quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Rolos compressores sem freio


Dá para entender porque o Brasil continua tão injusto. Empresários e juízes, além de dotados de privilégios quase divinos, não possuem alguma liderança acima deles para impor limites. Por isso que empresários de grande porte e juízes  se acham no direito de abusar e arruinar as vidas dos outros.

Essas duas classes são portadoras de imensos privilégios. Há exceções, mas os que seguem a regra possuem grande patrimônio e poder para fazer o que quiserem. A ausência de meios para frear seus abusos é preocupante e os fizeram ser os condutores do golpe de 2016, que  arrasa o Brasil transformando em mera colônia de exploração de corporações estrangeiras.

Claro que estas duas forças dependem da ajudinha dos meios de comunicação que, empenhada em os auxiliar, lança mão de inúmeras mentiras, omissões e distorções que aumentam ainda mais o poder dessas duas classes, que se torna praticamente incontrolável. Mas as duas classes em si se consagraram indomáveis, com poderes destruidores a níveis colossais.

Algo deve ser feito para limitar os abusos de empresários e juízes, verdadeiros rolos compressores sem ferio a arrasar tudo que encontram pela frente. Se não houver algum limite, eles poderão aniquilar praticamente toda a humanidade e  meio ambiente, tornando o Brasil um imenso deserto inabitável daqui a longo prazo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Presença de diretor do Wilson Center em video de William Waack reforça mito de que jornalista é espião dos EUA

William Waack pode ser até um dos melhores jornalistas brasileiros. Mas nos bastidores é tido, inclusive por colegas, como uma pessoa desagradável, que gera antipatias. Waack também é conhecido pelo seu conservadorismo, manifestado pelo seu elitismo e por declarações racistas como a dita no famoso vídeo, viralizado há poucos dias.

Mas a antipatia e o conservadorismo de Waack renderem boatos que revelam o verdadeiro caráter do jornalista. O mais famoso é o de que ele seria na verdade um agente secreto dos EUA, um espião, seja da CIA ou de qualquer outro órgão, a denunciar para o governo dos EUA - que sempre atua em parceria com gigantescas corporações empresariais - qualquer tipo de política que vai contra os interesses dos homens mais ricos do mundo.

Waack nunca confirmou nem negou e até agora não houve nenhum indício de que Waack seja de fato espião dos EUA. Mas o vídeo polêmico que mostra o jornalista fazendo piadinha racista pode acender uma fogueira para o mito de que Waack é sim, agente dos EUA.

O vídeo polêmico e o representante do Wilson Center

No vídeo, percebe-se que Waack não está sozinho. Outro homem, desconhecido de grande maioria dos brasileiros aparece rindo junto com o jornalista, embora de forma discretamente constrangida: Paulo Sotero, diretor de um tal de Brazil Institute. Pois quem é Paulo Sotero e o que é o tal Brazil Institute, ligado a um tal de Wilson Center?

Wilson Center é uma organização, ligada ao governo americano, que tem intelectuais, "think tanks" que observam o que acontece no mundo afora e criam medidas que preservem a hegemonia estadunidense no mundo e impeçam ameaças que limitem o poderio ianque sobre outras nações. A respeito do Wilson Center, saiba mais neste link.

O Brazil Institute é a divisão desta organização dedicada a "cuidar" do Brasil, que é o verdadeiro inimigo dos EUA, por ter características semelhantes e por isso ser uma potêncial ameaça ao poder ianque. Sotero, jornalista com passagens pelos jornais Gazeta Mercantil e Estado de São Paulo, foi convidado a presidir o instituto. Apesar de brasileiro, Sotero trabalha em prol do interesse estadunidense.

Presença de Paulo Sotero mostra que a polêmica é pior do que se imagina

A presença de Sotero no vídeo, que age como se fosse velho amigo de Waack, colega de profissão igualmente conservador, joga lenha na fogueira do mito de que o jornalista que apresentava o Jornal da Globo, o mais formal jornal da emissora carioca, seria um espião dos EUA.

Bom lembrar que o Wilson Center, mais exatamente o Brazil Institute, elaborou a metodologia que levou ao golpe de 2016 e vive convencendo outras instituições a darem prêmios para juízes do golpe, sobretudo a Sérgio Moro, como forma de estimulá-lo a agir contra o interesse dos brasileiros e a favor das grandes corporações mundiais que trabalham do lado do governo estadunidense.

