sábado, 30 de dezembro de 2017

PSOL: o partido dos infiltrados?

Um golpe, para ser bem sucedido, tem que ter infiltrados, ou seja, representantes do inimigo disfarçados de amigos para destruir um grupo ou uma ideologia por dentro, como um vírus que mata uma bactéria após entrar nela. 

O golpe de 2016, que apesar de desmoralizado se mostrou bem sucedido, pois não há sinais de cancelamento das medidas tomadas por ele, ainda não mostrou o seu infiltrado. Tentaram fazer do oficial Balta e do ex-ministro Antonio Palocci como "novos Cabos Anselmos". Mas as atitudes deles representam mais casos isolados do que uma tentativa de manutenção do golpe. Os infiltrados não eram eles. Então quem são?

Sabemos que os infiltrados trabalham na área da cultura, mesmo que pertençam a política e ao judiciário. É nítida a inserção de ideias afinadas com a teoria da Dependência de Fernando Henrique Cardoso, maior liderança do PSDB, na defesa de certos hábitos, costumes e na produção cultural, observadas nas esquerdas atuais. Num país onde as esquerdas são fracas, é muito fácil entrar "corpos estranhos" e se infiltrar no pensamento progressista para dinamitá-lo.

Mesmo que os infiltrados estejam na área cultural, há um partido de esquerda que age de forma estranha, dando sinais de que pode se "endireitar" a qualquer momento, fazendo ocorrer o que já ocorreu com o PV e o PPS, ambos nascidos como partidos de esquerda e convertidos ao mais conservador direitismo. Este partido é o PSOL.

Partido dos pequenos burgueses

Para entender a postura aparentemente direitista do PSOL, é importante lembrar de que não se trata de um partido formado por excluídos. O PSOL é formado majoritariamente por pequenos burgueses, entre professores universitários (orientados pela USP de FHC & CIA) e empresários de pequeno porte. As suas causas predominantes são a defesa de ideologias como causas LGBT, Feminismo, ecologia, consumo de drogas e a apologia ao controverso "funk" (que ridiculariza as classes trabalhadoras). Aliás o PSOL é partidário da ideia surreal de que "cultura boa é cultura mercenária e de má qualidade".

Embora não desprezem, costumam subestimar a luta por melhores condições de vida, como o fim do desemprego, aumento de salários e a participação de trabalhadores na economia nacional. Causas que rendam polêmicas e que estejam mais relacionados com comportamento do que com qualidade de vida são prioritárias para os integrantes do PSOL, que agem como escandinavos, como se não tivéssemos problemas no mundo real.

Não que estas causas não fossem validas, mas elas não são prioritárias num país onde há desigualdades sociais, concentração de renda, alto desemprego e má qualidade no serviço público. Priorizar causas comportamentais é algo típico de quem não tem problemas na área econômica e isso parece mais coisa de direitista moderno. Não esqueçamos que há ramos na direita, um pouquinho mais progressistas, que apoiam estas causas, confundidas com causas "de esquerda". Luciano Huck é um exemplo que representa bem a direita afinada com os ideais do PSOL.

Aos poucos, o PSOL, partido com estas típicas características, vai mostrando a sua cara. Políticos do PSOL já foram vistos confraternizando com direitistas do PSDB. Vários integrantes do partido fizeram críticas destrutivas a Lula e ao PT. No repertório ideológico do partido, há ideias que parecem ter sido retiradas dos livros de Fernando Henrique Cardoso. Mesmo assim, o partido bate o pé e insiste em se auto-rotular de esquerdista.

Marcelo Freixo, um direitista enrustido?

Uma entrevista dada a um dos "diários oficiais" do Golpe, a Folha de São Paulo, dada por Marcelo Freixo, uma das lideranças do partido, dá mais sinais de que o PSOL pode se "endireitar". Criticou mais uma vez Lula e se recusou a participar de uma união das esquerdas para tentar acabar com o golpe.

Aliás, acabar com o golpe nunca foi prioridade do PSOL, que age como se seus integrantes e simpatizantes não sofressem os danos das medidas tomadas na gestão Temer. Aliás, nem mesmo outros partidos de esquerda, muito mais preocupados em defender posturas do que defender os interesses do povo brasileiro. Ainda mais que em 2018 teremos copa de futebol, assunto prioritário para grande parte dos esquerdistas, sobretudo para Freixo, carioca nascido na terra onde futebol é obrigação social irrecusável..

