segunda-feira, 27 de novembro de 2017

"Decepção" com Aécio Neves não é ideológica nem moral: é medo da acusação de cumplicidade

As celebridades gananciosas que apoiaram alegremente Aécio Neves agora se dizem arrependidas, alegando "decepção" com os caos de corrupção envolvendo o saracoteante senador mineiro. Mas não pense que a decepção alegada pode ser usada para perdoar os antigos aecistas. O fato de terem apoiado Aécio mostra que há uma afinidade ideológica que não consegue se dissipar.

As celebridades que apoiaram Aécio fizeram isso porque entenderam que o senador tucano era o candidato perfeito a lutar pelos privilégios da classe à qual essas celebridades pertencem: classe alta e classe média alta com alguns privilégios e uma vida semi-nababesca. 

Ideologicamente, não houve qualquer tipo de decepção. Tais celebridades continuam defendendo a ganância que sempre demonstraram, junto com o desprezo que sempre tiveram com as classes populares, cuja função era simplesmente de pagar a esta celebridades, sustentando suas vidas mais do que confortáveis.

É uma hipocrisia ver estas celebridades alegarem "decepção" com Aécio Neves, ara dar a impressão de que são pessoas boas e altruístas, preocupadas com o país e com o bem estar da população. Mentira! Uma prova disso é a de que várias delas já se mudaram para outros países com medo do caos que se instalou por causa do candidato que eles apoiaram, mentor ideológico das maldades do golpe. Caos que deveria ser de responsabilidade de todos que apoiaram o golpe de 2016.

Este papo de "decepção" com Aécio Neves é na verdade um ato de "tirar o corpo fora", criando uma tentativa de impedir de ser rotulado de "cúmplice da corrupção cometida por Aécio", o que poderia arruinar a popularidade dessas celebridades, reduzindo drasticamente os ganhos financeiros que os colocam distantes da grande população.

Apesar de alegarem decepcionadas com o envolvimento de uma pessoa tão querida em casos de corrupção, essas celebridades continuam a apoiar a verdadeira corrupção: a má distribuição de renda, que faz com que uma elite nada laboral ganhe muito mais que os trabalhadores brasileiros, que após a reforma - de autoria de Aécio Neves - poderão virar escravos, trabalhando sem receber a remuneração necessária para uma vida digna.

Nem vamos levar a sério a choradeiras dessas celebridades em relação a Aécio Neves. Sabemos que enquanto elas continuarem gananciosas, apoiando medidas que prejudicarão os mais necessitados, elas serão frequentemente associadas a Aécio Neves, pois compartilham dos mesmos interesses e da postura ideológica do articulador do golpe, o grande responsável e colocar o Brasil no mesmo patamar dos países mais miseráveis da África.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Rolos compressores sem freio


Dá para entender porque o Brasil continua tão injusto. Empresários e juízes, além de dotados de privilégios quase divinos, não possuem alguma liderança acima deles para impor limites. Por isso que empresários de grande porte e juízes  se acham no direito de abusar e arruinar as vidas dos outros.

Essas duas classes são portadoras de imensos privilégios. Há exceções, mas os que seguem a regra possuem grande patrimônio e poder para fazer o que quiserem. A ausência de meios para frear seus abusos é preocupante e os fizeram ser os condutores do golpe de 2016, que  arrasa o Brasil transformando em mera colônia de exploração de corporações estrangeiras.

Claro que estas duas forças dependem da ajudinha dos meios de comunicação que, empenhada em os auxiliar, lança mão de inúmeras mentiras, omissões e distorções que aumentam ainda mais o poder dessas duas classes, que se torna praticamente incontrolável. Mas as duas classes em si se consagraram indomáveis, com poderes destruidores a níveis colossais.

Algo deve ser feito para limitar os abusos de empresários e juízes, verdadeiros rolos compressores sem ferio a arrasar tudo que encontram pela frente. Se não houver algum limite, eles poderão aniquilar praticamente toda a humanidade e  meio ambiente, tornando o Brasil um imenso deserto inabitável daqui a longo prazo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Presença de diretor do Wilson Center em video de William Waack reforça mito de que jornalista é espião dos EUA

William Waack pode ser até um dos melhores jornalistas brasileiros. Mas nos bastidores é tido, inclusive por colegas, como uma pessoa desagradável, que gera antipatias. Waack também é conhecido pelo seu conservadorismo, manifestado pelo seu elitismo e por declarações racistas como a dita no famoso vídeo, viralizado há poucos dias.

Mas a antipatia e o conservadorismo de Waack renderem boatos que revelam o verdadeiro caráter do jornalista. O mais famoso é o de que ele seria na verdade um agente secreto dos EUA, um espião, seja da CIA ou de qualquer outro órgão, a denunciar para o governo dos EUA - que sempre atua em parceria com gigantescas corporações empresariais - qualquer tipo de política que vai contra os interesses dos homens mais ricos do mundo.

Waack nunca confirmou nem negou e até agora não houve nenhum indício de que Waack seja de fato espião dos EUA. Mas o vídeo polêmico que mostra o jornalista fazendo piadinha racista pode acender uma fogueira para o mito de que Waack é sim, agente dos EUA.

O vídeo polêmico e o representante do Wilson Center

No vídeo, percebe-se que Waack não está sozinho. Outro homem, desconhecido de grande maioria dos brasileiros aparece rindo junto com o jornalista, embora de forma discretamente constrangida: Paulo Sotero, diretor de um tal de Brazil Institute. Pois quem é Paulo Sotero e o que é o tal Brazil Institute, ligado a um tal de Wilson Center?

Wilson Center é uma organização, ligada ao governo americano, que tem intelectuais, "think tanks" que observam o que acontece no mundo afora e criam medidas que preservem a hegemonia estadunidense no mundo e impeçam ameaças que limitem o poderio ianque sobre outras nações. A respeito do Wilson Center, saiba mais neste link.

O Brazil Institute é a divisão desta organização dedicada a "cuidar" do Brasil, que é o verdadeiro inimigo dos EUA, por ter características semelhantes e por isso ser uma potêncial ameaça ao poder ianque. Sotero, jornalista com passagens pelos jornais Gazeta Mercantil e Estado de São Paulo, foi convidado a presidir o instituto. Apesar de brasileiro, Sotero trabalha em prol do interesse estadunidense.

Presença de Paulo Sotero mostra que a polêmica é pior do que se imagina

A presença de Sotero no vídeo, que age como se fosse velho amigo de Waack, colega de profissão igualmente conservador, joga lenha na fogueira do mito de que o jornalista que apresentava o Jornal da Globo, o mais formal jornal da emissora carioca, seria um espião dos EUA.