O vídeo de Waack pode ter chamado  atenção de todos pelo comentário racista. Mas se os que viram o vídeo conhecessem o cara de cabelos brancos que estava com Waack, perceberiam que o episódio do vídeo polêmico é muito pior do que todos pensam. Com Paulo Sotero e seu intrometido Wilson Center do lado de Waack, o fundo do poço mostra que tem sub-solo, ainda mais profundo.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Bem vividos desprezam Reforma Trabalhista. Mas o dia deles chegará

Muitos dos que se consideram economicamente estabilizados, facham os ouvidos e os olhos diante de notícias que envolvem a chamada Reforma Trabalhista. Acreditam que tais reformas não os atingirão em sua estabilidade e seguem tranquilos, tratando tudo como algo específico para uma só classe, no caso a desfavorecida.

Muitas pessoas da classe média, preocupadas apenas em manter o que ganham, talvez nem sejam, pelo menos a curto-médio prazo, ameaçadas pelas reformas. Acredito que os golpistas necessitem de um considerável grupo de apoiadores entre aqueles que não terão seus direitos feridos, como profissionais liberais e servidores já estabilizados. Mas estes poderão ser prejudicados com o caos econômico que virá de carona com as reformas.

As reformas que se iniciam no próximo doa 11 prometem extinguir direitos e salários, o que significa também a extinção da função e consumidor. Micros, pequenos e médios empresários irão a falência por falta de compradores, que sem salário, obviamente não comprarão. 

Há também a ameaça de acabar com a estabilidade de servidores públicos. Incluindo os já estabilizados. Coma privatização de todas as estatais - medida que já foi aprovada por Temer, no início deste mês - servidores estabilizados serão demitidos, para que outros, em condições mais precárias, possam substitui-los.

Somente empresários de grande e gigantesco porte, com ações nas bolsas de valores (rentistas) e representantes no Poder Legislativo é que ficarão salvos das reformas. Este tipo de empresariado tem outras fontes de renda que compensarão a diminuição drástica de consumidores.

Com isso, até mesmo setores da classe média alta sentirão os efeitos das reformas trabalhistas. Além dos empresários de pequeno-médio porte, advogados trabalhistas já começarão a sentir os efeitos, já que a justiça do trabalho será dificultada. Outros profissionais liberais, que cobram altos preços de seus serviços também ficarão sem clientela, sendo obrigados a fechar as suas portas.

O desastre ocorrerá de forma gradativa, mas incessante. Como a economia é uma cadeia de relações profissionais, tudo irá se despencar e ocorrerá o que especialistas chamam de "desertificação do Brasil". O Brasil como uma nação sem dignidade e com um gigantesco número de indigentes abandonados em todo o território.

Sabem o que acontece em países miseráveis como Bangladesh, com multidões de miseráveis nas calçadas das ruas? Esse é o destino inevitável a ser construído com a Reforma Trabalhista. Pode até demorar para isso acontecer, mas estudos garantem que isso será uma certeza.

Por enquanto, as classes estabilizadas estão tranquilas. A preocupação deles é sobre qual o destino no exterior a ser visitado durante as próximas férias. Mas é bom aproveitar enquanto os danos não aparecem. Pois as classes medias que apoiaram o golpe vão pagar também pelas reformas, instaurando o fato de que emprego estável se tornará um artigo de luxo em nosso país.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A meta é acabar com a corrupção. E daí?

Numa sociedade neo-conservadora, altamente influenciada pelo moralismo das religiões que falam em nome do Cristianismo, a realidade cotidiana também teria o seu "pecado original" a ser extirpado. A mídia escolheu a corrupção, uma palavra em que a maioria das pessoas desconhece o seu significado, apesar de perceber a carga semântica negativa que está por trás dela.

Graças a mídia, que é eficiente para adestrar mentes mal-formadas pela educação precária que tradicionalmente - e cronicamente - temos em nosso país, todos enfiaram nas suas mentes ociosas de que o maior problema da sociedade brasileira é a corrupção. Ou pelo menos o que os mais ingênuos entendem como corrupção.