Freixo apoiou seu xará, o juiz-chefe da filiar carioca da Lava Jato, Marcelo Bretas, evangélico fanático que sonha em ver a Constituição de 1988 ser substituída pela alucinada e datada Bíblia de 2000 anos atrás. Freixo obtém simpatia por parte de setores da burguesia carioca e foi apoiado pela Rede Globo nas eleições para prefeito. Freixo e seu partido não sofrem críticas de nenhum direitista, o que aumentam ainda mais as suspeitas e o estigma de "esquerda que a direita gosta". 

Não vamos ficar fazendo acusações, mas é estranho o comportamento não somente de Freixo, mas de todo o partido PSOL, que age como se quisesse ser uma direita mais progressista. Até porque lutar pelo bem estar de pobres e trabalhadores nunca foi meta do PSOL, interessada mesmo em defender causas simpáticas à pequena burguesia. 

Isso nos leva a crer na possibilidade de serem os infiltrados do golpe de 2016, escalados para domesticar as esquerdas para que os interesses não somente da pequena burguesia, mas da alta e gigantesca burguesia - gestoras das grandes corporações - sejam preservados e respeitados.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

As esquerdas querem a hegemonia do futebol

Não adianta. Em matéria de lazer, diversão e cultura, os esquerdistas resolverem que os Capitalistas sabem cuidar melhor da diversão do povo. Celebridades, costumes, músicas, filmes e obras em geral, criadas e gerenciadas por capitalistas devem ser respeitadas como se houvesse uma espontaneidade e como se não fosse instrumentos de manipulação ideológica.

Vários sites de esquerda estão lutando para a preservação do futebol como hegemonia nacional, quase como um dever cívico compulsório. Com a desculpa de ser nosso "vem cultural" e "maior identidade do brasileiro", esquerdistas retomam o fanatismo futebolístico que estava ameaçado com as críticas contra as caríssima obras da copa. 

Como a copa de 2018 não depende de gastos exorbitantes no Brasil, a tranquila barulheira pelo futebol retoma o seu tradicional caos. Ou seja, retoma-se a priorização do futebol e o desejo de vitória em uma copa como se isso fosse de extrema urgência para a dignidade nacional. falta agora sonhar com o tucano Neymar como vice de Lula nas próximas eleições.

Se esquecem os direitistas de que futebol é item supérfluo, por ser um mero lazer. Nem o papo de "identidade" convence pois se identidade fosse importante, estaríamos vestidos como indígenas até hoje em nosso cotidiano. E com a mais certa das certezas, nenhum brasileiro morrerá caso o futebol seja extinto. A não se de suicídio.

Outra coisa que passa longe das mentes esquerdistas é que a magia do futebol é postiça. Futebol depende da grande mídia e de cartolas mercenários para ter a pompa que caracteriza a sua magia. Caso contrário vira uma pelada de várzea. 

Também é bom recordar que o futebol é obrigação social para a maioria das pessoas (seja qual for a ideologia de cada uma delas), que fingem gostar, através do espiral do silêncio que diz que uma pessoa copia as outras para não se sentir solitária. É comprovado o fato de que muitos brasileiros não curtem de fato futebol, apelando apenas para o "patriotismo de copa" para se sentirem socialmente incluídos.

Tempos mudam e traços de identidade também. O futebol, esporte de direita (que ilustrou os protestos coxinhas, como forma de "patriotismo"), que depende da mídia e de dinheiro de corporações para manter a sua magia, já deu o que tinha que dar. A defesa de sua manutenção marca o traço conservador da esquerda brasileira que não setá no mínimo interessada em se livrar de suas zonas de conforto, contribuindo para que o golpe de 2016 fosse uma moleza.

Se continuarmos preocupados mais com o futebol do que com nossas vidas, seremos uma nação cujos habitantes se limitam a 11 jogadores de futebol e cujas únicas edificações ainda erguidas sejam estádios de futebol. A nossa insistência com uma mera forma de lazer comprova a nossa ainda nítida imaturidade. A brincadeira ainda vem antes do dever.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Miguel do Rosário faz hangout com camiseta da CBF

Miguel do Rosário é um dos melhores jornalistas da atualidade. Suas análises são precisas, detalhadas e sempre comprovadas através de dados. Nossa equipe é fã do cara e sempre assiste seus hangouts (chats através de vídeo) e lê os excelentes artigos de seu site Cafezinho.

