terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Miguel do Rosário faz hangout com camiseta da CBF

Miguel do Rosário é um dos melhores jornalistas da atualidade. Suas análises são precisas, detalhadas e sempre comprovadas através de dados. Nossa equipe é fã do cara e sempre assiste seus hangouts (chats através de vídeo) e lê os excelentes artigos de seu site Cafezinho.

Mas em um de seus hangouts, uma coisa chamou a atenção que nos deixou um pouco encafifados, quase impedindo de prestar a atenção no hangout em si. Como se este hangout estivesse sendo apresentado por alguém com uma verruga gigante na cara.

Miguel do Rosário estava usando uma camiseta da CBF. Nada contra o fato dele gostar de futebol (ainda mais que ele é carioca e cariocas são obrigados pelas regras sociais a gostar de futebol). Mas as circunstâncias político-sociais do Brasil e o fato de que Rosário é um crítico da grande mídia e da corrupção praticada por cartolas, a camiseta ganha um significado muito alem do que simples apologia a uma modalidade esportiva.

Rosário tem todo o direito de gostar de futebol. Mas ele tem que se lembrar de que é um esporte conservador, principal produto da grande mídia criticada pelo mesmo e que faz parte dos costumes mais antiquados do Brasil. Não por acaso, vários ex-jogadores e jogadores de futebol como Zico, Romário, Ronaldo Fenômeno, Neymar e outros, resolveram seguir orientação política de direita. O próprio futebol, aliás, é utilizado como "comprovação" de validação da meritocracia.

É bom lembrarmos de que nos protestos de 2016, os direitistas elegeram a  camiseta da CBF como seu uniforma nas manifestações, mostrando a tradicional confusão entre "seleção" e o país, confusão tranquilamente compartilhada como os esquerdistas, já que grande parte dos brasileiros trata o futebol como dever cívico. Uma forma de civismo não vista em outras situações, mais urgentes. 

Outra coisa a lembrar é que o futebol em si nada tem de magia. A magia é uma prótese colocada pela mídia que colocou pompa em um esporte sem graça, de regras fáceis e praticada por rapazes, considerados feios e ignorantes, que se não fossem jogadores de futebol, seriam facilmente desprezados por toda a sociedade. 

A magia do futebol é algo que não pertence ao futebol em si e foi colocado através de muito dinheiro vindo de contas de cartolas através de patrocinadores. Se tirarmos cartolas e mídia do futebol, como imagina a conservadora esquerda brasileira, o futebol retorna à várzea, perda a magia e os jogadores voltam a ser aqueles indigentes que todos costumam ignorar quando andam nas ruas. Mídia e cartolas são as fadas madrinhas do futebol-cinderela e sem eles, a carruagem vira abóbora.

Pode ser que Miguel do Rosário tenha usado a camiseta por ingenuidade. Mas se esquece ele que sem querer ele fez proselitismo de algo que o conservadorismo carioca mais preza, prioridade máxima da sociedade habitante do estado do Rio de Janeiro. 

Ano que vem teremos copa e se a "seleção" brasileira ganhar e depois vir uma ditadura sanguinária aos moldes nazistas - há planos secretos para isto, segundo dados oferecidos por Rui Costa do PCO, outro defensor do futebol-civismo, apesar de paulista - os cariocas ficarão tranquilos. 

Os choques elétricos em uma sala escura doem menos quando se tem a certeza de mais um troféu na estante de cartolas corruptos e gananciosos da tão estimada CBF, tao adorada por brasileiros de todas as orientações políticas.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Príncipe Harry fica noivo de atriz. E o que eu tenho com isso?

Não é só os brasileiros que tem os seus momentos de alienação. Os ingleses também tem seus momentos de alucinação. Cultuam a famosa Família Real britânica, famosa por enriquecer sem trabalhar e que nada de útil faz pelas sociedades das nações relacionadas. O culto é semelhante ao que os brasileiros tem por sua "seleção" de futebol, que pelo menos ganha fortunas se divertindo. Os britânicos decidiram fugir da realidade aderindo a realeza. Mais idiota impossível.

O assunto de ontem, em quase todos os jornais e tabloides pelo mundo foi o noivado do príncipe Harry com uma tal de Meghan Markle. Quem é Meghan Markle? Sei lá. Parece ser uma discreta atriz em ascensão. Só sei que não é dessas musas vulgares, pois a realeza proíbe envolvimento de seus pupilos com calipígias sassaricantes.

O que se sabe é que Markle, bonita como o protocolo exige, vai ganhar uma booooa vida, cheia de privilégios, muito e muito dinheiro (e vocês pensam que existe amor nesta estória?) - as custas dos impostos dos pobres britânicos - e com toda a pompa típica de conto de fadas, além de um esquema de segurança quase bélico, pois sabe-se que a Família Real é mais do que blindada para nunca sofrer ataques. Excessivamente protegida, mesmo que sua sobrevivência seja um tanto parasitária.

