terça-feira, 27 de março de 2018

Porque as esquerdas se recusam a enfatizar direitismo de José Padilha?

Todos já devem estar sabendo da tal série produzida para a Netflix brasileira inspirada na Lava Jato, "O Mecanismo", que mais parece uma refilmagem em forma de seriado do filme "Polícia Federal, a Lei é para todos (menos para os Tucanos)", criada e dirigida por José Padilha, diretor conhecido pela saga de filmes de pancadaria A Tropa de Elite.

Mas o que é estranho é ver esquerdistas revoltados com "O Mecanismo" se esquecendo das origens ideológicas de seu criador. José Padilha está sendo tratado como um vira-casaca, como se ele tivesse sido esquerdista antes, o que sinaliza a fata de informação das esquerdas sobre a figura responsável pela direção geral da série cheia de mentiras que favorecem a ideologia de direita.

Porque as esquerdas evitam a todo o custo apontar o dedo a José Padilha, da mesma forma que alguns "espíritas" de esquerda se recusaram a apontar o dedo para o ultra-reacionário Divaldo franco, pensando ser este o mais progressista dos esquerdistas? Parece que o sonho das esquerdas é converter direitistas simpáticos para virarem esquerdistas, obrigando a rever as suas posições retrógradas.

Nada disso. José Padilha sempre foi um direitista convicto. É membro atuante do Instituto Milenium, um dos mais ativos Think Tanks criados para o golpe de 2016. Criado por vários magnatas e jornalistas de direita como Pedro Bial, o instituto treinou jornalistas de direita a criarem de forma sutil e engenhosamente convincente, mentiras que difamassem as esquerdas para favorecer a subida de um direitista, capacho dos magnatas, no poder.


Tanto Bial quanto Padilha não aparecem na lista atual do instituto, embora estivessem como membros no site no passado. Embora conseguimos rastros da participação do cineasta no citado instituto (veja imagem acima). Parece que vários membros preferem dissociar seu nome do instituto, cujos membros incluem Rodrigo Constantino, Armínio Fraga, Gustavo Franco, etc caterva, para tentar convencer incautos sobre suposta imparcialidade ideológica. Mas no Brasil, país das oportunidades escassas, estar do lado dos mais fortes quase sempre é se tornar um.

Mas porque esquerdistas preferem passar uma pá de cal no direitismo de Padilha. Porque mesmo sabendo disso, evitam comentar ao máximo sobre este fato? Talvez algumas coisas possam explicar o silêncio das esquerdas quanto ao direitismo de Padilha, tratado como um "esquerdista traidor";

- A direção feita por Padilha para a saga de ação "Tropa de Elite", filmes muito apreciados pelos esquerdistas e tratados de forma equiparada (como se tivessem a mesma importância artística) a "Dolce Vita" de Fellini (??!!), por mais que lembrasse os filmes de Rambo;
- O fato de José Padilha ser amigo do esquerdista Wagner Moura, este um cara sensato que, apesar de convicto com sua ideologia, é um cara educado, elegante e que não cria inimizades, podendo muito bem ser amigo de direitistas;
- A força que José Padilha deu ao hoje hegemônico "funk" carioca, tratado com quase unanimidade pelas esquerdas que ignoram que o ritmo foi criado para ridicularizar os pobres e impedi-los de ser levados a sério pela sociedade em geral, na hora de reivindicarem seus direitos;
- A possibilidade grande de José Padilha ser patrocinado pelos mesmos magnatas que patrocinam várias forças de esquerda como o Mídia Ninja, o Fora do Eixo e o próprio PSol.

Estes fatores podem ser os responsáveis pela cautela excessiva das esquerdas que preferem não tratar Padilha como um direitista convicto. Infiltrado? Traidor? Vira-casaca? Seja lá qual for a imagem que Padilha passou a ter diante dos esquerdistas, sabe-se que é um erro o desejo das esquerdas em tentar dialogar com direitistas.

Porta-vozes de poderosos magnatas, os direitistas desejam um mundo que não seja igualitário, que preserve injustiças e preserve a ganância dos mais ricos, ganância que é rotulada com outros nomes mais bonitos, para que não seja tratado como um defeito. A esquerda perde em tentar negociar com gananciosos convictos.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Porque a Grande Mídia não está preocupada com o crescimento do Fascismo no Brasil?