Bom lembrar que o Wilson Center, mais exatamente o Brazil Institute, elaborou a metodologia que levou ao golpe de 2016 e vive convencendo outras instituições a darem prêmios para juízes do golpe, sobretudo a Sérgio Moro, como forma de estimulá-lo a agir contra o interesse dos brasileiros e a favor das grandes corporações mundiais que trabalham do lado do governo estadunidense.

O vídeo de Waack pode ter chamado  atenção de todos pelo comentário racista. Mas se os que viram o vídeo conhecessem o cara de cabelos brancos que estava com Waack, perceberiam que o episódio do vídeo polêmico é muito pior do que todos pensam. Com Paulo Sotero e seu intrometido Wilson Center do lado de Waack, o fundo do poço mostra que tem sub-solo, ainda mais profundo.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Bem vividos desprezam Reforma Trabalhista. Mas o dia deles chegará

Muitos dos que se consideram economicamente estabilizados, facham os ouvidos e os olhos diante de notícias que envolvem a chamada Reforma Trabalhista. Acreditam que tais reformas não os atingirão em sua estabilidade e seguem tranquilos, tratando tudo como algo específico para uma só classe, no caso a desfavorecida.

Muitas pessoas da classe média, preocupadas apenas em manter o que ganham, talvez nem sejam, pelo menos a curto-médio prazo, ameaçadas pelas reformas. Acredito que os golpistas necessitem de um considerável grupo de apoiadores entre aqueles que não terão seus direitos feridos, como profissionais liberais e servidores já estabilizados. Mas estes poderão ser prejudicados com o caos econômico que virá de carona com as reformas.

As reformas que se iniciam no próximo doa 11 prometem extinguir direitos e salários, o que significa também a extinção da função e consumidor. Micros, pequenos e médios empresários irão a falência por falta de compradores, que sem salário, obviamente não comprarão. 

Há também a ameaça de acabar com a estabilidade de servidores públicos. Incluindo os já estabilizados. Coma privatização de todas as estatais - medida que já foi aprovada por Temer, no início deste mês - servidores estabilizados serão demitidos, para que outros, em condições mais precárias, possam substitui-los.

Somente empresários de grande e gigantesco porte, com ações nas bolsas de valores (rentistas) e representantes no Poder Legislativo é que ficarão salvos das reformas. Este tipo de empresariado tem outras fontes de renda que compensarão a diminuição drástica de consumidores.

Com isso, até mesmo setores da classe média alta sentirão os efeitos das reformas trabalhistas. Além dos empresários de pequeno-médio porte, advogados trabalhistas já começarão a sentir os efeitos, já que a justiça do trabalho será dificultada. Outros profissionais liberais, que cobram altos preços de seus serviços também ficarão sem clientela, sendo obrigados a fechar as suas portas.

O desastre ocorrerá de forma gradativa, mas incessante. Como a economia é uma cadeia de relações profissionais, tudo irá se despencar e ocorrerá o que especialistas chamam de "desertificação do Brasil". O Brasil como uma nação sem dignidade e com um gigantesco número de indigentes abandonados em todo o território.

Sabem o que acontece em países miseráveis como Bangladesh, com multidões de miseráveis nas calçadas das ruas? Esse é o destino inevitável a ser construído com a Reforma Trabalhista. Pode até demorar para isso acontecer, mas estudos garantem que isso será uma certeza.

Por enquanto, as classes estabilizadas estão tranquilas. A preocupação deles é sobre qual o destino no exterior a ser visitado durante as próximas férias. Mas é bom aproveitar enquanto os danos não aparecem. Pois as classes medias que apoiaram o golpe vão pagar também pelas reformas, instaurando o fato de que emprego estável se tornará um artigo de luxo em nosso país.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A meta é acabar com a corrupção. E daí?

Numa sociedade neo-conservadora, altamente influenciada pelo moralismo das religiões que falam em nome do Cristianismo, a realidade cotidiana também teria o seu "pecado original" a ser extirpado. A mídia escolheu a corrupção, uma palavra em que a maioria das pessoas desconhece o seu significado, apesar de perceber a carga semântica negativa que está por trás dela.

Graças a mídia, que é eficiente para adestrar mentes mal-formadas pela educação precária que tradicionalmente - e cronicamente - temos em nosso país, todos enfiaram nas suas mentes ociosas de que o maior problema da sociedade brasileira é a corrupção. Ou pelo menos o que os mais ingênuos entendem como corrupção.

Para a grande maioria, corrupção é qualquer tipo de desonestidade praticada por políticos que se caracteriza pelo desvio de verbas que seriam destinadas a obras públicas e projetos sociais. Curioso que os que mais se revoltam contra a corrupção são justamente os que não são prejudicados pela precarização dos serviços púbicos, o que deixa claro que a revolta tem motivação exclusivamente moral do que a inconformação diante de possíveis danos causados.

Além de definir a corrupção de forma irreal (na verdade a corrupção significa qualquer tipo de ato ilícito praticado que envolve mais de uma pessoa, ocorrente não só na política, mas em qualquer esfera da sociedade), a sociedade, ao elegê-la como "maior problema" está cortando o mal pelo caule, pois poucos sabem que a corrupção é de fato sistêmica, ou seja, inerente a regras que caracterizam o funcionamento de um sistema cheio de falhas e resultante da ganância humana.

A ganância humana é que é a raiz de todo e qualquer problema na sociedade atual. Não adianta combater a corrupção em combater a ganância humana: a ganância se empenhará de fazer nascer muitos outros casos de corrupção, mesmo que corruptos sejam punidos de forma exemplar. Até porque a ganância humana, mãe legítima da corrupção, se tratará de parir novos corruptos.

Por isso que nem me incomodo com este papo de corrupção. Há vários casos de corrupção que não interferem na minha vida, nem a favor, nem contra. Mas a ganância humana tem se apresentado de forma negativa para mim, das mais diversas formas. Ou seja, enquanto houver ganância, haverá problemas, mesmo com a corrupção sendo combatida. 

O desejo de ser melhor que os outros e de ter muito mais bens, dinheiro e diretos que o resto da humanidade está destruindo as relações humanas, perpetuando a corrupção e estimulando o clima de ódio. O Capitalismo neoliberal, ideologia que legitima a ganância, trata a vida como competição e as pessoas como concorrentes. Derrubar os outros virou meta e por isso que tanto o ódio quanto a corrupção crescem de forma desenfreada. 