Mas porque dar tanta bola a um bando de marajás tomadores de chá? Que utilidade temos em saber com quem os príncipes X ou Y se casam ou como terá a cara dos filhos? Sabe-se que o outro príncipe, o sósia do Kiko, aquele bochchudo do seriado popularesco mexicano Chaves, não para de fazer filhos, para poder transferir a nababesca fortuna sem precisar dar aos pobres.

É muita alienação darmos bola a esse bando de nobres parasitas. Estou de saco cheio de notícias sobre esta gente a enriquecer sem pegar em uma enxada. Quem dá bola a Família Real deve estar feliz em saber que vivemos um mundo tão injusto e que nunca consegue se evoluir com equilíbrio e justiça. Provavelmente sonhando com um conto de fadas que nunca se realizará nas vidas toscas de gigantesca parte da humanidade.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

"Decepção" com Aécio Neves não é ideológica nem moral: é medo da acusação de cumplicidade

As celebridades gananciosas que apoiaram alegremente Aécio Neves agora se dizem arrependidas, alegando "decepção" com os caos de corrupção envolvendo o saracoteante senador mineiro. Mas não pense que a decepção alegada pode ser usada para perdoar os antigos aecistas. O fato de terem apoiado Aécio mostra que há uma afinidade ideológica que não consegue se dissipar.

As celebridades que apoiaram Aécio fizeram isso porque entenderam que o senador tucano era o candidato perfeito a lutar pelos privilégios da classe à qual essas celebridades pertencem: classe alta e classe média alta com alguns privilégios e uma vida semi-nababesca. 

Ideologicamente, não houve qualquer tipo de decepção. Tais celebridades continuam defendendo a ganância que sempre demonstraram, junto com o desprezo que sempre tiveram com as classes populares, cuja função era simplesmente de pagar a esta celebridades, sustentando suas vidas mais do que confortáveis.

É uma hipocrisia ver estas celebridades alegarem "decepção" com Aécio Neves, ara dar a impressão de que são pessoas boas e altruístas, preocupadas com o país e com o bem estar da população. Mentira! Uma prova disso é a de que várias delas já se mudaram para outros países com medo do caos que se instalou por causa do candidato que eles apoiaram, mentor ideológico das maldades do golpe. Caos que deveria ser de responsabilidade de todos que apoiaram o golpe de 2016.

Este papo de "decepção" com Aécio Neves é na verdade um ato de "tirar o corpo fora", criando uma tentativa de impedir de ser rotulado de "cúmplice da corrupção cometida por Aécio", o que poderia arruinar a popularidade dessas celebridades, reduzindo drasticamente os ganhos financeiros que os colocam distantes da grande população.

Apesar de alegarem decepcionadas com o envolvimento de uma pessoa tão querida em casos de corrupção, essas celebridades continuam a apoiar a verdadeira corrupção: a má distribuição de renda, que faz com que uma elite nada laboral ganhe muito mais que os trabalhadores brasileiros, que após a reforma - de autoria de Aécio Neves - poderão virar escravos, trabalhando sem receber a remuneração necessária para uma vida digna.

Nem vamos levar a sério a choradeiras dessas celebridades em relação a Aécio Neves. Sabemos que enquanto elas continuarem gananciosas, apoiando medidas que prejudicarão os mais necessitados, elas serão frequentemente associadas a Aécio Neves, pois compartilham dos mesmos interesses e da postura ideológica do articulador do golpe, o grande responsável e colocar o Brasil no mesmo patamar dos países mais miseráveis da África.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Rolos compressores sem freio


Dá para entender porque o Brasil continua tão injusto. Empresários e juízes, além de dotados de privilégios quase divinos, não possuem alguma liderança acima deles para impor limites. Por isso que empresários de grande porte e juízes  se acham no direito de abusar e arruinar as vidas dos outros.

Essas duas classes são portadoras de imensos privilégios. Há exceções, mas os que seguem a regra possuem grande patrimônio e poder para fazer o que quiserem. A ausência de meios para frear seus abusos é preocupante e os fizeram ser os condutores do golpe de 2016, que  arrasa o Brasil transformando em mera colônia de exploração de corporações estrangeiras.

Claro que estas duas forças dependem da ajudinha dos meios de comunicação que, empenhada em os auxiliar, lança mão de inúmeras mentiras, omissões e distorções que aumentam ainda mais o poder dessas duas classes, que se torna praticamente incontrolável. Mas as duas classes em si se consagraram indomáveis, com poderes destruidores a níveis colossais.