Para a grande maioria, corrupção é qualquer tipo de desonestidade praticada por políticos que se caracteriza pelo desvio de verbas que seriam destinadas a obras públicas e projetos sociais. Curioso que os que mais se revoltam contra a corrupção são justamente os que não são prejudicados pela precarização dos serviços púbicos, o que deixa claro que a revolta tem motivação exclusivamente moral do que a inconformação diante de possíveis danos causados.

Além de definir a corrupção de forma irreal (na verdade a corrupção significa qualquer tipo de ato ilícito praticado que envolve mais de uma pessoa, ocorrente não só na política, mas em qualquer esfera da sociedade), a sociedade, ao elegê-la como "maior problema" está cortando o mal pelo caule, pois poucos sabem que a corrupção é de fato sistêmica, ou seja, inerente a regras que caracterizam o funcionamento de um sistema cheio de falhas e resultante da ganância humana.

A ganância humana é que é a raiz de todo e qualquer problema na sociedade atual. Não adianta combater a corrupção em combater a ganância humana: a ganância se empenhará de fazer nascer muitos outros casos de corrupção, mesmo que corruptos sejam punidos de forma exemplar. Até porque a ganância humana, mãe legítima da corrupção, se tratará de parir novos corruptos.

Por isso que nem me incomodo com este papo de corrupção. Há vários casos de corrupção que não interferem na minha vida, nem a favor, nem contra. Mas a ganância humana tem se apresentado de forma negativa para mim, das mais diversas formas. Ou seja, enquanto houver ganância, haverá problemas, mesmo com a corrupção sendo combatida. 

O desejo de ser melhor que os outros e de ter muito mais bens, dinheiro e diretos que o resto da humanidade está destruindo as relações humanas, perpetuando a corrupção e estimulando o clima de ódio. O Capitalismo neoliberal, ideologia que legitima a ganância, trata a vida como competição e as pessoas como concorrentes. Derrubar os outros virou meta e por isso que tanto o ódio quanto a corrupção crescem de forma desenfreada. 

Se nada for feito para acabar a ganância humana, o planeta Terra será um imenso deserto, graças aos sucessivos assassinatos ocorridos das mais diversas maneiras, só porque uns se acharam no "direito" de impedir que outros tenham direitos, provocando a eliminação de uns pelos outros, seja de que forma for. E após isso, perceberemos que foi inútil lutar contra a corrupção.

domingo, 5 de novembro de 2017

Luciano Huck é o Michel Temer reciclado

Luciano Huck transmite uma imagem de modernidade. Garotão Zona Sul, esportista, frequentador de festas, criados de gírias e altamente influente perante os jovens. Mas não se enganem. Isto é fachada. Luciano é tão retrógrado quanto um medieval. E sua postura na política, na economia e - pasmem - no lado social indicam isto.

Se não bastassem fazer aniversário no mesmo mês, setembro, Luciano Huck e Michel Temer têm total afinidade ideológica. Discreto, Huck nunca assumiu publicamente o apoio ao golpe de 2016, mas nem precisava assumir, pois seu jeitão, seus amigos e seu modo populista de tratar os pobres (sempre como seres inferiores, até na hora de receberem ajuda), denunciava seu pró-golpismo.

Apesar de formado em Direito (sem exercer a profissão como ACM fez com a Medicina) e de ter uma sólida carreira como multi-empresário (ele é dono de muitas empresas nos mais diversos ramos), Huck age como publicitário eficiente. Sabe sair de polêmicas sem o menor arranhão e finge progressismo político para tentar (sem sucesso) seduzir o público de esquerda. Aliás, como seu guru FHC, finge ser de esquerda embora sua postura neoliberal é mais do que escancarada.

E esse Huck, pseudo-moderno e porta-voz das elites abastadas, foi escolhido pela plutocracia para ser o "conservador conciliador" a tentar a vaga na presidência da República, como foi Fernando Collor em 1989. Certamente, Huck utilizará de seu conhecimento publicitário para tentar seduzir aqueles que esperam um direitista moderado, que apesar de agradar às classes exploradas, nunca as tirará da exploração crônica feita pelos senhores do Capitalismo.