Se nada for feito para acabar a ganância humana, o planeta Terra será um imenso deserto, graças aos sucessivos assassinatos ocorridos das mais diversas maneiras, só porque uns se acharam no "direito" de impedir que outros tenham direitos, provocando a eliminação de uns pelos outros, seja de que forma for. E após isso, perceberemos que foi inútil lutar contra a corrupção.

domingo, 5 de novembro de 2017

Luciano Huck é o Michel Temer reciclado

Luciano Huck transmite uma imagem de modernidade. Garotão Zona Sul, esportista, frequentador de festas, criados de gírias e altamente influente perante os jovens. Mas não se enganem. Isto é fachada. Luciano é tão retrógrado quanto um medieval. E sua postura na política, na economia e - pasmem - no lado social indicam isto.

Se não bastassem fazer aniversário no mesmo mês, setembro, Luciano Huck e Michel Temer têm total afinidade ideológica. Discreto, Huck nunca assumiu publicamente o apoio ao golpe de 2016, mas nem precisava assumir, pois seu jeitão, seus amigos e seu modo populista de tratar os pobres (sempre como seres inferiores, até na hora de receberem ajuda), denunciava seu pró-golpismo.

Apesar de formado em Direito (sem exercer a profissão como ACM fez com a Medicina) e de ter uma sólida carreira como multi-empresário (ele é dono de muitas empresas nos mais diversos ramos), Huck age como publicitário eficiente. Sabe sair de polêmicas sem o menor arranhão e finge progressismo político para tentar (sem sucesso) seduzir o público de esquerda. Aliás, como seu guru FHC, finge ser de esquerda embora sua postura neoliberal é mais do que escancarada.

E esse Huck, pseudo-moderno e porta-voz das elites abastadas, foi escolhido pela plutocracia para ser o "conservador conciliador" a tentar a vaga na presidência da República, como foi Fernando Collor em 1989. Certamente, Huck utilizará de seu conhecimento publicitário para tentar seduzir aqueles que esperam um direitista moderado, que apesar de agradar às classes exploradas, nunca as tirará da exploração crônica feita pelos senhores do Capitalismo.

Huck é o velho, embalado como novo. É aquela estrutura podre que recebe tinta e verniz para parecer novidade, mas que surge para impedir que o Brasil progrida e ameace a hegemonia norte-americana no mundo e ameace também a ganância dos homens mais ricos assemelhados ao empresário-apresentador.

Apesar de vendido como novidade, Huck ate agora não fez nenhuma crítica a Temer, tem se aliado com poderosos golpistas e não prometeu revogar as crueldades de Temer, que incluem a volta da escravidão, a venda de empresas estratégicas a gringos e o fim da soberania nacional.

Bom lembrar que Huck fez apologias sutis à pedofilia, ofereceu mulheres brasileiras a gringos, foi acusado de tomar para si carros reformados pelo quadro "Lata Velha" (cópia do que já era feito nos canais gringos MTV e Discovery), entre outras barbaridades. 

Mesmo tentando oferecer uma nova imagem à política brasileira, conhecemos a estória, que não passa de remake de um filme velho com Fernando Collor como protagonista. É até interessante que uma celebridade de TV protagoniza este remake. O mesmo filme, com o mesmo personagem com nomes trocados. Só sabemos que para a população, o final não será nada feliz.

Com Huck, o golpe de 2016 continuará. Com cara de novo e alma de velho.

domingo, 29 de outubro de 2017

Esquerda pode estar sendo paga para elogiar o "funk"

Imagine algo ridículo, claramente patético, que transforma os pobres em bobos da corte imbecilizados. Você acharia que algo assim representaria a espontaneidade e traria dignidade ao povo trabalhador? Obviamente que não.

Mas o apoio incondicional que as esquerdas dão ao "funk" é algo que merece ser analisado com atenção e frieza. As esquerdas tem demonstrado admirável sensatez quando falam de política, economia e direito., mas erram feio quando falam de cultura, esporte e entretenimento. Como se as esquerdas achassem que a diversão das pessoas devesse ficar sob responsabilidade dos capitalistas.

Um texto publicado em um portal de direito que segua a linha progressista escreveu um belo texto sobre os quatro juízes que denunciaram o golpe e que podem ser punidos pelo judiciário comprado pelos golpistas. O texto é excelente, mas pecou pelo detalhe de enfatizar que o carro de som do protesto que envolveu os juízes denunciantes era da Furacão 2000.

É estranha esta ênfase. A Furacão 2000 tem ligações com as elites, com partidos de direita e - pasmem - com a bancada evangélica. Nos anos 90, fez parcerias com ninguém menos que Eduardo Cunha, o "mecenas" do golpe de 2016 para uma série de bailes ocorridos com o patrocínio da Telerj, então presidida pelo deputado hoje - supostamente - preso.

Há suspeitas que o baile ocorrido no dia 17 de abril de 2016 tenha sido na verdade uma cortina de fumaça a desviar a atenção da população, que hipnotizada pelo erotismo do "funk", ficasse ocupada com a liberação dos seus instintos e aceitaria tranquilamente a deposição de uma presidente sem culpa, mas que atrapalhava os planos sádicos e gananciosos da burguesia brasileira.

Interessante ver o "funk" como um "panelaço do bem" das esquerdas. O "funk" tem se demonstrado, um pouco menos que o futebol, um excelente instrumento de manipulação do povo. Coincidência ou não, toda vez que a direita é ameaçada, a mídia solta algum factoide envolvendo o "funk".

Além disso, "funkeiros" tem se enriquecido com a fama, abandonando os seus estilos de vida e passando para o lado das elites. Filhos de magnatas já tem o "funk" como estilo de música favorito. "Funqueiros" transitam livremente pela mídia corporativa. nenhum "funkeiro" se assumiu publicamente de direita, mas isso pode ser uma estratégia para preservar cautela.

O que podemos afirmar é que um tipo de "cultura" que humilha o pobre, para que ele não possa ser ouvido com respeito em oportunidades de reivindicação de direitos, não pode ser defendido pelas forças interessadas em eliminar as desigualdades sociais. Ou acham que alguma autoridade vai dar ouvidos a reivindicação, que embora de fato justa, vem de alguém que vive empinando o traseiro como forma de se "autoafirmar"?

Para nossa equipe, fica cada vez mais estranha a parceria entre o "funk" e as esquerdas". Pelo jeito há dinheiro de "funkeiros" entrando nas esquerdas, que obviamente tem dificuldades de obter renda de outras formas, pois não te o apoio de grandes corporações. Nada confirmado, mas digno de investigação. Afinal ninguém defende algo ridículo como "sinônimo de espontaneidade e de dignidade" sem receber algum  tipo de benefício para isso.

sábado, 28 de outubro de 2017

Arrependidos, celebridades golpistas querem dissociar a sua imagem diante do golpe

Vida de rico famoso não é mole não. Quer dizer, é mole graças a imensa quantidade de dinheiro e bens que possuem nas mãos para fazer o que bem querem. Mas não é mole porque a fama exige uma postura diante do público que o admira.

