Foi anunciado que o Canadá aprovou o uso livre da maconha com fins recreativos. Sim, recreativos. As esquerdas brasileiras imediatamente comemoraram e já agitam uma campanha para que o mesmo seja feito no Brasil. O assunto drogas é um tema delicado, pois tanto a proibição quanto a liberação são nocivas de alguma forma e sabe-se que drogas fazem mal a saúde.
Só a alteração da atividade cerebral é algo a merecer atenção. Mas muita gente não liga muito para a saúde cerebral num mundo onde a alienação não só é comum como totalmente estimulada. É legal ser alienado. Alienados são mais felizes. Um alienado embriagado ou em transe tóxico é mais feliz ainda. Golpe? Que Golpe? Temer? Deixa o homem trabalhar, sô!
Apesar de felizes com a liberação, a mesma elimina o problema do tráfico, mas traz outro. Saem os traficantes, entram os mafiosos corporativos. Drogas são caras e, infelizmente, tem uma gigantesca demanda. Fugir de uma realidade que ninguém consegue resolver parece ser a meta de quase todos. E certamente a liberação vai criar magnatas da erva, muitos engravatados a enriquecer deixando todo mundo com a quela cara de bundão que todos conhecem.
O consumo de bebidas alcoólicas no Brasil fez de Jorge Lemann, doo da Ambev, o homem mais rico do país. Rico e golpista. Como no Brasil, empresários não são nacionalistas e são ainda mais gananciosos que os empresários estrangeiros, Lemann, que vive no exterior, age rápido para que o Brasil seja sucateado, perca soberania, direitos e se torne apenas uma espécie de dispensa para as corporações sediadas em países desenvolvidos.
Com a liberação da maconha pode se ter uma certeza do surgimento de uma "Ambev da erva", com inúmeros consumidores dispostos a enriquecer tais magnatas. Curioso que a maconha é uma droga de esquerda, do contrário da cocaína (embora tanto direitistas como esquerdistas consumam as duas). Mas as esquerdas brasileiras adoram capitalistas, desde que sejam incluídas no mundo encantado do consumo desenfreado capitalista.
A maconha só será mais um item a ser acrescido neste mundo encantado. A população encontrará mais um motivo para sair do mundo real. A copa de futebol já está servindo como um excelente entorpecente até para os que se recusam a consumir algum tipo de droga, mesmo as lícitas.
Uma forma de ilusão a mais só vai facilitar ainda mais a fuga dos que, por preguiça ou conservadorismo, se recusam a melhora o mundo e resolver os problemas que causam desigualdades e má qualidade de vida.
O chato é que com a liberação, não somente o fedorento cigarro irá poluir a atmosfera e incomodar os entusiastas de um ar mais puro, como agora veremos maconheiros andando nas ruas por aí, exalando um cheiro desagradável - mais do que o cigarro: quem foi a shows musicais conhece o cheiro da "erva" - nos narizes de quem andar nos grandes centros.
A humanidade ainda comete grandes erros. Além do emburrecimento e da onda de ódio, inventaram que todo mundo depende de drogas para viver. Se considerarmos cigarro e álcool como drogas, é tranquilo dizer que grande maioria da humanidade é de drogados. Embora quase todos achem este rótulo ofensivo, apesar de real.
Mas como ninguém está disposto a lutar para resolver problemas, vamos nos relaxar com uma cervejinha, um cigarro ou até mesmo a mais fedorenta erva. Não faz mal se os problemas do mundo real retornarem maiores de resolução mais difícil. Ninguém quer resolvê-los mesmo.