Algo deve ser feito para limitar os abusos de empresários e juízes, verdadeiros rolos compressores sem ferio a arrasar tudo que encontram pela frente. Se não houver algum limite, eles poderão aniquilar praticamente toda a humanidade e  meio ambiente, tornando o Brasil um imenso deserto inabitável daqui a longo prazo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Presença de diretor do Wilson Center em video de William Waack reforça mito de que jornalista é espião dos EUA

William Waack pode ser até um dos melhores jornalistas brasileiros. Mas nos bastidores é tido, inclusive por colegas, como uma pessoa desagradável, que gera antipatias. Waack também é conhecido pelo seu conservadorismo, manifestado pelo seu elitismo e por declarações racistas como a dita no famoso vídeo, viralizado há poucos dias.

Mas a antipatia e o conservadorismo de Waack renderem boatos que revelam o verdadeiro caráter do jornalista. O mais famoso é o de que ele seria na verdade um agente secreto dos EUA, um espião, seja da CIA ou de qualquer outro órgão, a denunciar para o governo dos EUA - que sempre atua em parceria com gigantescas corporações empresariais - qualquer tipo de política que vai contra os interesses dos homens mais ricos do mundo.

Waack nunca confirmou nem negou e até agora não houve nenhum indício de que Waack seja de fato espião dos EUA. Mas o vídeo polêmico que mostra o jornalista fazendo piadinha racista pode acender uma fogueira para o mito de que Waack é sim, agente dos EUA.

O vídeo polêmico e o representante do Wilson Center

No vídeo, percebe-se que Waack não está sozinho. Outro homem, desconhecido de grande maioria dos brasileiros aparece rindo junto com o jornalista, embora de forma discretamente constrangida: Paulo Sotero, diretor de um tal de Brazil Institute. Pois quem é Paulo Sotero e o que é o tal Brazil Institute, ligado a um tal de Wilson Center?

Wilson Center é uma organização, ligada ao governo americano, que tem intelectuais, "think tanks" que observam o que acontece no mundo afora e criam medidas que preservem a hegemonia estadunidense no mundo e impeçam ameaças que limitem o poderio ianque sobre outras nações. A respeito do Wilson Center, saiba mais neste link.

O Brazil Institute é a divisão desta organização dedicada a "cuidar" do Brasil, que é o verdadeiro inimigo dos EUA, por ter características semelhantes e por isso ser uma potêncial ameaça ao poder ianque. Sotero, jornalista com passagens pelos jornais Gazeta Mercantil e Estado de São Paulo, foi convidado a presidir o instituto. Apesar de brasileiro, Sotero trabalha em prol do interesse estadunidense.

Presença de Paulo Sotero mostra que a polêmica é pior do que se imagina

A presença de Sotero no vídeo, que age como se fosse velho amigo de Waack, colega de profissão igualmente conservador, joga lenha na fogueira do mito de que o jornalista que apresentava o Jornal da Globo, o mais formal jornal da emissora carioca, seria um espião dos EUA.

Bom lembrar que o Wilson Center, mais exatamente o Brazil Institute, elaborou a metodologia que levou ao golpe de 2016 e vive convencendo outras instituições a darem prêmios para juízes do golpe, sobretudo a Sérgio Moro, como forma de estimulá-lo a agir contra o interesse dos brasileiros e a favor das grandes corporações mundiais que trabalham do lado do governo estadunidense.

O vídeo de Waack pode ter chamado  atenção de todos pelo comentário racista. Mas se os que viram o vídeo conhecessem o cara de cabelos brancos que estava com Waack, perceberiam que o episódio do vídeo polêmico é muito pior do que todos pensam. Com Paulo Sotero e seu intrometido Wilson Center do lado de Waack, o fundo do poço mostra que tem sub-solo, ainda mais profundo.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Bem vividos desprezam Reforma Trabalhista. Mas o dia deles chegará

Muitos dos que se consideram economicamente estabilizados, facham os ouvidos e os olhos diante de notícias que envolvem a chamada Reforma Trabalhista. Acreditam que tais reformas não os atingirão em sua estabilidade e seguem tranquilos, tratando tudo como algo específico para uma só classe, no caso a desfavorecida.

Muitas pessoas da classe média, preocupadas apenas em manter o que ganham, talvez nem sejam, pelo menos a curto-médio prazo, ameaçadas pelas reformas. Acredito que os golpistas necessitem de um considerável grupo de apoiadores entre aqueles que não terão seus direitos feridos, como profissionais liberais e servidores já estabilizados. Mas estes poderão ser prejudicados com o caos econômico que virá de carona com as reformas.

As reformas que se iniciam no próximo doa 11 prometem extinguir direitos e salários, o que significa também a extinção da função e consumidor. Micros, pequenos e médios empresários irão a falência por falta de compradores, que sem salário, obviamente não comprarão. 

Há também a ameaça de acabar com a estabilidade de servidores públicos. Incluindo os já estabilizados. Coma privatização de todas as estatais - medida que já foi aprovada por Temer, no início deste mês - servidores estabilizados serão demitidos, para que outros, em condições mais precárias, possam substitui-los.