Sabemos que os ricos não gostam de governos trabalhistas. Pobres são bons para bater palma, mas não devem ter os mesmos direitos que a sua celebridade admirada. Senão perde a graça. Pobres só devem melhorar de vida se tornarem ricos como seus ídolos, o que já acontece no popularesco e no futebol, onde miseráveis viram magnatas praticamente da noite para o dia.

Para estes, governos trabalhistas "facilitam demais as coisas para os pobres" se esquecendo que são os governos trabalhistas que realizam as melhores gestões, com base em conhecimentos de Economia, Administração, e Direito. Mas ricos são gananciosos e desejam preservar sua vida nababesca. A verdadeira caridade é uma ameaça a seu estilo de vida pra lá de pomposo.

Mas aí veio o golpe, Dilma foi expulsa da presidência e os ricos ficaram felizes com a deposição daquelas que eles consideraram como uma "bruxa". Finalmente o Brasil retomava a sua triste vocação para o subdesenvolvimento e para as desigualdades sociais.

Mas as decisões dos maiores empresários do país, verdadeiros governantes da nação, com ajuda do vitaliciamente nababesco Poder Judiciário, acabaram por eliminar direitos da população, aumentar as desigualdades, ressuscitar o fascismo e a escravidão e violar a nossa soberania. Deixamos de ser uma nação para sermos um quintal dos capitalistas mundiais.

Os danos tem irritado a população em geral, que vai pagar pelo pato da FIESP. Os menos favorecidos, que serão só mais prejudicados, são fãs de muitas celebridades e isso te preocupado os famosos que tiveram a imagem destruída por apoiar o golpe de 2016.

Convém lembrar que este arrependimento todo nem tem a ver com os casos de corrupção envolvendo políticos golpistas. As celebridades, que não são prejudicadas pelos erros de políticos conservadores, estão mais preocupadas com a repercussão dos escândalos, que envolvem seus nomes do que pelo fato do político apoiado ser corrupto. Quem não é alienado, sabe que o Neoliberalismo, com base ideológica construída sobre a ganância, é o sistema da corrupção. 

Com medo de perder público, patrocínio e dinheiro, várias celebridades que apoiaram o golpe, se esforçam hoje em apagar da memória coletiva a sua associação a muitos políticos, juízes e empresários que trabalharam em prol da ganância e do saque. 

Claro que ainda tem umas poucas celebridades que não estão nem aí com reputação. Mas em sua maioria, vários famosos ou estão mudando de lado, ou ficam naquela de "contra tudo que está aí". O que é perigoso, pois sabemos que quem está "contra tudo" desenvolve uma vocação para o Fascismo.

Mas a maioria preferiu enrolar e fingir decepção com os golpistas, mesmo mantendo a afinidade ideológica da ganância capitalista e limitando a sua noção de altruísmo à caridade frouxa praticada pelas religiões e instituições sociais. 

As celebridades agora correm para riscar o seu nome da lista de golpistas na tentativa desesperada de salvar a reputação. Mas já é tarde. 

Querem um conselho? Se querem limpar a imagem, reduzam seu padrão de vida e vivam como gente normal, sem a pompa nababesca. Além disso, entrem de cabeça na campanha pelo Referendo Revogatório que se aprovado, vai anular e revogar todas as loucuras praticadas pelos golpistas e devolver a soberania e a dignidade ao povo brasileiro.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Irmão de Luciano Huck pode estar tentando proteger o apresentador de ser humilhado

Uma declaração dada por Fernando Grostein, cineasta irmão de Luciano Huck, falou que  famoso apresentador não é de direita e que "conhece favelas e tem uma visão aberta sobre o mundo e as pessoas". O elogio familiar é muito lindo, mas infelizmente, não corresponde à realidade.

Pode ser que o conceito de "direita" de Grostein pode ser um pouquinho diferente do tradicional. mas também pode ser que Grostein esteja protegendo o irmão de possíveis humilhações, já que, com as desgraças do governo golpista, todo direitistas virou alvo de humilhações. Não por acaso, muitos atores globais que apoiaram o golpe tem se mudado para outros países para  ter o que eles chamam de "paz".

Huck sempre deu sinais bem claros de que é de direita. Ser de direita não impede uma pessoa de forjar modernidade. Ser de direita é, acima de tudo, defender as classes dominantes e tratar o pobre como se merecesse muito menos do que deveria.

Luciano Huck é um magnata. Um dos homens mais ricos do país e que recentemente se uniu a vários empresários, todos gananciosos e alguns escravocratas, para tentar driblar a lei que proíbe que campanhas políticas sejam financiadas por empresários.

Mas o envolvimento com política tem servido para tirar a máscara do apresentador pseudo-filantropo, com larga experiência em polêmicas e uma postura claramente hipócrita. Arrancar do apresentador o rótulo de direitista, mesmo sendo Huck um capitalista de carteirinha, com parentes associados ao neoliberal PSDB, pode ser na verdade uma tentativa mesmo de evitar mais confusões envolvendo o apresentador.

Para que ele não fosse de direita, ele deveria ser mais altruísta, reduzir seu padrão de vida, apoiar leis que melhorem a distribuição de renda, romper com empresários mais gananciosos e fazer algo que vá muito além da caridade paliativa que pratica, por influência dos charlatães religiosos que admira. 

Além de claro, reprovar publicamente todas as medidas neoliberais aprovadas pelo congresso que apoia Temer. É bom lembrar ao Luciano Huck que soberania nacional não é vitória da "seleção" em campeonato de futebol e que aparecer como personagem de novela em programa de TV não traz dignidade ao povo pobre. Ah, e caridade exige abnegação. 

Não há mal algum em Luciano Huck se assumir de direita. Aliás, o rótulo pegou ele como uma verdadeira cicatriz. Não adianta, o apresentados do "Caldeirão" age como um perfeito direitista. Um direitista moderno que recorre a gírias e roupas esportivas para disfarçar o pensamento retrógrado de quem não está nem aí com a melhoria da humanidade como um todo.

Como eu disse, Huck nunca foi progressista e o que ele quer mesmo é se livrar do rótulo de direitista na tentativa desesperada de proteger a sua reputação diante de uma época onde todos os golpistas são massacrados não somente nas redes sociais, mas também em eventos públicos. 