Sabemos que os conservadores costumam ser bastante crédulos na chamada mídia oficial. Acreditam em tudo que os meios tradicionais de comunicação dizem por enxergar neles o profissionalismo que é entendido como forma de garantia de ética e compromisso com a verdade. 

Não vemos na classe média conservadora uma preocupação real com o Fascismo que cresce silenciosamente, mas de forma acelerada no Brasil. A única preocupação dos conservadores é com o fantasma do "Comunismo", uma ideologia que nunca foi posta em prática e que é erroneamente associada às forças progressistas. O "Comunismo" virou uma espécie de "Bicho Papão" dos adultos: não é real, mas amedronta e estimula o ódio e a violência.

Mas quanto ao Fascismo, infelizmente, o perigo é real. Para quem não sabe - e muita gente não sabe mesmo - o Fascismo é uma ideologia que separa pessoas "corretas" das "erradas" com base em critérios subjetivos e que pretende eliminar os "errados" para que os benefícios sejam exclusivos dos "corretos". O problema é justamente definir quem é "correto" e quem é "errado".

Como os conservadores só acredita na mídia tradicional corporativa, considerada por muitos as fontes oficiais de informação, o fato dos grandes meios de comunicação não falarem em Fascismo no Brasil - admitem que ele cresce na Europa e em alguns estados norte-americanos - faz com que os cidadãos brasileiros de mentalidade conservadora se sintam distantes da preocupação com o Fascismo.

A mídia corporativa brasileira prefere silenciar sobre o Fascismo brasileiro porque tal ideologia, logicamente sádica e inaceitável, representa uma carta na manga para a plutocracia brasileira representada pela mídia. É como aquele dispositivo de segurança a ser acionado no momento  alarmante. 

Sabe-se que as elites brasileiras estão entre as mais gananciosas do mundo. Não possuem compromisso com o desenvolvimento nacional e se declararam avessas a uma distribuição de renda e direitos mais justa. São capazes de arruinar com um país todo para salvar seus nababescos privilégios. Qualquer problema, eles pegam as malas e s mudam para países de primeiro mundo, verdadeiras pátrias para as elites brasileiras.

Por isso há uma aversão doentia a forças políticas e econômicas que pretendam repartir bens e direitos. Com a aceitação cada vez maior de Lula, um político progressista ea favor da distribuição mais justa de bens e direitos - tido como uma espécie de "Robin Hood" brasileiro - como grande líder político brasileiro, as elites se desesperam com a incapacidade de alguma força conservadora de convencer a população de que um conservador no poder seria "benéfico" ao país.

Por isso, as forças conservadoras que tem a mídia tradicional como porta-voz dos interesses dos mais ricos, preferem tratar o tema "Fascismo no Brasil" om cautela. Num ambiente onde as forças progressistas fortalecem, a medida a er tomada como "emergencial" seria o Fascismo, pois para salvar os interesses gananciosos dos mais ricos é preciso eliminar os pobres que poderiam ameaçar o fim das mamatas e dos privilégios dos plutocratas.

Os mais ricos se acham merecedores do maior numero de bens possível. A ganância não é considerada defeito por eles, apesar de ser disfarçada com nomes mais bonitos como "mérito", "conquista", entre outros termos que transformam um erro em uma virtude necessária.

Como as elites querem de qualquer forma salvar a ganância, principalmente após a crise de 2008 - curioso o fato de que o Fascismo sempre fortalece em tempos de crise - querem passar por cima de tudo e de todos para que nunca repartam seus excessos. 

Nestas horas que o "bom" Fascismo é bastante útil. Este é o motivo que explica o desprezo da mídia corporativa brasileira ao tema: não falar mal daquilo que pode ser útil na hora conveniente.

domingo, 18 de março de 2018

Para que servem as Mega-fundações

OBS: Esta entrevista, retirada do site Vi o Mundo, do genial Luiz Carlos Azenha, responsável pela entrevista que reproduzimos abaixo, mostra a influência oculta das Mega-Fundações como a Open Society e a Ford Foundation na tentativa de manipular políticas nos lugares onde se instalam e sob o pretexto de filantropia, garantir que os interesses de grandes corporações e gestões conservadoras não estejam ameaçados.

O legal é que o texto escrito por Azenha antes da entrevista, além da entrevista em si, admitem que a mídia de esquerda recebe dinheiro destas fundações, o que levanta a suspeita sob atitudes ambíguas mostradas por algumas forças de esquerda, que parecem estar desinteressadas em combater de forma eficiente o golpe de 2016.

