mundo em sua totalidade. É receber 30% achando que recebeu 100%.

Imagine estas pessoas sendo ameaçadas de perder seu patrimônio para pessoas que não fazem parte do mundo delas. Bom lembrar que os fascistas se auto-rotulam "homens de bem" e que a sua agressividade é considerada por eles como um ato de defesa. Por isso que muitos jovens ricos e pobres ameaçados pela violência nas favelas correm para os braços de Bolsonaro para pedir socorro.

Não estou dizendo que os admiradores de Bolsonaro estão corretos. A falta de visão de mundo deles os faz querer resolver de forma violenta problemas que em sua maioria tem origem econômica. Mas educados por uma moralidade tosca e subjetiva, enfiaram na cabeça que tudo se resolve batendo, prendendo ou matando. Bolsonaro parece ser a melhor pessoa para resolvê-los desta forma.

Nem tente chamar os admiradores do "Mito" de fascistas. Eles não se acham fascistas. Apesar da afinidade ideológica e das atitudes tomadas, os fascistas brasileiros não gostam do Fascismo. Vários acusam o Nazismo de ser de esquerda ou dão características fascistas ao Comunismo, embora os próprios bolsonaristas realmente ajam como neonazistas. 

Mas na cabeça deles, toda a raiva e agressividade não passa de pura defesa de "cidadãos de bem" contra a ameaça "sádica" dos esquerdistas, que na ótica deles, defendem "bandidos", "vagabundos" e classes consideradas "inferiores". 

O Bolsonarismo adquiriu claras características neofascistas, adaptadas à realidade brasileira. Saem os "arianos" e entram os "homens de bem". Saem os "judeus" e entram os "esquerdopatas". Mas o desejo de vingança sádica dos bolsonaristas é exatamente o mesmo dos neofascistas, onde a "defesa" não passa de mera desculpa a eliminar desafetos.

Os bolsonaristas não são ideologicamente firmes, a não ser naquele moralismo aprendido nas igrejas e nos filmes de ação. Não assumem rótulos e não usam roupas estranhas. Boa parte dos neo-fascistas brasileiros se veste como cidadãos comuns. Neofascistas trabalham, se divertem, sorriem, namoram, se casam, comem e dormem. Agem como pessoas normais. Você só percebe quando determinados assuntos são tocados nas conversas.

As esquerdas deveriam parar de ingenuidade e lembrar que os neo-fascistas estão bem longe do estereótipo do careca com roupa de militar e que vive 24 horas por dia de mau humor. Esqueçam disto. O neofascista é aquele vizinho fanfarrão todo alegre que comenta sobre o jogo de futebol do domingo passado, tomando uma cervejinha bem gelada do seu lado. 

Ele vai sorrir até que você se lembre das injustiças do mundo real. Aí você vai perceber o neofascista que se apresentará diante de você. Se proteja, para não ser agredido por ele.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Lula, Bolsonaro e os Estereótipos

Estereótipo é uma marca consagrada relacionada a pessoas ou a coisas em que um grupo de características aparentes serve para defini-las de forma superficial e não raramente equivocada. Para muita gente, as aparências é que contam, pois definir as coisas apenas com os olhos ou com o conhecimento de poucas informações não exige esforço e pode-se fazer um diagnóstico rápido, embora com grandes chances de se cometer uma injustiça.

Para muitos, um líder teria a obrigação de possuir u diploma de nível superior, pois ainda acreditamos que a inteligência plena só seria adquirida após um curso universitário, o que não é verdade. A inteligência é na verdade um processo resultante de uma combinação de fatores, como análise, crítica, verificação de informações, etc.. 

Outra coisa a saber: se é difícil entrar em uma faculdade, graças a provas que na verdade examinam não a inteligência, mas a memória - reparem que as pessoas que tiram melhores notas em qualquer tipo de provas são muito boas em memória - é muito fácil sair delas. Basta frequentar assiduamente aulas e assinar o nome em trabalhos de grupo que o caminho para o diploma é francamente facilitado.

A inteligência deve vir da capacidade cognitiva da pessoa e não adquirida por meios burocráticos como em uma aula acadêmica. Bobagem achar que um pedaço de papel chamado "diploma" seria uma forma segura de comprovar a inteligência de uma pessoa. Membros da equipe deste blog conhecem muitas pessoas portadoras de diploma que demonstram uma burrice surpreendente em muitos assuntos, inclusive nas áreas em que se formaram no nível superior.