Mas em um de seus hangouts, uma coisa chamou a atenção que nos deixou um pouco encafifados, quase impedindo de prestar a atenção no hangout em si. Como se este hangout estivesse sendo apresentado por alguém com uma verruga gigante na cara.

Miguel do Rosário estava usando uma camiseta da CBF. Nada contra o fato dele gostar de futebol (ainda mais que ele é carioca e cariocas são obrigados pelas regras sociais a gostar de futebol). Mas as circunstâncias político-sociais do Brasil e o fato de que Rosário é um crítico da grande mídia e da corrupção praticada por cartolas, a camiseta ganha um significado muito alem do que simples apologia a uma modalidade esportiva.

Rosário tem todo o direito de gostar de futebol. Mas ele tem que se lembrar de que é um esporte conservador, principal produto da grande mídia criticada pelo mesmo e que faz parte dos costumes mais antiquados do Brasil. Não por acaso, vários ex-jogadores e jogadores de futebol como Zico, Romário, Ronaldo Fenômeno, Neymar e outros, resolveram seguir orientação política de direita. O próprio futebol, aliás, é utilizado como "comprovação" de validação da meritocracia.

É bom lembrarmos de que nos protestos de 2016, os direitistas elegeram a  camiseta da CBF como seu uniforma nas manifestações, mostrando a tradicional confusão entre "seleção" e o país, confusão tranquilamente compartilhada como os esquerdistas, já que grande parte dos brasileiros trata o futebol como dever cívico. Uma forma de civismo não vista em outras situações, mais urgentes. 

Outra coisa a lembrar é que o futebol em si nada tem de magia. A magia é uma prótese colocada pela mídia que colocou pompa em um esporte sem graça, de regras fáceis e praticada por rapazes, considerados feios e ignorantes, que se não fossem jogadores de futebol, seriam facilmente desprezados por toda a sociedade. 

A magia do futebol é algo que não pertence ao futebol em si e foi colocado através de muito dinheiro vindo de contas de cartolas através de patrocinadores. Se tirarmos cartolas e mídia do futebol, como imagina a conservadora esquerda brasileira, o futebol retorna à várzea, perda a magia e os jogadores voltam a ser aqueles indigentes que todos costumam ignorar quando andam nas ruas. Mídia e cartolas são as fadas madrinhas do futebol-cinderela e sem eles, a carruagem vira abóbora.

Pode ser que Miguel do Rosário tenha usado a camiseta por ingenuidade. Mas se esquece ele que sem querer ele fez proselitismo de algo que o conservadorismo carioca mais preza, prioridade máxima da sociedade habitante do estado do Rio de Janeiro. 

Ano que vem teremos copa e se a "seleção" brasileira ganhar e depois vir uma ditadura sanguinária aos moldes nazistas - há planos secretos para isto, segundo dados oferecidos por Rui Costa do PCO, outro defensor do futebol-civismo, apesar de paulista - os cariocas ficarão tranquilos. 

Os choques elétricos em uma sala escura doem menos quando se tem a certeza de mais um troféu na estante de cartolas corruptos e gananciosos da tão estimada CBF, tao adorada por brasileiros de todas as orientações políticas.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Príncipe Harry fica noivo de atriz. E o que eu tenho com isso?

Não é só os brasileiros que tem os seus momentos de alienação. Os ingleses também tem seus momentos de alucinação. Cultuam a famosa Família Real britânica, famosa por enriquecer sem trabalhar e que nada de útil faz pelas sociedades das nações relacionadas. O culto é semelhante ao que os brasileiros tem por sua "seleção" de futebol, que pelo menos ganha fortunas se divertindo. Os britânicos decidiram fugir da realidade aderindo a realeza. Mais idiota impossível.

O assunto de ontem, em quase todos os jornais e tabloides pelo mundo foi o noivado do príncipe Harry com uma tal de Meghan Markle. Quem é Meghan Markle? Sei lá. Parece ser uma discreta atriz em ascensão. Só sei que não é dessas musas vulgares, pois a realeza proíbe envolvimento de seus pupilos com calipígias sassaricantes.