Leiam a entrevista e o link que está neste comentário e vamos tentar entender este fato que secretamente pode estar impulsionando a provável entrada de um exército secreto de infiltrados a destruir as esquerdas internamente.

Viomundo: Há muitas fundações hoje em dia, conservadoras e liberais, mesmo de esquerda. Por que a máscara do pluralismo no subtítulo do livro?

Joan Roelofs: Eu estava me referindo à teoria pluralista, segundo a qual diferentes grupos de interesse competem uns com os outros para definir as políticas públicas [um conceito utilizado nos Estados Unidos]. Argumento que todos os grandes grupos de interesse são financiados pelas fundações, o que falsifica a ideia de pluralismo e mascara a real competição. Há limites impostos pelo financiamento (e outros processos relacionados às fundações, como networking, workshops, assistência técnica e a própria formulação do pedido de financiamento). Organizações financiadas não podem provocar grandes rupturas no poder e na riqueza, ou no capitalismo imperialista. Mesmo as ongs de esquerda, como o Institute for Policy Studies, e um dos grandes institutos trabalhistas, o Economic Policy Institute, são financiados pela fundações liberais, dentre as quais a Ford e a Open Society [de George Soros].

Viomundo: O financiamento amplifica a influência das fundações muito além da elite?

Joan: Meu livro é sobre isso. Elas se envolvem com o maior número possível de movimentos e organizações. Estes não podem sobreviver ou fazer o que querem, como levar casos à Suprema Corte, por exemplo, só com o dinheiro dos associados. Os institutos financiados pelas fundações fornecem os especialistas que falam na TV e material para artigos de opinião. As fundações têm grande influência nas faculdades e universidades. Elas cooptam liberais de classe média e gente talentosa entre os mais pobres para receberem doações a título de formação de lideranças. Está tudo no meu livro.

Viomundo: A senhora menciona ideias de alguém considerado um dos grandes estrategistas dos Estados Unidos, Zbigniew Brzezinski. O que ele dizia sobre espalhar a influência norte-americana?

Joan: Ele defendia o uso do soft power como forma de derrotar o comunismo. Faça a elite se envolver com as tecnologias da informação e torne as massas fascinadas pela cultura dos Estados Unidos. Operações clandestinas e abertas (com grande participação das fundações) foram utilizadas para levar adiante este plano.

Viomundo: A Fundação Rockefeller tem uma longa relação com o Brasil. Começou com doações ligadas à saúde pública e hoje o dinheiro continua chegando, por exemplo, no campo do chamado desenvolvimento sustentável. Por que eles investiriam dinheiro aqui?

Joan: Existe um ótimo livro sobre os Rockefellers e a América Latina, Thy Will Be Done, de Colby e Dennett. Se você quer explorar os recursos ou mesmo apenas fazer negócios, você não quer que seus trabalhadores locais ou seus gerentes norte-americanos fiquem doentes. Você precisa de água limpa. Você precisa que os recursos naturais sigam jorrando. Se o seu negócio é em turismo internacional, por exemplo, você quer que as pessoas se sintam limpas e seguras em suas férias no Exterior.

Viomundo: A Fundação Ford se define hoje, no Brasil, como defensora da justiça racial, para fazer avançar a democracia e a igualdade. “Nós apoiamos a emergência e o crescimento de poderosas novas vozes e narrativas, tanto no campo quanto na cidade, e trabalhamos para conectá-las com outros líderes da justiça, movimentos e instituições-chave”, diz um texto sobre objetivos da FF. Não é disso que precisamos no Brasil?

Joan: Sim, mas é que direitos civis, lideranças e networking não bastam. Pode ser que o sistema econômico esteja bloqueando o progresso real em todo o mundo (inclusive nas nações desenvolvidas). Escrevi um artigo recente sobre direitos humanos como substituto do socialismo. James Petras tem escrito muito sobre a cooptação da esquerda na América Latina. A NACLA (North American Congress on Latin America), que já foi radical, a certa altura recebeu dinheiro da Fundação Ford e mudou o discurso sobre as barreiras à justiça social na América Latina.

Viomundo: A Ford e a Open Society (Soros) dão muito dinheiro para organizações de mídia, inclusive da nova mídia, algumas das quais identificadas com a esquerda. Por que os bilionários se preocupariam com isso?