Quem é o sábio? Quem é o Analfabeto?

Duas figuras da política brasileira são ótimos exemplos do equívoco resultante de nosso cacoete em definir as coisas através de estereótipos: o ex-sindicalista e ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e o ex-militar Jair Messias Bolsonaro.

Para quem se baseia em estereótipos, entre as duas figuras políticas citadas, certamente definiriam Bolsonaro como "sábio" e Lula como "analfabeto". Bolsonaro, por ser capitão, é oficial e para ser oficial militar, a graduação superior é mais do que obrigatória. Lula só possui o ensino médio, exigido pela profissão de metalúrgico que exerceu antes de entrar na política.

Mas se despirmos do estereótipo e analisarmos atitude e falas de cada um, vamos inverter o conceito. A entrevista dada por Bolsonaro no Roda Viva (programa de uma rede de TV que deveria ser pública e que foi devidamente sequestrada pelo PSDB) mostrou um troglodita ignorante cujo nível intelectual é inferior ao de um doente mental com cinco anos de idade. O ex-militar já começa a ser chacota mundial e só consegue ser defendido por gente tão ignorante quanto ele.

Do outro lado, ouça os discursos de Lula ou leia seus textos escritos. São de uma sabedoria ímpar. A própria gestão como presidente foi exemplar, sendo objeto de estudo em faculdades do mundo todo. Lula é definido por cientistas políticos como o melhor presidente brasileiro de todo os tempos e não cansa de demonstrar sua verdadeira inteligência quando fala. E quando mais fala, mais sábio se mostra. Impossível ser a mesma pessoa após ouvir Lula falar, pois sempre se aprende com ele.

Ou seja, enquanto um portador de diploma desfila besteiras quando abre a boca, numa exibição de total desprezo pelo mundo real e total falta de análise, o que não possui diploma dá lições de verdadeira sabedoria. Seria muito perigosa uma guerra comandada por Bolsonaro, um irresponsável desastrado sem noção do mundo real que certamente atiraria para todos os lados, matando muitos inocentes por falta de análise objetiva dos fatos.

Resta saber o que Bolsonaro fazia enquanto estava na universidade, pois estudar é o que ele não estava fazendo. Enquanto isso, o sindicalista "bronco" observava tudo ao seu redor e tirava grandes lições dos menores detalhes de tudo o que via. Lula estudou a vida, que é muito mais complexa do que qualquer coisa ensinada nas melhores faculdades. 

Em matéria de sabedoria natural, Lula já é Pós-PHD. Ou mais do que isto. Dando um banho no militar "letrado" Bolsonaro, que deve usar o diploma para se defender do mico em demonstrar total desconhecimento mínimo dos fatos reais. 

sábado, 28 de julho de 2018

Mídia usa Bolsonaro para empurrar Alckmin

Um estranho jogo está sendo feito pela grande mídia para favorecer a vitória de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato-representante dos magnatas, especuladores e banqueiros. Para que Lula não esteja no páreo, a mídia, instrumento dos mais ricos, optou por uma forma inédita de jogo para favorecer o candidato tucano que a representa.

A mídia resolveu fazer uma propaganda negativa contra Bolsonaro. Como a mídia sabe que ela é odiada não apenas pelos esquerdistas mas também pelos neo-fascistas, ela espera que isto seja uma espécie de "propaganda às avessas" de Bolsonaro, favorecendo a ida do ex-militar ao segundo turno.

É certo que, vendo que a grande mídia fala mal do Bolsonaro, os bolsonaristas que já estão contra a mídia votarão no candidato, já que a presença midiática, mesmo negativa, do ex-militar manterá o candidato de extrema-direita na memória de seus eleitores em potencial, que digitarão o nome do ex-militar nas urnas, forçando-o a ir ao segundo turno com Alckmin.

Com isso, Bolsonaro vira o candidato-espantalho para a maior parte dos eleitores que, sem saída, votarão no Alckmin, que vencerá as eleições e continuará com o golpe, eliminando direitos e destruindo a soberania nacional.

