A esquerda em geral é muito ingênua e relação ao PSOL. Está tratando os casos de surtos direitistas de integrantes do partido como se fossem meros espirros, sem sequer levantar algum tipo de desconfiança. Estes casos cada vez mais frequentes de surtos direitistas do PSOL merecem ser tratados com atenção e cautela.
Representantes do que se pode chamar de "esquerda havaiana", aquela que vive meio fora da realidade, o PSOL dá sinais claros de que pode assumir um direitismo, fazendo-nos crer - não estamos confirmando, apenas supondo - de que o PSOL e forças similares podem ser o "Cabo Anselmo" do golpe de 2016.
Há um fator ideológico que pode fortalecer a nossa tese: o PSOL não é um partido de proletários e sim de pequenos burgueses, com um certo nível de conforto de vida. Não combateram o golpe de forma mais decisiva - apenas de forma morna - e colocaram a reforma trabalhista, que para a equipe do blog é a pior coisa feita no governo Temer, em segundo plano, pois ela não prejudicará a classe econômica da qual pertence os integrantes do PSOL.
O PSOL é famoso por priorizar causas comportamentais e de ignorar que o "funk" é um produto das elites, com função puramente lúdica, que foi jogado para os pobres fingirem que é o seu patrimônio. Algo como a versão musical da "Teoria da dependência" de Fernando Henrique Cardoso, mestre enrustido de muitos intelectuais psolistas, defensores não do sociólogo, mas de suas ideias.
Por causa do PSOL é que a esquerda havaiana defende que usar drogas é saudável, vender o corpo é digno, golpe do baú é romantismo, "funk" é cultura superior intelectualizada, futebol é dever cívico e que lutar contra a reforma trabalhista é perda de tempo. Pior que toda a esquerda, simpática ao festivo PSOL transformou estas ideias em verdades absolutamente inquestionáveis.
O partido costuma fazer coligações com partidos de direita moderados e vários integrantes fizeram declarações estranhas que deixam vazar a vocação direitista de um partido claramente pequeno burguês e pouco interessado na transformação real do país.
Várias entidades ligadas ou simpáticas ao partido são financiadas por instituições ligadas a George Soros e como falei, costumam se manifestar de forma morna sobre as atrocidades cometidas contra os direitos das classes operárias. Como se a luta pelo emprego e pela melhoria da distribuição de renda - incluindo o salário mínimo justo de cerca de R$ 3.0000 - fosse uma causa quase supérflua, que não deve ser priorizada.
Integrantes do PSOL já se manifestaram a favor da Lava Jato. Outros já posaram alegremente ao lado de tucanos. Uma importante liderança fez um comentário respeitoso sobre Bolsonaro, o candidato dos jovens fascistas. E a Rede Globo apoiou claramente Freixo na campanha para a prefeitura do Rio. O que se deve ver com alta desconfiança, pois a Globo não apoia socialistas.
Estas e outros fatores que não lembramos no momento nos levam a desconfiar da postura dos integrantes do PSOL, um partido festivo, que atrai a simpatia de todos , mas que a médio-longo prazo pode revelar a sua verdadeira cara graças as atitudes estranhas que não deixam de cometer.
Convém lembrar que golpes bem sucedidos tem infiltrados e que o Imperialismo das grandes corporações tem grana o suficiente para patrocinar um esquema em que uma entidade se disfarce de progressista e se infiltre para destruir por dentro, garantindo os interesses gananciosos das elites interessadas em governar toda a humanidade.
Não estamos afirmando que este entidade seria o PSOL. Mas que ela age de forma estranha para um partido que se aforma progressista, aí ela age. Fiquemos de olho neles.