Joan: Essas organizações de mídia se dizem realmente independentes, em contraste com as antigas, “ruins”, financiadas por governos ou partidos políticos. Naturalmente, existe poder em ter dinheiro no que é supostamente “alternativo” e que é lido por gente de esquerda, dentre outros.

Viomundo: Hoje, as fundações investem até em parcerias com grandes veículos de mídia, nos Estados Unidos. É dito que sem qualquer tipo de controle. Se as fundações não controlam o conteúdo, por que não aceitar o dinheiro?

Joan: Por que quem aceita o dinheiro normalmente se autocensura. Não quer ofender o patrocinador.

Viomundo: A Open Society está preocupada, pelo menos aparentemente, em fazer avançar a democracia na América do Sul. Junto com a Fundação Ford e outras, traçou inclusive cenários da América Latina para os próximos 15 anos. Com gente de esquerda no meio. Como você vê essas iniciativas de George Soros?

Joan: As organizações dele, junto com as operações clandestinas, tem sido poderosas para provocar mudanças. Por exemplo, na Hungria, com a transformação das universidades e a criação do partido Fidesz, ou com a derrubada de Milosevic [na extinta Iugoslávia]. Roger Cohen escreveu a respeito. Está no meu livro. Alguém deveria escrever um livro sobre tudo o que aconteceu nas revoluções coloridas [no entorno da extinta União Soviética] e sobre quem estava envolvido nelas.

Viomundo: Por que quase não existe debate sobre as fundações? Por que elas parecem ser neutras?

Joan: Elas não gostam de críticas públicas e tem poder suficiente para marginalizá-las. Eu fui chamada de teórica da conspiração por tentar jogar luz nas fundações. A maioria dos acadêmicos e repórteres evita morder a mão que os alimenta. As fundações se dizem apartidárias, o que é verdade. Eles não favorecem a este ou aquele partido nos Estados Unidos. Mas isso não significa que sejam objetivas e neutras. São fachadas para o poder da elite. Sua origem, financiamento, investimentos e filosofias estão profundamente ligadas às corporações bilionárias. Alguns de seus empregados, inclusive presidentes, refletem “diversidade” e elas podem promover grandes mudanças sociais desde que sua riqueza, poder e domínio internacional não sejam afetados. As fundações foram importantes em acabar com o apartheid oficial nos Estados Unidos — e na África do Sul — mas nos dois casos o capitalismo não pode ser tocado.

Viomundo: As fundações distorcem a democracia?

Joan: A riqueza distorce a democracia e as fundações são apenas uma parte dela. O trabalho delas com intervenções internacionais clandestinas certamente não ajuda a democracia. Além disso, a parte a descoberto — apoio a grupos de interesse ou a ongs para representar as pessoas — não promove a democracia. O sistema das fundações apoia e reforça o sistema das ongs e algumas fundações inclusive criaram ongs. Essas organizações são de elite, se comparadas à cidadania em geral, desorganizada. As fundações não podem legalmente financiar partidos políticos ou movimentos políticos de massa. A democracia deveria requerer que todas as pessoas fossem integradas a algum braço de uma organização local, de uma entidade política poderosa. Talvez já nem seja possível nos dias de hoje, com as grandes populações, extremo individualismo e a cultura da celebridade; e muitos gadgets, hobbies e jogos.

Viomundo: Então, as fundações podem ser uma força por mudança?

Joan: Alguma mudança, sim. Mas, elas previnem contra mudanças mais radicais, que poderiam ser mais eficazes na promoção da justiça e da paz?

Na Europa Oriental, nas repúblicas da extinta União Soviética, na Índia, dentre outros lugares, as fundações encorajam o nacionalismo e mesmo tradições religiosas locais, como forma de atacar o internacionalismo e as ideias do ‘trabalhadores do mundo, uni-vos’.

Nos Estados Unidos, trabalham contra o chamado ‘extremismo anticapitalista’. Elas não encorajam os grupos da supremacia branca ou fanáticos religiosos fundamentalistas, mas foram incapazes de evitá-los.

Um sistema baseado na disputa entre grupos de interesse, que foi estimulado pelas fundações, resulta em maior polarização do que ocorreria, se tivessemos movimentos políticos mais generalizados.