Sabe-se que para ampla maioria da população, entre toda a esquerda e a parte moderada da direita, Bolsonaro incomoda e sem oura opção, Geraldo Alckmin, que atualmente está bastante impopular, ganharia facilmente graças ao desespero anti-Bolsonaro.

Henrique Meirelles também faz parte da jogada

Outro "boi de piranha" na eleição de 2018 é o banqueiro Henrique Meirelles, que foi o ministro da economia do golpe. Com alto nível de impopularidade, ele entra na corrida para servir de bode expiatório do golpe para que Alckmin não seja responsabilizado pela crise em que se encontra o Brasil. É um meio para Alckmin dizer: "Eu não sou o candidato dos golpistas. Quem os representa é o Henrique Meirelles. Eu nada tenho a ver com isso.".

Alckmin já começa a tentar se desvincular do golpe, faltando a alguns eventos do PSDB em que se destacam personagens do golpe e já fala em "desafiar as corporações" e trazer emprego e salários de volta, na tentativa de,segundo palavras dele, "transformar o Brasil em um nova Abu Dhabi". Abu Dhabi é um país aparentemente próspero do Oriente Médio e meca do turismo local.

Tudo será feito para que Alckmin vença e complete as maldades de Temer. Para isso, vale tudo. Com a mídia, com o supremo, com tudo.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

O show de imaturidade dos portais de esquerda brasileiros

Muita gente vai se sentir ofendida com esta postagem. Mas se repararmos que ainda somos uma população jovem com apenas 518 aninhos de idade, vamos entender a nossa superestimação a algo que foi criado para ser uma reles forma de lazer mas que é tratado como o nosso motivo maior de orgulho e urgente ato de salvação cívica de um país.

Não somos o único povo fanático por futebol, mas somos o único que faz a confusão entre este tipo de esporte e a própria pátria, a ponto de ver importância política no mesmo, como quem enxerga uma cabeleira em uma lisa casca de ovo. 

Somos infantis e ainda preferimos ser patriotas de brincadeirinha do que ser patriota de verdade. Até porque ser patriota de mentirinha é mais fácil e tranquilo. A história mundial comprova que patriotas de verdade só vivem se ferrando. O verdadeiro patriotismo exige uma luta comparável a carregar um arranha-céu de mais de 100 andares pelas costas. Melhor ser patriota de mentirinha.

Brincar é muito bom, mas não numa época em que vivemos. O Brasil está um caos e nós preocupados com futebol e o seu desempenho em um reles campeonato. Os portais de esquerda perderam muito tempo falando sobre futebol, com direito a verdadeiros hypes que transformaram um mero divertimento em uma urgente luta pela sobrevivência da dignidade para o país.

Vários textos ultrapassaram os limites do surreal. O futebol passou a ser uma questão de vida ou morte, embora continuássemos vivos, exceto os suicidas, após a eliminação. Será que vamos continuar com a delirante tese de que o jogador - tucano - Neymar, com a taça na mão, iria derrubar com as mãos as grades da cela em Curitiba, resgatar Lula e colocá-lo na cadeira presidencial no Palácio do Planalto? Só em sonho, meu amigo! Só em sonho!

Parece que os portais de esquerda inverteram o provérbio que diz "primeiro o dever, depois o prazer". Em um país em frangalhos, sem direitos, sem soberania, com um montão de problemas para serem resolvidos, largamos tudo para nos entregarmos de corpo e alma à ilusão do futebol. Como crianças de 518 aninhos diante de povos milenares, queremos brincar acima de tudo. Deixemos o dever para essa gente grande que, através dos golpistas, vem destruindo o país aos poucos. Má escolha.

O futebol foi tratado pelos esquerdistas como algo de primeiríssima necessidade. Como se dependêssemos de um reles título no futebol para viver. Li declarações absurdas em prol do futebol. Coisa de histérico sob transe narcótico. A surrealidade ignorou limites da lógica e do bom senso.

Parecia que não eram 11 jogadores em um jogo de futebol e sim 11 soldados em campo de batalha. Sem o Brasil ter encarado uma guerra de verdade, brincamos na guerra de mentirinha. Melhor Tite escoltar soldadinhos de chumbo para jogarem a próxima partida enquanto os jogadores brasileiros vão sambando nos campos europeus em suas verdadeiras pátrias.