Mesmo que o neoliberalismo continue garantindo lucros ao empresariado, nunca foi tão difícil assumir esta ideologia em tempos em que o Brasil, com desigualdade social crônica que nunca se resolve, perde a sua soberania.

domingo, 22 de outubro de 2017

O Patriotismo Teórico

Para os conservadores, o Brasil são dois países: O real, que eles ignoram, que tem o povo, seus problemas e injustiças e também as riquezas que não podem ser cedidas a outrem. E outro, o dos símbolos cívicos e do futebol, cujos únicos problemas são de ordem moral e que devem ser resolvidos com a adesão maciça à religiões consideradas cristãs.

O patriotismo defendido pelos conservadores é puramente teórico. É um patriotismo de fachada, limitado a cultuar símbolos, cantar o hino e achar que a vitória de um time de futebol (a "seleção" nunca passou de um mero time de futebol) vai trazer dignidade aos brasileiros.

Os patriotas teóricos não estão nem aí com soberania. Exigem que todos cantem o hino e declarem seu amor à bandeira, mas não se incomodam em ver a Petrobrás e Eletrobrás falindo e a Floresta Amazônica sendo entregue a estrangeiros. 

Aliás, os conservadores nem se importam se a nossa soberania está sendo violada, permitindo a invasão, mesmo secreta de estrangeiros a vigiar o que estamos fazendo para servir de motivo para usurpação e saques. Ignorar a soberania nacional é permitir que piratas modernos, fantasiados de "responsáveis investidores" entrem aqui para pegar o que quiserem e lavar para as suas nações-natais.

Mas aí nós perguntamos: de que adianta cantar o hino e cultuar a bandeira? Em quê isso irá trazer a nossa soberania de volta? Em quê isso acabará com as injustiças e problemas do país? Como as vidas dos brasileiros vão melhorar pelo simples fato de se enrolar em um pedaço de pano com as cores da bandeira?

Não estou aqui criticando os símbolos cívicos. Se todos os países têm os seus, o Brasil também deveria. Mas eles não foram feitos para serem cultuados o tempo todo. A vida exige ação e há muito o que fazer além de ficar parados diante da bandeira cantando uma música, mesmo que seja o hino. 

É fato comprovado em inúmeras oportunidades de que cultuar símbolos cívicos nunca ajudou a melhorar o país. E o fato dos conservadores desprezarem a soberania nacional, achando que amar a pátria é simplesmente amar os símbolos e ignorar os danos que gringos invasores fazem ao país é algo extremamente reprovável e mostra que os conservadores não são patriotas coisa nenhuma.

Pois o patriotismo exige prática, exige agir para proteger o país e dar qualidade de vida ao povo. Patriotas distribuem renda, lutam pelo fim das desigualdades, pelo fim dos preconceitos e enxerga o futuro, sem a histeria de sonhar com uma volta ao passado, verdadeira meta dos conservadores.

O verdadeiro patriota luta pela soberania nacional e pelo bem estar do maior número de brasileiros. Não foge para o exterior quando as coisas vão mal em nosso país. Fica e luta por direitos dos habitantes, por soberania nacional e pela proteção de nossas riquezas e das empresas que fazem o país progredir.

Se os conservadores acham que cantar hinos antes de um dia de trabalho/estudo é sinônimo de defender a soberania nacional, os conservadores estão errados. Enquanto cantamos o hino diante de uma bandeira sendo sacudida pelo vento, os corsários de terno e gravata entram livremente para saquear os nosso bens. 

Quando a entoação d hino acabar, será tarde demais: deixaremos de ser um país, para sermos um mero território, um mero almoxarifado de reservas para os gringos usurpadores. É isso que os conservadores querem?

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Idealizador do Golpe de 2016, Aécio se livra de punição pelo Senado

Ontem em Brasília, foi exalado um cheirinho delicioso de pizza. Aécio Neves, idealizador do Golpe de 2016, foi finalmente liberado da punição que aconteceria com ele por causa de acusações de corrupção. 

O voto pela punição ou não de Aécio Neves foi aberto para que Aécio pudesse saber quem estaria do lado dele ou não. Mesmo arriscando perder o apoio da opinião pública, 44 senadores optaram por livrar Aécio pois sabem que ele é um arquivo vivo e poderia, após a punição, delatar muitos aliados, prejudicando-os diante da justiça.

Com a não-punição, Aécio retorna ao senado para continuar com a destruição do Brasil para satisfazer interesses de grades capitalistas brasileiros e estrangeiros. Mesmo desmoralizado (ou até por isso mesmo), ele segue a sua carreira com fidelidade ao modelo neoliberal que reserva tudo para os ricos e nada para os pobres. 

A injustiça parecer ser a nossa doença crônica, muito longe de ser curada.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

É altamente recomendável anular o "Impedimento". Mas os magnatas não querem

As denúncias feitas pelo doleiro Funaro confirmaram o que já era mais do que claro: não havia motivos para o Impedimento de Dilma Rousseff. Ou seja, foi golpe sim. Michel Temer é um presidente ilegitimo e todas as medidas tomadas por ele, desde a mudança da logomarca à venda de empresas públicas sem a autorização da população - por lei verdadeira dona das empresas públicas - devem ser anuladas e tudo voltar como estava antes.

Mesmo que o Impedimento tivesse sido legítimo, Temer nunca deveria ter mudado nada, tendo apenas a função de terminar o mandato interrompido. Mas como foi um golpe, Temer acabou sendo o instrumento de satisfação da ganância dos maiores empresários do país, que sempre enxergara nos governos trabalhistas (como foi o de Dilma) um obstáculo a seus abusos.

Isso mostra que, apesar de ter sido revelado que o Impedimento foi um golpe de estado ilegítimo, pois além de não ter havido crime de responsabilidade, servindo mais para satisfazer os interesses particulares de um punhado de magnatas, vai ser bem complicado anulá-lo, embora devamos pelo menos tentar. Há muitas forças que agem como verdadeiro cúmplices desses magnatas e que farão de tudo, se aproveitando da ignorância política da maior parte da população, para que o golpe seja preservado.

Claro que devemos lutar pela anulação, através da união das forças progressistas e da divulgação maciça na mídia alternativa, já que a mídia oficial também é cúmplice do golpe, embora insista em fingir que não é. A grande mídia tem se empenhado muito em tentar legitimar o governo golpista, fazendo um malabarismo intelectual para separar os fatos e tentar por na cabeça da população que tudo que está sendo feito, incluindo a Lava Jato (especialista em prisões por motivo político), é legítimo e benéfico à população.

Não esperemos a convocação da grande mídia. temos que aprender a agir por conta própria sem depender do que jornais e TVs digam o que temos que fazer. Estamos muito acostumados a seguir a grande mídia, que chega a moldar nossos gostos e convicções, interferindo negativamente na nossa capacidade de compreensão do mundo real.