Reflito que os Estados Unidos tem o mais amplo e elaborado terceiro setor do mundo — fundações, entidades sem fins lucrativos, think tanks, mesmo organizações de base (reais, não de mentirinha). Ainda assim, o padrão de vida está em declínio, a infraestrutura cai aos pedaços, o meio ambiente está sendo devastado, os números da pobreza são enormes, a incidência de violência é sem precedentes (não apenas se comparada a países desenvolvidos). Todo mundo deveria ler o relatório How Effective Are International Human Rights Treaties? [Quão eficazes são os tratados de direitos humanos internacionais?] Enquanto isso, a agressão e a intervenção dos Estados Unidos em muitas nações não dá sinais de parar. E todas estas, aliás, não são questões que as fundações estão dispostas a descrever como “problemas”.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Exército sobe para o morro não descer

Relacione os fatos: um desfile de uma escola carioca denunciando o golpe, uma faixa na favela com uma suposta ameaça de reação popular contra a prisão injusta de um líder progressista, uma invasão no aeroporto por uma multidão contra uma liderança conservadora. Misture isto tudo a desistência de um candidato que seria uma esperança para modernizar a fachada da direita. 

Desesperada, a direita, sem candidato forte e com todo o seu plano fascista/neoliberal revelado, resolveu reagir e sob o pretexto de combater a criminalidade, resolveu chamar o exercito para mais uma operação que promete ser fracassada diante do combate ao crime, mas bem sucedida na missão de provocar uma "higiene social", matando pobres e não-brancos sob o pretexto de pegar bandidos.

O exército, que não é preparado para operações deste tipo - este tipo de intervenção é de uma truculência burra que sabiamente os generais discordam plenamente, apesar de serem obrigados a obedecer o Poder Executivo nacional, segundo a lei - já atuou em operações deste tipo em outras ocasiões que se mostraram um fracasso.

O problema é que além de não estarem preparados e nem criadas para este tipo de operação, as forças militares vão no máximo pegar, com grandes chances de criar uma desastrada tragédia, pequenos traficantes e muito inocentes, quando o governo poderia, de forma mais inteligente e menos brutal, pegar os verdadeiros traficantes, disfarçados dos maiores empresários do país e escondidos em suas distantes e mais do que tranquilas mansões e castelos.

Para mim, esta operação é para meter medo na população, avisando que a direita vai fazer de tudo para que o golpe continue e que os interesses das grandes corporações - prováveis requerentes da operação - sejam preservados. 

Desesperados por não poder mentir para a população e nem ter um candidato que possa derrotar Lula nas urnas, a direita usa o suposto combate ao crime para mostrar a sua força e tentar instaurar um holocausto à moda antiga no Rio de Janeiro para depois levá-lo aos outros estados. Até porque desde 2016 uma forma branda de holocausto já está sendo posta em prática, com a destruição dos direitos de quase toda a população para preservar a ganância de meia dúzia de bem alimentados gatos pingados.

Como veem, o exército sobe o morro para este não descer. É para isso que existe a intervenção militar. Os verdadeiros criminosos podem respirar sossegados: o exército não está atrás destes.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Estamos no caminho para achar o infiltrado do Golpe de 2016

Lazer é um momento onde a pessoa se encontra livre para agir e pensar por conta própria. na vida adulta, foi imposto que a maior parte do tempo de uma pessoa deve ser dedicada a vontade alheia de um patrão, em troca de dinheiro para o sustento pessoal. O tempo livre, longe de um patrão regulador, foi entendido pelos controladores do sistema, como algo que precisava de controle.

O lazer deve ser o mais alienado possível, para que no momento livre do ócio, as pessoas pudessem continuar a serem mantidas sobre controle. mesmo que seja um controle invisível. Estimular o lazer fútil, além de consagrar a ideia de que raciocinar é muito chato, são meios úteis para manter a pessoa anestesiada no único período que ela tem para dedicar a si mesma.

Por isso que o lazer foi o meio encontrado para servir de porta de entrada para o infiltrado do golpe de 2016. Sabemos que para um golpe ter bom êxito, é necessário que haja um infiltrado, alguém que se finja de aliado para destruir uma ideologia por dentro. E pelo jeito está dando certo, pois a dominação está sendo muito sutil.

Criar uma forma de lazer imbecilizante, que ridicularize as classes oprimidas e somada a isso, a iniciativa de transformar esta mesma forma em "direito irrevogável das classes oprimidas" foi o que garantiu o êxito dos infiltrados que souberam de forma bem sutil a domesticar as classes populares para que elas não insurjam contra as classes opressoras, mantendo o sistema de dominação capitalista totalmente intacto, mesmo com uma suposta aversão a ele por parte das classes oprimidas.