Somente empresários de grande e gigantesco porte, com ações nas bolsas de valores (rentistas) e representantes no Poder Legislativo é que ficarão salvos das reformas. Este tipo de empresariado tem outras fontes de renda que compensarão a diminuição drástica de consumidores.

Com isso, até mesmo setores da classe média alta sentirão os efeitos das reformas trabalhistas. Além dos empresários de pequeno-médio porte, advogados trabalhistas já começarão a sentir os efeitos, já que a justiça do trabalho será dificultada. Outros profissionais liberais, que cobram altos preços de seus serviços também ficarão sem clientela, sendo obrigados a fechar as suas portas.

O desastre ocorrerá de forma gradativa, mas incessante. Como a economia é uma cadeia de relações profissionais, tudo irá se despencar e ocorrerá o que especialistas chamam de "desertificação do Brasil". O Brasil como uma nação sem dignidade e com um gigantesco número de indigentes abandonados em todo o território.

Sabem o que acontece em países miseráveis como Bangladesh, com multidões de miseráveis nas calçadas das ruas? Esse é o destino inevitável a ser construído com a Reforma Trabalhista. Pode até demorar para isso acontecer, mas estudos garantem que isso será uma certeza.

Por enquanto, as classes estabilizadas estão tranquilas. A preocupação deles é sobre qual o destino no exterior a ser visitado durante as próximas férias. Mas é bom aproveitar enquanto os danos não aparecem. Pois as classes medias que apoiaram o golpe vão pagar também pelas reformas, instaurando o fato de que emprego estável se tornará um artigo de luxo em nosso país.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A meta é acabar com a corrupção. E daí?

Numa sociedade neo-conservadora, altamente influenciada pelo moralismo das religiões que falam em nome do Cristianismo, a realidade cotidiana também teria o seu "pecado original" a ser extirpado. A mídia escolheu a corrupção, uma palavra em que a maioria das pessoas desconhece o seu significado, apesar de perceber a carga semântica negativa que está por trás dela.

Graças a mídia, que é eficiente para adestrar mentes mal-formadas pela educação precária que tradicionalmente - e cronicamente - temos em nosso país, todos enfiaram nas suas mentes ociosas de que o maior problema da sociedade brasileira é a corrupção. Ou pelo menos o que os mais ingênuos entendem como corrupção.

Para a grande maioria, corrupção é qualquer tipo de desonestidade praticada por políticos que se caracteriza pelo desvio de verbas que seriam destinadas a obras públicas e projetos sociais. Curioso que os que mais se revoltam contra a corrupção são justamente os que não são prejudicados pela precarização dos serviços púbicos, o que deixa claro que a revolta tem motivação exclusivamente moral do que a inconformação diante de possíveis danos causados.

Além de definir a corrupção de forma irreal (na verdade a corrupção significa qualquer tipo de ato ilícito praticado que envolve mais de uma pessoa, ocorrente não só na política, mas em qualquer esfera da sociedade), a sociedade, ao elegê-la como "maior problema" está cortando o mal pelo caule, pois poucos sabem que a corrupção é de fato sistêmica, ou seja, inerente a regras que caracterizam o funcionamento de um sistema cheio de falhas e resultante da ganância humana.

A ganância humana é que é a raiz de todo e qualquer problema na sociedade atual. Não adianta combater a corrupção em combater a ganância humana: a ganância se empenhará de fazer nascer muitos outros casos de corrupção, mesmo que corruptos sejam punidos de forma exemplar. Até porque a ganância humana, mãe legítima da corrupção, se tratará de parir novos corruptos.

Por isso que nem me incomodo com este papo de corrupção. Há vários casos de corrupção que não interferem na minha vida, nem a favor, nem contra. Mas a ganância humana tem se apresentado de forma negativa para mim, das mais diversas formas. Ou seja, enquanto houver ganância, haverá problemas, mesmo com a corrupção sendo combatida. 

O desejo de ser melhor que os outros e de ter muito mais bens, dinheiro e diretos que o resto da humanidade está destruindo as relações humanas, perpetuando a corrupção e estimulando o clima de ódio. O Capitalismo neoliberal, ideologia que legitima a ganância, trata a vida como competição e as pessoas como concorrentes. Derrubar os outros virou meta e por isso que tanto o ódio quanto a corrupção crescem de forma desenfreada. 

Se nada for feito para acabar a ganância humana, o planeta Terra será um imenso deserto, graças aos sucessivos assassinatos ocorridos das mais diversas maneiras, só porque uns se acharam no "direito" de impedir que outros tenham direitos, provocando a eliminação de uns pelos outros, seja de que forma for. E após isso, perceberemos que foi inútil lutar contra a corrupção.