Huck é o velho, embalado como novo. É aquela estrutura podre que recebe tinta e verniz para parecer novidade, mas que surge para impedir que o Brasil progrida e ameace a hegemonia norte-americana no mundo e ameace também a ganância dos homens mais ricos assemelhados ao empresário-apresentador.

Apesar de vendido como novidade, Huck ate agora não fez nenhuma crítica a Temer, tem se aliado com poderosos golpistas e não prometeu revogar as crueldades de Temer, que incluem a volta da escravidão, a venda de empresas estratégicas a gringos e o fim da soberania nacional.

Bom lembrar que Huck fez apologias sutis à pedofilia, ofereceu mulheres brasileiras a gringos, foi acusado de tomar para si carros reformados pelo quadro "Lata Velha" (cópia do que já era feito nos canais gringos MTV e Discovery), entre outras barbaridades. 

Mesmo tentando oferecer uma nova imagem à política brasileira, conhecemos a estória, que não passa de remake de um filme velho com Fernando Collor como protagonista. É até interessante que uma celebridade de TV protagoniza este remake. O mesmo filme, com o mesmo personagem com nomes trocados. Só sabemos que para a população, o final não será nada feliz.

Com Huck, o golpe de 2016 continuará. Com cara de novo e alma de velho.

domingo, 29 de outubro de 2017

Esquerda pode estar sendo paga para elogiar o "funk"

Imagine algo ridículo, claramente patético, que transforma os pobres em bobos da corte imbecilizados. Você acharia que algo assim representaria a espontaneidade e traria dignidade ao povo trabalhador? Obviamente que não.

Mas o apoio incondicional que as esquerdas dão ao "funk" é algo que merece ser analisado com atenção e frieza. As esquerdas tem demonstrado admirável sensatez quando falam de política, economia e direito., mas erram feio quando falam de cultura, esporte e entretenimento. Como se as esquerdas achassem que a diversão das pessoas devesse ficar sob responsabilidade dos capitalistas.

Um texto publicado em um portal de direito que segua a linha progressista escreveu um belo texto sobre os quatro juízes que denunciaram o golpe e que podem ser punidos pelo judiciário comprado pelos golpistas. O texto é excelente, mas pecou pelo detalhe de enfatizar que o carro de som do protesto que envolveu os juízes denunciantes era da Furacão 2000.

É estranha esta ênfase. A Furacão 2000 tem ligações com as elites, com partidos de direita e - pasmem - com a bancada evangélica. Nos anos 90, fez parcerias com ninguém menos que Eduardo Cunha, o "mecenas" do golpe de 2016 para uma série de bailes ocorridos com o patrocínio da Telerj, então presidida pelo deputado hoje - supostamente - preso.

Há suspeitas que o baile ocorrido no dia 17 de abril de 2016 tenha sido na verdade uma cortina de fumaça a desviar a atenção da população, que hipnotizada pelo erotismo do "funk", ficasse ocupada com a liberação dos seus instintos e aceitaria tranquilamente a deposição de uma presidente sem culpa, mas que atrapalhava os planos sádicos e gananciosos da burguesia brasileira.

Interessante ver o "funk" como um "panelaço do bem" das esquerdas. O "funk" tem se demonstrado, um pouco menos que o futebol, um excelente instrumento de manipulação do povo. Coincidência ou não, toda vez que a direita é ameaçada, a mídia solta algum factoide envolvendo o "funk".

Além disso, "funkeiros" tem se enriquecido com a fama, abandonando os seus estilos de vida e passando para o lado das elites. Filhos de magnatas já tem o "funk" como estilo de música favorito. "Funqueiros" transitam livremente pela mídia corporativa. nenhum "funkeiro" se assumiu publicamente de direita, mas isso pode ser uma estratégia para preservar cautela.

O que podemos afirmar é que um tipo de "cultura" que humilha o pobre, para que ele não possa ser ouvido com respeito em oportunidades de reivindicação de direitos, não pode ser defendido pelas forças interessadas em eliminar as desigualdades sociais. Ou acham que alguma autoridade vai dar ouvidos a reivindicação, que embora de fato justa, vem de alguém que vive empinando o traseiro como forma de se "autoafirmar"?