Não é delírio admitir que o patrocínio de entidades ligadas a CIA (Central Intelligency Agency, principal agência de domínio intelectual dos EUA) a coletivos progressistas é real e ativo. Graças a má imagem que tiveram as ditaduras tradicionais, o sistema teve que encontrar formas sutis que colocassem as classes oprimidas sob domínio mantendo a aparência de democracia e de respeito aos direitos humanos. Interferir no tempo livre das classe oprimidas foi a decisão perfeita.

O INFILTRADO DO GOLPE DE 2016

Há tempos que estamos atrás da identificação desta força infiltrada. Temos suspeitos, que são vários. O Golpe de 2016 te sido um golpe mais sofisticado e isso exige uma complexidade maior. Não dá para realizar um processo complexo com apenas uma só pessoa. Portanto foi necessário não um, mas vários "Cabos Anselmos" para tentar destruir internamente as forças progressistas.

Estamos notando em várias ocasiões, a assinatura de forças ligadas a CIA em patrocínios de entidades e de projetos progressistas. Entre as entidades, as mais comuns são a Fundação Ford e a Open Society (esta de propriedade do especulador George Soros,curiosamente de mentalidade conservadora). Recentemente, escutei de um progressista mais sensato de que a intervenção de George Soros no patrocínio de forças progressistas é um fato comprovável.

É bom lembrar o fato de que George Soros apoiou o PSDB nas últimas eleições e também esteve por trás do patrocínio dos protestos do "Pato Amarelo", versão moderna das marchas da "Família com Deus pela Liberdade" que deu origem a ditadura militar. Ou seja, soros está por trás do patrocínio tanto de conservadores como de progressistas.

A Open Society de Soros é discretamente ligada a CIA. O próprio Soros é informante da CIA. Mas que interesse tem a CIA em desenvolver projetos progressistas nas Américas, se há interesses claros dos EUA e de grades corporações de diversas nacionalidades em ver a América Latina falida e trabalhando como escrava a essas corporações?

É uma ingenuidade das forças progressistas em enxergar em seus patrocinadores indivíduos interessados no desenvolvimento das forças progressistas. Na biologia temos o fenômeno do vírus que entra em uma bactéria para destruí-la. Vários parasitas entram no corpo humano para destruí-lo. Porque ignorar que entidades façam o mesmo, patrocinando forças progressistas para enfraquecê-las?

DISCÍPULOS DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Recentemente, o portal DCM publicou um texto ate sensato sobre  os privilégios dos juízes. Mas o ânimo com o texto acaba quando se lê um resumo da biografia do autor do texto, um jurista que trabalha para a Open Society do especulador Soros. Seria ele um dos infiltrados?

Já observamos vários jornalistas e antropólogos ligados ao estudo do entretenimento que vieram da mesmo grupo da USP ligado ao ex-presidente e guru tucano Fernando Henrique Cardoso, autor da tese, conhecida como "Teoria da Dependência" que diz que pobres na devem melhorar a sua qualidade de vida (se limitando a depender da caridade paliativa consagrada pelas religiões) e nações emergentes devem sempre depender eternamente das nações prósperas, sem nunca dispensá-las. 

Esta teoria é muito conveniente para os grandes capitalistas pois preserva as desigualdades e protege a ganância dos mais ricos que são dispensados de repartir renda e direitos, mantendo ricos e pobres cada um no seu "quadrado": os ricos com a sua prosperidade e os pobres com a sua incurável dor.

Isso faz com que os infiltrados, por meio de textos de aparência positiva e falsamente engajados num suposto empoderamento das classes oprimidas, estimulem os pobres a terem orgulho de sua condição, para que nunca almejem a evolução humana que os faça largar a sua condição humilhante. E o momento de lazer, sob o nome de "cultura", foi o modo escolhido para que esta forma sutil de domínio pudesse sr bem sucedido. E está sendo.

Estamos no caminho de encontrar o infiltrado do Golpe de 2016. Não foi nem Pallocci e nem Balta, pois não passam de casos isolados que não favoreceram o golpe como um todo. Os infiltrados são as forças que se instalam para supostamente lutar pela dignidade do povo pobre, mas estranhamente mantendo-o em suas condições. 

Pois a última coisa que os infiltrados querem é tirar os pobres da pobreza. Manter os pobres em suas condições é essencial para o sucesso do golpe. E isso não pode ser feito por forças assumidamente opostas aos pobres. É preciso que um adversário se faça de amigo para ser ouvido por sua vítima e dar o bote na hora certa. 