Foi um verdadeiro show de imaturidade cometido pelos esquerdistas, alçando um reles divertimento ao nível de um corajoso ato de civismo. Mas o preço disso pode ser alto. Os brasileiros já sã chacota no exterior como um povo imaturo que só pensa em futebol. A direita deve estar rindo da cara dos esquerdistas após saber que os portais de esquerda só falam sobre futebol, tratando-o com exagerada importância e desesperada urgência.

Não digo para ninguém abandonar o futebol. Mas o futebol é o quê afinal? Um forma de divertimento ou a luta pela nossa sobrevivência? Esquecem os esquerdistas que o Brasil ainda está na dianteira dos maiores campeões em copas e que isso nunca melhorou a nossa realidade cotidiana e muito menos deu soberania ao país.

As esquerdas brincaram de ser patriotas durante este mês. Mas no próximo mês, começa a campanha presidencial. Ai teremos que apelar para um tipo mais sério de patriotismo, que tem mais a ver com o nosso já sofrido cotidiano. Ou ainda acham que basta o congresso, sob a batuta do Presidente da República, organizar uma partida de futebol que está tudo resolvido? Amadureçam, esquerdistas, amadureçam...

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Porque gostar de copa e detestar Carnaval se tudo é a mesma coisa?

Antigamente, o Brasil era o país do Carnaval. Era esta a nossa fama. Quase todos os brasileiros gostavam de carnaval e em fevereiro cada um preparava a sua fantasia. Era um momento único.

Cresci não gostando de Carnaval. Mais pelo tipo de música tocada. Mas como ultimamente a trilha sonora de Carnaval tem sido mais diversificada, passei a gostar. Curiosamente quando aumenta a quantidade de brasileiros que assumem passar longe dos festejos do Rei Momo.

Só que estranhamente a copa continua atraindo uma massiva quantidade de pessoas. Entre elas, muitos que já desistiram do Carnaval, por algum motivo. O que é estranho, pois o que mais atrai as pessoas nas copas é o clima de festa que somente este evento traz - e as copas de outros esportes não trazem com tanta massividade.

Acho coerente uma pessoa gostar de Carnaval e não gostar de copa, por não se sentir atraída pelo futebol. Mas acho absurdo o oposto. Copa é um Carnaval que acontece no meio do ano de quatro em quatro anos. Tudo que há no Carnaval, há na copa. Barulho, sujeira, bebedeira e gente "bonita". A única diferença está no futebol, elemento acrescido neste festejo futebolístico de copa.

É uma baita de uma hipocrisia detestar Carnaval e adorar copa. Se todas as coisas que existem no carnaval estão presentes na copa, porque então gostar de copa, se não gosta de Carnaval? Brasileiro é povo estranho que adora contradições. Tente entender um brasileiro. Aposto que você, meu caro gringo, não irá conseguir...

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Vou torcer contra o Brasil para a alegria no México ficar completa: contrariando tendência direitista, Obrador é novo presidente do México

Além de não gostar de futebol, nunca fui muito com a cara daquilo que os brasileiros chamam de "Seleção Brasileira" ou apenas "seleção". Em geral burros, arrogantes e chegados a um jeitinho, os jogadores parecem ser as pessoas mais amadas do país, graças a uma reles habilidade de chutar uma bolinha.

Mas apareceu um motivo a mais para eu torcer pela derrota dos brasileiros no jogo de hoje: o México, país da seleção adversária dos amarelados, teve uma grande vitória na política: contrariando a tendência do continente americano em estabelecer ditaduras de direita, teve a honra de ter um verdadeiro democrático no poder: o esquerdista Lópes Obrador, que tem trabalho até no nome.

Enquanto o Brasil tem uma envergonhada ditadura de direita disfarçada de democracia, em que direitos e soberania são esquartejados em praça pública, o México agora poderá desafiar os EUA, caso o Tio Sam não decida fazer um golpe para impedir Obrador de sentar na cadeira presidencial. Torçamos que não.