Dilma deve retornar, pois é a única dona legítima do governo atual, como representante escolhida pela população. E ao retornar, tem a obrigação irrecusável de revogar tudo o que Temer fez e devolver a dignidade à nossa nação e o direito de nosso país se desenvolver e conquistar não somente autonomia mas a soberania. 

Que os gananciosos magnatas patrocinadores do golpe se conformem em ser os homens mais ricos da humanidade e parem de se meter em política. Pois na democracia, quem deve fazer política é o povo, não um isolado grupinho de magnatas.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Para a esquerda ingênua, a arte ainda existe

Havíamos falado e vamos continuar falando do fato de que os infiltrados do golpe de 2016 atacam na área da cultura e do entretenimento. Como são áreas difíceis de se despertar suspeitas por estarem relacionadas com alegria, diversão e liberdade de expressão, fica mais fácil um infiltrado manobrar a opinião de incautos.

A influência do possível infiltrado tem ajudado muito às esquerdas a aceitar ingenuamente certos conceitos que podem servir para que o bote seja dado na hora certa, caso o domínio político fracasse. E como está fracassando, o jeito é fortalecer o domínio através da cultura. Só para citar como exemplo, toda vez que a coisa vai mal para a direita, um factoide envolvendo o "funk" é lançado. Coincidência? Nós aqui preferimos acreditar que não.

Estou lendo muitos textos e vendo vídeos que se referem a indústria cultural como "arte". A palavra "celebridades" é raramente utilizada pelas esquerdas, que ainda ingenuamente se referem aos produtos de mídia como "artistas". Como se a pureza da arte, eliminada há mais de 70 anos, pudes ainda existir.

Imagine que um empresário de uma gravadora ou produtora decida criar um cantor de proveta para ganhar muito dinheiro com ele. O empresário o treina para parecer espontâneo, contrata compositores de aluguel para escrever futilidades que receberão a mera assinatura do cantor de proveta (que fingirá que compôs a faixa, que canta sobre sua vida, blá, blá, blá, etc..) e vende milhões de downloads de mp3 e lota plateias. Aí me vem os esquerdistas ingênuos e chamam isso de "arte".

Noto que os esquerdistas são muito bons falando sobre política, economia e direitos humanos. Mas são péssimos em falar sobre cultura e lazer, preferindo absorver conceitos importados do Capitalismo mais selvagem. Se esquecem os esquerdistas que a "arte" quase toda foi privatizada, é mercenária, fake, não é intelectualizada e serve de meio para que direitistas enganem as esquerdas. 

Na hora mais surpreendente, possam destruir o esquerdismo por dentro, após enfiar na cabeça dos mais ingênuos que o futuro da arte e da dignidade do pobre está no empinar de nádegas.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O crime de Lula é ser progressista

Apavorada com os resultados das pesquisas que colocam Lula na liderança nas simulações das eleições presidenciais, seja qualquer cenário ou quaisquer concorrentes, direitistas querem porque querem a prisão de Lula, mesmo que não haja motivo para que isso aconteça. 

Na verdade, o que os direitistas consideram como verdadeiro crime de Lula é ele ser um político progressista bastante influente. As denúncias contra Lula são patéticas e risíveis. Políticos com denúncias muito mais sérias não preocupam direitistas. Até porque estes políticos com denuncias graves são de direita. Faz parte da ideologia de direita o saque e a rapina, como diz o sempre sensato Jessé Souza, autor do recém lançado A Elite do Atraso, que nossa equipe recomenda.

Lula é o presidente que favoreceu a distribuição de renda, fortaleceu empresas nacionais, protegeu a riqueza e melhorou a educação de pessoas carentes. Por sr um problema complexo, Lula teve pouco tempo para fazer as mudanças e cometeu alguns erros como se aliar a direitistas corruptos e fortalecer a mídia hegemônica. Mesmo assim, Lula desagradou as elites, que tentaram tirá-lo-mas só conseguiram seu objetivo ao tirar Dilma em 2016, com uma acusação ao mesmo tempo mentirosa e imbecil.

O verdadeiro medo que as elites tem de Lula é ver uma sociedade justa, obrigando as elites a abrir mão da ganância, repartindo bens, direitos e renda que possuem em excesso. Nossas elites são altamente gananciosas e enfiaram em suas cabeças ocas que o acúmulo de privilégios deve ser ilimitado, mesmo que arrase com as vidas dos outros habitantes do país.

Como a ganância deve ser legitimada e protegida, deve se fazer de tudo para que a maior liderança progressista da atualidade seja impedida de retornar, com o medo da ganância burguesa ser definitivamente criminalizada. É isso que preocupa as elites que desejam a manutenção das injustiças que preservam a ganância e o estilo de vida nababesco.

Para que a burguesia não seja vista como vilã, é preciso inventar crimes para Lula e para a esquerda para justificar o antagonismo em relação às forças progressistas. Mas isso não conseguiu convencer a massa, que não e burra como se pensava. Até porque as elites protegem gente que comete crimes muito piores, que arrasam com as vidas de muitos, chegando a destruir a soberania nacional.

Até agora, a direita tenta procurar crimes em Lula, como quem procura cabelo em casca de ovo. Como não conseguem, mas insistem em derrubar o ex-presidente, agora apelam para a agressividade, para a rapina, para medidas ao mesmo tempo desonestas e violentas para impor seus objetivos. 

O Brasil assume de vez que entrou em uma nova forma de ditadura que promete arrasar com a maioria da população e destruir a soberania nacional. Ridicularizada, a direita desistiu de fingir gentileza e civismo e perdeu o medo de agredir.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O casamento de Marina Ruy Barbosa mostra o que os golpistas querem

Mal conheceu o piloto de Stock Car e membro de família plutocrata Xande Negrão, decidiu se casar com ele. Afinal, ele é ricaço e não precisa conhecer a personalidade de um magnata para se tomar esta decisão de contrair matrimônio com um integrante da "alta sociedade". Se houver qualquer problema no casamento, se resolve com dinheiro. Com muito dinheiro. Essa é a regra. Todos sabem disso e não há nada de ofensivo em admitir.

Mas o casamento, que foi bem ostentoso, acontece em uma época de caos no Brasil. A atriz pode ter manchado a sua reputação em fazer um casamento pomposo, a moda dos antigos nobres monárquicos, em uma época tão difícil. Poderia ter optado por uma cerimônia mais discreta, como fazem já outras celebridades. 

A cerimônia foi tipicamente plutocrata. Teve um esquema planejado para impedir penetras e paparazzi. Houve muita pompa e o nível de ostentação foi o maior possível. Presentes caros, vestido assinado por uma grife consagrada e um lugar secreto para a cerimônia, só para plutocratas.