Se alguém falar que pobres tem que ter orgulho de serem pobres, desconfiemos. Não há motivo nenhum para um pobre se orgulhar de sua situação degradante. E é aí que os infiltrados entram, para aprisionar os pobres em sua vida indigna. Este é um bom macete para detectarmos os infiltrados. Fiquemos de olho neles. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Luciano Huck, o suave tirano

As elites que controlam o país não querem uma democracia verdadeira, embora vivam falando a favor dela. A democracia, etimologicamente falando, é o governo do povo, onde a maioria da população governa por meio de seus representares. Mas as elites distorceram o significado. Até porque as elites consideram que o povo são elas e somente elas. O resto é bicho. O resto é lixo.

Por isso ha o empenho incansável de condenar os verdadeiros representantes do povo e proteger os representantes das elites. Condenar Lula e criminalizar o PT e vários partidos de esquerda é essencial para manter o golpe criado para proteger a ganância dos magnatas que controlam o capitalismo em geral. É preciso impedir a volta das forças progressistas ao poder e colocar um representante das elites a trabalhar exclusivamente para elas. 

Após um festival de trapalhadas e da desmoralização constante dos golpistas representantes das elites, estas escolheram o seu candidato: o empresário Luciano Huck, que nas horas vagas atua como apresentador de um programa onde mostra uma forma hipócrita de altruísmo. A fachada de "bom moço" tem sido usada para enganar a população, a pensar que ele fará benefício a população.

Huck, na verdade, tem condições de cumprir o papel dos golpistas. É acima de tudo, empresário e acionista na maior parte das empresas instaladas no país. Ele será na verdade o tirano a tirar dos pobres para dar aos ricos, além de cumprir todos os compromissos iniciados com o golpe. Já garantiu que não revogará as maldades de Temer, o que aciona uma intensa luz amarela.

Com a eleição do empresário dublê de apresentador, teremos um tirano, fantasiado de "democrata" para não pegar mal, a trabalhar para os capitalistas e cuja noção de "responsabilidade social" não vai muito além da caridade paliativa já praticada pelas religiões, eleitas pelas elites as únicas responsáveis pelo bem estar dos mais carentes.

Caso Lula não seja eleito, teremos grande risco de ter este empresário, construído nos bastidores para se moldar aos modelos de Macron/Macri para satisfazer os interesses dos mais ricos e prorrogar o golpe, para a tristeza da maioria dos brasileiros.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Carrascos classistas condenam Lula pelo crime de ajudar os pobres

Aconteceu o esperado. A maior liderança popular da atualidade e melhor presidente de todos os tempos no Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, vai ser preso só por causa de um mísero apartamento que nem sequer é dele. É uma prisão POLÍTICA e CLASSISTA que sinaliza definitivamente que VIVEMOS EM UMA DITADURA DE TOGA.

Foi confirmada condenação de Lula a 12 anos de prisão, mais do que a sentença dada por Moro a um cidadão que não oferece perigo à sociedade - muito pelo contrário, até a beneficiou - e que teria condições de reverter o golpe, coisa que foge dos interesses dos juízes do TRF4, que não serão prejudicados pelas reformas de Temer.

É uma notícia triste para a população brasileira e o sinal claro de que VIVEMOS EM UMA DITADURA, PIOR QUE A MILITAR. Lula é o NOVO VLADIMIR HERZOG e perecerá na cadeia de forma humilhante, correndo o risco de morrer nela, pois já é idoso, o que significa que a sentença lhe impôs A PENA DE MORTE. pelo "crime" de AJUDAR OS POBRES E TRANSFORMAR O BRASIL EM UMA POTÊNCIA.

Enquanto isso, por causa de crimes bem piores, comprovadamente praticados, Temer, Aécio et caterva seguem livres leves e soltos pois não oferecem o "perigo" de tirar o nababo dos ricos para dar a dignidade aos pobres.

Esses desembargadores: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus entram para a História como carrascos classistas que preferiram defender sua classe econômico-social, rasgando tudo que aprenderam nas faculdades de direito e colaborando para que o Brasil se afunde e se transforme em um novo Porto-Rico: miserável e submisso às corporações estrangeiras. 

Estes três desembargadores serão os grandes responsáveis por destruir um país e deverão responder por isso.