O que se sabe é que Markle, bonita como o protocolo exige, vai ganhar uma booooa vida, cheia de privilégios, muito e muito dinheiro (e vocês pensam que existe amor nesta estória?) - as custas dos impostos dos pobres britânicos - e com toda a pompa típica de conto de fadas, além de um esquema de segurança quase bélico, pois sabe-se que a Família Real é mais do que blindada para nunca sofrer ataques. Excessivamente protegida, mesmo que sua sobrevivência seja um tanto parasitária.

Mas porque dar tanta bola a um bando de marajás tomadores de chá? Que utilidade temos em saber com quem os príncipes X ou Y se casam ou como terá a cara dos filhos? Sabe-se que o outro príncipe, o sósia do Kiko, aquele bochchudo do seriado popularesco mexicano Chaves, não para de fazer filhos, para poder transferir a nababesca fortuna sem precisar dar aos pobres.

É muita alienação darmos bola a esse bando de nobres parasitas. Estou de saco cheio de notícias sobre esta gente a enriquecer sem pegar em uma enxada. Quem dá bola a Família Real deve estar feliz em saber que vivemos um mundo tão injusto e que nunca consegue se evoluir com equilíbrio e justiça. Provavelmente sonhando com um conto de fadas que nunca se realizará nas vidas toscas de gigantesca parte da humanidade.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

"Decepção" com Aécio Neves não é ideológica nem moral: é medo da acusação de cumplicidade

As celebridades gananciosas que apoiaram alegremente Aécio Neves agora se dizem arrependidas, alegando "decepção" com os caos de corrupção envolvendo o saracoteante senador mineiro. Mas não pense que a decepção alegada pode ser usada para perdoar os antigos aecistas. O fato de terem apoiado Aécio mostra que há uma afinidade ideológica que não consegue se dissipar.

As celebridades que apoiaram Aécio fizeram isso porque entenderam que o senador tucano era o candidato perfeito a lutar pelos privilégios da classe à qual essas celebridades pertencem: classe alta e classe média alta com alguns privilégios e uma vida semi-nababesca. 

Ideologicamente, não houve qualquer tipo de decepção. Tais celebridades continuam defendendo a ganância que sempre demonstraram, junto com o desprezo que sempre tiveram com as classes populares, cuja função era simplesmente de pagar a esta celebridades, sustentando suas vidas mais do que confortáveis.

É uma hipocrisia ver estas celebridades alegarem "decepção" com Aécio Neves, ara dar a impressão de que são pessoas boas e altruístas, preocupadas com o país e com o bem estar da população. Mentira! Uma prova disso é a de que várias delas já se mudaram para outros países com medo do caos que se instalou por causa do candidato que eles apoiaram, mentor ideológico das maldades do golpe. Caos que deveria ser de responsabilidade de todos que apoiaram o golpe de 2016.

Este papo de "decepção" com Aécio Neves é na verdade um ato de "tirar o corpo fora", criando uma tentativa de impedir de ser rotulado de "cúmplice da corrupção cometida por Aécio", o que poderia arruinar a popularidade dessas celebridades, reduzindo drasticamente os ganhos financeiros que os colocam distantes da grande população.

Apesar de alegarem decepcionadas com o envolvimento de uma pessoa tão querida em casos de corrupção, essas celebridades continuam a apoiar a verdadeira corrupção: a má distribuição de renda, que faz com que uma elite nada laboral ganhe muito mais que os trabalhadores brasileiros, que após a reforma - de autoria de Aécio Neves - poderão virar escravos, trabalhando sem receber a remuneração necessária para uma vida digna.

Nem vamos levar a sério a choradeiras dessas celebridades em relação a Aécio Neves. Sabemos que enquanto elas continuarem gananciosas, apoiando medidas que prejudicarão os mais necessitados, elas serão frequentemente associadas a Aécio Neves, pois compartilham dos mesmos interesses e da postura ideológica do articulador do golpe, o grande responsável e colocar o Brasil no mesmo patamar dos países mais miseráveis da África.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Rolos compressores sem freio


Dá para entender porque o Brasil continua tão injusto. Empresários e juízes, além de dotados de privilégios quase divinos, não possuem alguma liderança acima deles para impor limites. Por isso que empresários de grande porte e juízes  se acham no direito de abusar e arruinar as vidas dos outros.