Houve a presença de várias celebridades apoiadoras do golpe, Ronaldo Fenômeno, Neymar, o casal Huck(este, uma espécie de "cupido" dos noivos, pois foi através dele que se conheceram) e Angélica, Juliana Paes, entre outros. Curioso que a nova queridinha dos esquerdistas, Anitta cantou no evento. Resta saber se Anitta estava lá como "esquerdista" infiltrada ou ela é a infiltrada quando se envolve em situações com os esquerdistas ingênuos.

Como havia presença de vários esportistas no evento, por ser um casamento de um, o próprio Galvão Bueno esteve no evento e narrou o manjado ato de jogar o buquê para que uma das mulheres presentes pegue para que misticamente seja a próxima a se casar. Como se não fosse planejado, quem pegou foi a namorada do Ronaldo Fenômeno. 

De resto, tinha tudo que um casamento da nobreza deveria ter, inclusive um bolo com decoração cafona e o falso clima de romantismo para inglês ver. Uma ostentação que agradou somente aos presentes e aos fãs dos mesmos.

Esta cerimônia mostrou para que serve a plutocracia brasileira, porque ela fez o golpe e porque ela gosta de se isolar. Mostrou também que ganância e egoísmo não são mais considerados defeitos e que existem duas sub-espécies de seres humanos: os poucos que podem e os muitos que não podem. Aos primeiro, tudo, aos segundos, que se danem.

Até porque amor de verdade tem muito a ver com simplicidade e altruísmo, coisas bem ausentes durante a cerimônia que reuniu alguns dos mais gananciosos membros da sociedade brasileira. Todos felizes enquanto o Brasil vai para o ralo, se preparando para ser um dos países mais miseráveis do planeta. Graças a um bando de corsários apoiados pelos noivos e seus convidados para esta festa pobre que armaram para tentar me convencer.

sábado, 7 de outubro de 2017

Não existe decepção de celebridades com Aécio. Existe é medo de associado a um corrupto

O tucano Aécio Neves recebeu muito apoio de celebridades que conscientes de sua classe, resolveram apoiar quem os representa. Isso apesar de fingir para a opinião pública que o senador trabalharia em prol da sociedade brasileira. Mas secretamente, as tais celebridades pró-Aécio sabem muito bem que o dito cujo trabalharia em prol delas mesmas e dos outros indivíduos das classes das quais pertencem, preservando a ganância e garantindo a vida nababesca que possuem.

Mas graças as denúncias que tornaram praticamente impossível a recuperação do prestígio do senador tucano, várias das celebridades pró-Aécio resolveram declarar-se traídos pelo senador. Mas quem conhece os bastidores da política e o estilo de vida mais do que confortável das referidas celebridades sabe muito bem que não há nada de traição. O medo é outro.

Essas celebridades também dependem de reputação, pois são pessoas públicas, que tem admiradores e uma imagem a zelar. Se esta imagem for manchada, os meios que servem de fonte de renda para estas celebridades vão se cancelando aos poucos, obrigando-os a diminuir o padrão de vida e perder o respeito de fãs e patrocinadores.

Esse é o verdadeiro medo dessas celebridades: ver o seu nome associado a alguém que teve a reputação praticamente destruída. Essas celebridades sabem muito bem que ver seu nome associado a um corrupto gera danos e as declarações de "traição" tem a função de dissociar seus nomes a Aécio. Algo que não adianta muito, mas é algo que essas celebridades tiveram que fazer.

Não houve traição porque essas celebridades conhecem muito bem o esquema do Aécio. Sabem qual a linha ideológica e o que ele faz para se dar bem. Essas celebridades, ideologicamente nunca estiveram do lado do povo mais sofrido e quando tentam algum altruísmo, se limitam aquela caridade paliativa defendida pelas religiões e pelo Criança Esperança. Uma caridade que não mexe nos interesses dos mais ricos.

Ideologicamente estas celebridades tinham muita afinidade com seu ídolo político. Sabiam muito bem o que ele estava fazendo, seja certo ou errado. O problema é que as celebridades acreditavam na blindagem sólida do senador, que poderia fazer de tudo sem ser descoberto.

Agora estas celebridades, envergonhadas, tentam dissociar seus nomes a Aécio, mas não à ideologia que defendem. Certamente vão correr atrás de alguém ideologicamente similar a Aécio e que trabalhe exclusivamente para essas celebridades e para as elites afinadas. 

Pois elas estão nada interessadas em abrir mão de privilégios para dar dignidade a uma vasta multidão de pobres e indigentes, que ingenuamente depositam a sua confiança nas celebridades que as divertem.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Projeto prevê acesso irrestrito de policiais a dados de cidadãos

A ditadura Temer começa a ter traços de ditadura. E uma ditadura bem pior que a de 1964. Uma proposta incluída para ser votada na Comissão de Constituição de Justiça pretende permitir acesso irrestrito de policiais a dados de cidadãos quando eles acharem necessário. A autoria é do deputado Alberto Fraga do direitista partido DEM, que é coronel reformado da Polícia Militar.

Os argumentos do ex-coronel falam em segurança publica pois "a lei deve proteger o bom cidadão e não o mau cidadão". O problema é que conservadores usam conceitos bem subjetivos para definir quem é "bom" e quem é "mau", sem observar de fato o caráter e os danos causados pela atitude de quem está sendo julgado. Há um gigantesco risco de haver injustiças, com a punição de inocentes.

É muito triste o que acontece no Brasil. Um bando de ignorantes, cheios de preconceitos e com interesses mesquinhos a preservar, que se acha mais sábio que o resto da humanidade, resolveu mandar na vida cotidiana de todos os brasileiros, vendendo riquezas, censurando e eliminando direitos dos cidadãos contribuintes.

O Brasil virou um país-pesadelo, um lugar muito ruim para se viver. Tudo por causa de uma minoria de psicopatas metidos a sabichões. e zeladores da moral


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

É importante garantir o hipnotizador: mídia oferece gratuitamente codificador de TV digital

Nada é de graça no Capitalismo. Mas para a sobrevivência do mesmo sistema capitalista é preciso certas atitudes, os plutocratas decidem de vez em quando abrir mão de alguns privilégios para garantir os muitos outros. 

Sabemos que a televisão é o grande manipulador mental da sociedade atual. É um regulador do senso comum, legislador das regras sociais e fonte oficial da informação para muitos dos brasileiros. Para a plutocracia, é preciso garantir a audiência das grandes redes de televisão para que a ordem capitalista seja mantida, através da manipulação mental oferecida pela mesma.