Para nossa equipe, fica cada vez mais estranha a parceria entre o "funk" e as esquerdas". Pelo jeito há dinheiro de "funkeiros" entrando nas esquerdas, que obviamente tem dificuldades de obter renda de outras formas, pois não te o apoio de grandes corporações. Nada confirmado, mas digno de investigação. Afinal ninguém defende algo ridículo como "sinônimo de espontaneidade e de dignidade" sem receber algum  tipo de benefício para isso.

sábado, 28 de outubro de 2017

Arrependidos, celebridades golpistas querem dissociar a sua imagem diante do golpe

Vida de rico famoso não é mole não. Quer dizer, é mole graças a imensa quantidade de dinheiro e bens que possuem nas mãos para fazer o que bem querem. Mas não é mole porque a fama exige uma postura diante do público que o admira.

Sabemos que os ricos não gostam de governos trabalhistas. Pobres são bons para bater palma, mas não devem ter os mesmos direitos que a sua celebridade admirada. Senão perde a graça. Pobres só devem melhorar de vida se tornarem ricos como seus ídolos, o que já acontece no popularesco e no futebol, onde miseráveis viram magnatas praticamente da noite para o dia.

Para estes, governos trabalhistas "facilitam demais as coisas para os pobres" se esquecendo que são os governos trabalhistas que realizam as melhores gestões, com base em conhecimentos de Economia, Administração, e Direito. Mas ricos são gananciosos e desejam preservar sua vida nababesca. A verdadeira caridade é uma ameaça a seu estilo de vida pra lá de pomposo.

Mas aí veio o golpe, Dilma foi expulsa da presidência e os ricos ficaram felizes com a deposição daquelas que eles consideraram como uma "bruxa". Finalmente o Brasil retomava a sua triste vocação para o subdesenvolvimento e para as desigualdades sociais.

Mas as decisões dos maiores empresários do país, verdadeiros governantes da nação, com ajuda do vitaliciamente nababesco Poder Judiciário, acabaram por eliminar direitos da população, aumentar as desigualdades, ressuscitar o fascismo e a escravidão e violar a nossa soberania. Deixamos de ser uma nação para sermos um quintal dos capitalistas mundiais.

Os danos tem irritado a população em geral, que vai pagar pelo pato da FIESP. Os menos favorecidos, que serão só mais prejudicados, são fãs de muitas celebridades e isso te preocupado os famosos que tiveram a imagem destruída por apoiar o golpe de 2016.

Convém lembrar que este arrependimento todo nem tem a ver com os casos de corrupção envolvendo políticos golpistas. As celebridades, que não são prejudicadas pelos erros de políticos conservadores, estão mais preocupadas com a repercussão dos escândalos, que envolvem seus nomes do que pelo fato do político apoiado ser corrupto. Quem não é alienado, sabe que o Neoliberalismo, com base ideológica construída sobre a ganância, é o sistema da corrupção. 

Com medo de perder público, patrocínio e dinheiro, várias celebridades que apoiaram o golpe, se esforçam hoje em apagar da memória coletiva a sua associação a muitos políticos, juízes e empresários que trabalharam em prol da ganância e do saque. 

Claro que ainda tem umas poucas celebridades que não estão nem aí com reputação. Mas em sua maioria, vários famosos ou estão mudando de lado, ou ficam naquela de "contra tudo que está aí". O que é perigoso, pois sabemos que quem está "contra tudo" desenvolve uma vocação para o Fascismo.

Mas a maioria preferiu enrolar e fingir decepção com os golpistas, mesmo mantendo a afinidade ideológica da ganância capitalista e limitando a sua noção de altruísmo à caridade frouxa praticada pelas religiões e instituições sociais. 

As celebridades agora correm para riscar o seu nome da lista de golpistas na tentativa desesperada de salvar a reputação. Mas já é tarde. 

Querem um conselho? Se querem limpar a imagem, reduzam seu padrão de vida e vivam como gente normal, sem a pompa nababesca. Além disso, entrem de cabeça na campanha pelo Referendo Revogatório que se aprovado, vai anular e revogar todas as loucuras praticadas pelos golpistas e devolver a soberania e a dignidade ao povo brasileiro.