Essas duas classes são portadoras de imensos privilégios. Há exceções, mas os que seguem a regra possuem grande patrimônio e poder para fazer o que quiserem. A ausência de meios para frear seus abusos é preocupante e os fizeram ser os condutores do golpe de 2016, que  arrasa o Brasil transformando em mera colônia de exploração de corporações estrangeiras.

Claro que estas duas forças dependem da ajudinha dos meios de comunicação que, empenhada em os auxiliar, lança mão de inúmeras mentiras, omissões e distorções que aumentam ainda mais o poder dessas duas classes, que se torna praticamente incontrolável. Mas as duas classes em si se consagraram indomáveis, com poderes destruidores a níveis colossais.

Algo deve ser feito para limitar os abusos de empresários e juízes, verdadeiros rolos compressores sem ferio a arrasar tudo que encontram pela frente. Se não houver algum limite, eles poderão aniquilar praticamente toda a humanidade e  meio ambiente, tornando o Brasil um imenso deserto inabitável daqui a longo prazo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Presença de diretor do Wilson Center em video de William Waack reforça mito de que jornalista é espião dos EUA

William Waack pode ser até um dos melhores jornalistas brasileiros. Mas nos bastidores é tido, inclusive por colegas, como uma pessoa desagradável, que gera antipatias. Waack também é conhecido pelo seu conservadorismo, manifestado pelo seu elitismo e por declarações racistas como a dita no famoso vídeo, viralizado há poucos dias.

Mas a antipatia e o conservadorismo de Waack renderem boatos que revelam o verdadeiro caráter do jornalista. O mais famoso é o de que ele seria na verdade um agente secreto dos EUA, um espião, seja da CIA ou de qualquer outro órgão, a denunciar para o governo dos EUA - que sempre atua em parceria com gigantescas corporações empresariais - qualquer tipo de política que vai contra os interesses dos homens mais ricos do mundo.

Waack nunca confirmou nem negou e até agora não houve nenhum indício de que Waack seja de fato espião dos EUA. Mas o vídeo polêmico que mostra o jornalista fazendo piadinha racista pode acender uma fogueira para o mito de que Waack é sim, agente dos EUA.

O vídeo polêmico e o representante do Wilson Center

No vídeo, percebe-se que Waack não está sozinho. Outro homem, desconhecido de grande maioria dos brasileiros aparece rindo junto com o jornalista, embora de forma discretamente constrangida: Paulo Sotero, diretor de um tal de Brazil Institute. Pois quem é Paulo Sotero e o que é o tal Brazil Institute, ligado a um tal de Wilson Center?

Wilson Center é uma organização, ligada ao governo americano, que tem intelectuais, "think tanks" que observam o que acontece no mundo afora e criam medidas que preservem a hegemonia estadunidense no mundo e impeçam ameaças que limitem o poderio ianque sobre outras nações. A respeito do Wilson Center, saiba mais neste link.

O Brazil Institute é a divisão desta organização dedicada a "cuidar" do Brasil, que é o verdadeiro inimigo dos EUA, por ter características semelhantes e por isso ser uma potêncial ameaça ao poder ianque. Sotero, jornalista com passagens pelos jornais Gazeta Mercantil e Estado de São Paulo, foi convidado a presidir o instituto. Apesar de brasileiro, Sotero trabalha em prol do interesse estadunidense.

Presença de Paulo Sotero mostra que a polêmica é pior do que se imagina

A presença de Sotero no vídeo, que age como se fosse velho amigo de Waack, colega de profissão igualmente conservador, joga lenha na fogueira do mito de que o jornalista que apresentava o Jornal da Globo, o mais formal jornal da emissora carioca, seria um espião dos EUA.

Bom lembrar que o Wilson Center, mais exatamente o Brazil Institute, elaborou a metodologia que levou ao golpe de 2016 e vive convencendo outras instituições a darem prêmios para juízes do golpe, sobretudo a Sérgio Moro, como forma de estimulá-lo a agir contra o interesse dos brasileiros e a favor das grandes corporações mundiais que trabalham do lado do governo estadunidense.

O vídeo de Waack pode ter chamado  atenção de todos pelo comentário racista. Mas se os que viram o vídeo conhecessem o cara de cabelos brancos que estava com Waack, perceberiam que o episódio do vídeo polêmico é muito pior do que todos pensam. Com Paulo Sotero e seu intrometido Wilson Center do lado de Waack, o fundo do poço mostra que tem sub-solo, ainda mais profundo.