Com a mudança do sistema de transmissão que aposentará de vez o sistema analógico, fazendo com que todas as redes se utilizem do sistema de transmissão digital, há um medo dos donos de poder de que muitas pessoas, sobretudo as mais pobres, deixem de ser controladas pelas ideias que são difundidas pelos meios televisivos.

Para isso, os plutocratas resolveram tirar os anéis de ouro para manter os dedos: resolveram dar de graça o adaptador de TV digital, além de fazer inúmeros anúncios e artigos ensinando como usar o adaptador. É importante para os plutocratas garantir a caixinha de fazer doido para que a população mantenha total sintonia ideológica com os donos do poder.

Afinal , ano que vem é ano de copa de futebol - solenemente transmitido pela televisão como um "evento cívico" - e com um Brasil em frangalhos, com população sem direitos e riquezas sendo entregues quase de graça a estrangeiros ganancioso, é preciso anestesiar a população para que ela não saiba, pelo menos durante um mês, o que está acontecendo de ruim pelo país. É preciso usar a copa para fazer muito barulho para que o ruído da destruição do Brasil não seja ouvido.

Por essa e outras que é preciso facilitar o acesso da população à televisão. Isso explica todo o empenho em fazer o brasileiro nunca perder o "direito" de ver a sua televisão. Pois sem a televisão, a população vai correr para a internet, onde as vozes excluídas dos grandes meios encontram a oportunidade de falar, mostrando à população uma realidade que nunca aparecerá nos aparelhos de televisão. 

A revolução nunca será televisionada. Nem mesmo com a tecnologia digital. melhora a qualidade de som e imagem, mas piora cada vez mais a qualidade ideológica dos meios de comunicação, sedentos em devolver o Brasil à mesma realidade existente nos tempos coloniais de séculos remotos.

sábado, 30 de setembro de 2017

Provocatividade pode prejudicar as reivindicações progressistas

Imagine uma situação onde o bully, o cara que humilha, fosse desafiado pelo humilhado que baixa as calças e grita coisas do tipo "venha me pegar, bobão!". Certamente o bully vai ganhar o direito a ter razão e justificar a sua humilhação alegando que o humilhado o provocou, iniciando a briga.

Há setores progressistas que estão agindo desta forma, o que desvia seriamente do debate pela proteção e aquisição de direitos. Ao invés de lutar por melhorias na distribuição de renda e direitos e pelo respeito a diversidade, preferem defender cada causa separadamente e quando há oportunidade, optam por uma provocatividade desnecessária que no fundo só serve para criar polemica e desviar o foco de reivindicações mais serias e urgentes.

Muitos eventos estão acontecendo que pedem com justiça, mas de forma meio escandalosa, o respeito à diversidade. Nudez, travestis, obras de arte que afrontam dogmas religiosos, entre outras coisas que só agravam as divergências cada vez mais violentas entre conservadores e progressistas. 

Sabemos que conservadores não são nem inteligentes, muito menos altruístas. Mas por contarem com o apoio das elites e por acreditarem estar sob a orientação de uma liderança universal chamada por "Deus", se sentem fortalecidos e no privilégio de decidirem o que quiserem sobre o direito de outras pessoas.

Por estarem numa situação que os faz acreditar terem poderes para qualquer coisa, conservadores não raramente tem lançado mão da agressividade para imporem se ponto de vista. Esta provocatividade oferecida pelos progressistas é vista como uma espécie de cutucação. 

Conservadores, que já vem na defensiva, por interesses próprios, se sentem ainda mais agredidos com isso e tratam a provocatividade como um estopim, uma palavra de ordem que os permite avançar e partir para a ignorância.

É completamente desnecessário e um tanto tumultuador apelar para provocações e polêmicas, que devem ser lançadas apenas quando "a poeira baixar". Polêmicas só impedem a discussão sobre temas sérios que poderiam nos fazer chagar a soluções que criem benefícios para as pessoas menos favorecidas da sociedade.

Provocar e criar polêmicas em época de polarização ideológica não é bom pois impede o debate sadio e fortalece o conservador que vai correndo pro "Papai do Céu" reclamar do progressista que o provocou, pedindo autorização para agredi-lo da forma que quiser, sob o pretexto de defesa da "ordem" e da "honra". "Ordem e honra" que acabam com a ordem e a honra de quem quer ver a sociedade progredir, este ingenuamente ocupado com polêmicas inúteis.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Plutocratas descartam Aécio. Mas ainda o desejam ideologicamente

É ilusão achar que Aécio está tendo a sua imagem destruída por ser corrupto. Ficou complicado esconder os envolvimentos do senador em um monte de escândalos e acusações. Ideologicamente, Aécio continua a satisfazer a plutocracia que controla a opinião púbica. Mas como sua imagem ficou mais do que suja, a plutocracia resolve sair a caça de alguém para substituir Aécio.

Não esqueçamos que esta caça não se limita a um substituto. A plutocracia não desistiu de um Novo Aécio. Já ha um trabalho intenso, comandado por um grupo de empresários (Luciano Huck incluído), de encontrar alguém ideologicamente afinado com o senador mineiro, mas com uma imagem que pudesse ser construída positivamente diante da população.

Aécio é o político mais importante para a plutocracia. Une a ideologia conservadora, trabalha exclusivamente para atender a ganância das classes dominantes, mas tem um estilo de vida que pode transmitir uma boa imagem aos mais jovens. Une os estereótipos de conservadorismo e modernidade que tanto agrada aos neoliberais.

Portanto, o senador mineiro sempre representou um candidato perfeito para ser trabalhado através da publicidade para o agrado da sociedade sem consciência política. Seria ao mesmo tempo o braço do mercado na política brasileira e o mascate a seduzir a população com promessas que de fato nunca serão compridas em sua integridade.

Os escândalos ruíram as esperanças de contar com este perfeito representante das classes dominantes. A plutocracia entrou em Pânico e de forma desesperada tenta encontrar alguém que preencha esta vácuo e proteja a ganância plutocrata, preservando a incurável desigualdade que causa problemas crônicos no Brasil.

Mas como havíamos falado, há um trabalho secreto sendo montado pelos iluminati brasileiros a construir um cenário que possa ser desolador para as classes oprimidas, mas próspero para as classes opressoras. 

Este candidato perfeito das elites está sendo preparado e é bem provável que ganhe e afunde ainda mais o Brasil, que voltará a ser uma sub-desenvolvida colônia de exploração, com uma população abandonada que fará de tudo para ter o minimo para sobreviver, algo que não é conquistado sem esforço, luta e violência se necessário. 

Fiquem tranquilos os admiradores de Aécio Neves. Uma cópia perfeita do senador está sendo preparada e devidamente higienizada. A ganância das elites estará seguramente protegida.