OBS: Olhem só quem estimulou a reforma trabalhista. Os mesmos que acham que você consegue viver plenamente ganhando apenas 200 reais por mês, trabalhando durante 12 horas por dia em seis vezes por semana, são homens que ganham mais de 600 mil reais por mês praticamente sem trabalhar, distribuindo ordens de suas mansões através do celular e só indo para as suas empresas quando há algum imprevisto.
Esses magnatas mostram quem são os verdadeiros bandidos do país, homens que desejam o melhor para si e o pior para os outros. Certamente se a reforma trabalhista os atingisse, eles não iriam gostar. Por isso agora sabemos para que foi dada a reforma trabalhista. Para facilitar os privilégios desses Tios Patinhas humanos, pois gastando menos, eles lucram muito mais. Tendo que prejudicar multidões para quem um punhado de magnatas mantenha a sua vida de marajá.
Leia abaixo as informações pesquisadas por Joaquim de Carvalho, do DCM, um dos melhores jornalistas do Brasil na atualidade.
Salários milionários, imposto baixo: ser presidente de banco e alto executivo no Brasil é como viver no paraíso
Publicado por Joaquim de Carvalho - Diário do Centro do Mundo
Desde 2010, os bancos e as grandes empresas brasileiras que têm capital aberto brigavam na Justiça para não cumprirem uma norma da Comissão de Valores Mobiliários, o xerife do mercado de capitais: a de que os salários dos altos executivos fossem divulgados. E agora, depois que o Tribunal Regional da 2a. Região cassou a liminar que garantia o segredo, sabe-se por quê.
Num país em que o salário mínimo não chega a 300 dólares, a taxa de juros é a mais alta do planeta e as tarifas dos serviços públicos prestados por concessionárias são bastante elevadas, o que eles recebem é um escândalo. Reportagem do UOL relaciona salários dos presidentes de dois bancos e cinco grandes empresas.
O presidente do Itaú recebe mais de R$ 40 milhões por ano (3,4 milhões por mês) e o do Bradesco, quase R$ 16 milhões (R$ 1,3 milhão por mês). O presidente da Vale, R$ 19 milhões (R$ 1,6 milhão por mês). O da Tim, mais de 8 milhões (R$ 680 mil por mês), assim como o do grupo Iguatemi. O salário anual de presidente da Alpargatas é superior a R$ 7 milhões (R$ 611 mil) e o da Vivo, quase R$ 7 milhões (R$ 560 mil por mês).
O salário milionário desses executivos contrasta com a cartilha que as corporações que representam costumar oferecer ao país. São eles defenderam a reforma que retirou direitos trabalhistas e contribuiu para a precarização do trabalho, e agora exigem a reforma da Previdência, que tornará a aposentadoria um privilégio.
A liminar que impedia a divulgação desses salários milionários tinha sido obtida na Justiça pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), sob o argumento de que a divulgação dos valores representaria uma violação da privacidade e um risco à seguranças. Para a CVM, a falta de transparência impedia o acionista de saber quanto a empresa paga a seus dirigentes.
E agora se sabe que é uma enormidade, desproporcional aos ganhos médios do trabalhador brasileiro. Depois que a liminar caiu e a caixa preta dos salários dos executivos foi aberta, a pergunta que fica é: O que será do tal Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças? Para que serve?
Talvez ainda haja uma batalha a travar: a de continuar bloqueando no Congresso uma reforma tributária que faça marajás como eles pagar mais impostos: a alíquota de imposto para quem ganha R4 3,4 milhões por mês, como o presidente do Itaú, é a mesma de quem ganha R$ 4,7 mil por mês: 27,5%, com direito a muitas restituições.