Por isso é bom que a seleção mexicana vença a copa. O futebol e bem popular no México, apesar da população não fazer aquela confusão entre futebol e pátria, nosso pior e mais insistente cacoete. E é bom que os brasileiros percam, pois na política e na economia, a derrota já é mais do que garantida, tirando todos os motivos de qualquer comemoração no seu lazer favorito.

Resta saber se a esquerda ingênua que transformou a mídia alternativa em edições extraordinárias do Globo Esporte vão continuar desejando que os amarelados vençam para manter a chama da ilusão acesa. Afinal, já que perdemos no mundo real, não há diferença em perder também a alegria fictícia do cada vez mais supérfluo futebol brasileiro.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Para magnatas, pimenta no olhos dos outros é refresco

OBS: Olhem só quem estimulou a reforma trabalhista. Os mesmos que acham que você consegue viver plenamente ganhando apenas 200 reais por mês, trabalhando durante 12 horas por dia em seis vezes por semana, são homens que ganham mais de 600 mil reais por mês praticamente sem trabalhar, distribuindo ordens de suas mansões através do celular e só indo para as suas empresas quando há algum imprevisto. 

Esses magnatas mostram quem são os verdadeiros bandidos do país, homens que desejam o melhor para si e o pior para os outros. Certamente se a reforma trabalhista os atingisse, eles não iriam gostar. Por isso agora sabemos para que foi dada a reforma trabalhista. Para facilitar os privilégios desses Tios Patinhas humanos, pois gastando menos, eles lucram muito mais. Tendo que prejudicar multidões para quem um punhado de magnatas mantenha a sua vida de marajá.

Leia abaixo as informações pesquisadas por Joaquim de Carvalho, do DCM, um dos melhores jornalistas do Brasil na atualidade.

Salários milionários, imposto baixo: ser presidente de banco e alto executivo no Brasil é como viver no paraíso

Publicado por Joaquim de Carvalho -  Diário do Centro do Mundo

Desde 2010, os bancos e as grandes empresas brasileiras que têm capital aberto brigavam na Justiça para não cumprirem uma norma da Comissão de Valores Mobiliários, o xerife do mercado de capitais: a de que os salários dos altos executivos fossem divulgados. E agora, depois que o Tribunal Regional da 2a. Região cassou a liminar que garantia o segredo, sabe-se por quê.

Num país em que o salário mínimo não chega a 300 dólares, a taxa de juros é a mais alta do planeta e as tarifas dos serviços públicos prestados por concessionárias são bastante elevadas, o que eles recebem é um escândalo. Reportagem do UOL relaciona salários dos presidentes de dois bancos e cinco grandes empresas.

O presidente do Itaú recebe mais de R$ 40 milhões por ano (3,4 milhões por mês) e o do Bradesco, quase R$ 16 milhões (R$ 1,3 milhão por mês). O presidente da Vale, R$ 19 milhões (R$ 1,6 milhão por mês). O da Tim, mais de 8 milhões (R$ 680 mil por mês), assim como o do grupo Iguatemi. O salário anual de presidente da Alpargatas é superior a R$ 7 milhões (R$ 611 mil) e o da Vivo, quase R$ 7 milhões (R$ 560 mil por mês).

O salário milionário desses executivos contrasta com a cartilha que as corporações que representam costumar oferecer ao país. São eles defenderam a reforma que retirou direitos trabalhistas e contribuiu para a precarização do trabalho, e agora exigem a reforma da Previdência, que tornará a aposentadoria um privilégio.

A liminar que impedia a divulgação desses salários milionários tinha sido obtida na Justiça pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), sob o argumento de que a divulgação dos valores representaria uma violação da privacidade e um risco à seguranças. Para a CVM, a falta de transparência impedia o acionista de saber quanto a empresa paga a seus dirigentes.

E agora se sabe que é uma enormidade, desproporcional aos ganhos médios do trabalhador brasileiro. Depois que a liminar caiu e a caixa preta dos salários dos executivos foi aberta, a pergunta que fica é: O que será do tal Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças? Para que serve?

Talvez ainda haja uma batalha a travar: a de continuar bloqueando no Congresso uma reforma tributária que faça marajás como eles pagar mais impostos: a alíquota de imposto para quem ganha R4 3,4 milhões por mês, como o presidente do Itaú, é a mesma de quem ganha R$ 4,7 mil por mês: 27,5%, com direito a muitas restituições.