Imagine algo ridículo, claramente patético, que transforma os pobres em bobos da corte imbecilizados. Você acharia que algo assim representaria a espontaneidade e traria dignidade ao povo trabalhador? Obviamente que não.
Mas o apoio incondicional que as esquerdas dão ao "funk" é algo que merece ser analisado com atenção e frieza. As esquerdas tem demonstrado admirável sensatez quando falam de política, economia e direito., mas erram feio quando falam de cultura, esporte e entretenimento. Como se as esquerdas achassem que a diversão das pessoas devesse ficar sob responsabilidade dos capitalistas.
Um texto publicado em um portal de direito que segua a linha progressista escreveu um belo texto sobre os quatro juízes que denunciaram o golpe e que podem ser punidos pelo judiciário comprado pelos golpistas. O texto é excelente, mas pecou pelo detalhe de enfatizar que o carro de som do protesto que envolveu os juízes denunciantes era da Furacão 2000.
É estranha esta ênfase. A Furacão 2000 tem ligações com as elites, com partidos de direita e - pasmem - com a bancada evangélica. Nos anos 90, fez parcerias com ninguém menos que Eduardo Cunha, o "mecenas" do golpe de 2016 para uma série de bailes ocorridos com o patrocínio da Telerj, então presidida pelo deputado hoje - supostamente - preso.
Há suspeitas que o baile ocorrido no dia 17 de abril de 2016 tenha sido na verdade uma cortina de fumaça a desviar a atenção da população, que hipnotizada pelo erotismo do "funk", ficasse ocupada com a liberação dos seus instintos e aceitaria tranquilamente a deposição de uma presidente sem culpa, mas que atrapalhava os planos sádicos e gananciosos da burguesia brasileira.
Interessante ver o "funk" como um "panelaço do bem" das esquerdas. O "funk" tem se demonstrado, um pouco menos que o futebol, um excelente instrumento de manipulação do povo. Coincidência ou não, toda vez que a direita é ameaçada, a mídia solta algum factoide envolvendo o "funk".
Além disso, "funkeiros" tem se enriquecido com a fama, abandonando os seus estilos de vida e passando para o lado das elites. Filhos de magnatas já tem o "funk" como estilo de música favorito. "Funqueiros" transitam livremente pela mídia corporativa. nenhum "funkeiro" se assumiu publicamente de direita, mas isso pode ser uma estratégia para preservar cautela.
O que podemos afirmar é que um tipo de "cultura" que humilha o pobre, para que ele não possa ser ouvido com respeito em oportunidades de reivindicação de direitos, não pode ser defendido pelas forças interessadas em eliminar as desigualdades sociais. Ou acham que alguma autoridade vai dar ouvidos a reivindicação, que embora de fato justa, vem de alguém que vive empinando o traseiro como forma de se "autoafirmar"?
Para nossa equipe, fica cada vez mais estranha a parceria entre o "funk" e as esquerdas". Pelo jeito há dinheiro de "funkeiros" entrando nas esquerdas, que obviamente tem dificuldades de obter renda de outras formas, pois não te o apoio de grandes corporações. Nada confirmado, mas digno de investigação. Afinal ninguém defende algo ridículo como "sinônimo de espontaneidade e de dignidade" sem receber algum tipo de benefício para isso.






