Quem assiste ao Caldeirão do Huck, apresentado pelo empresário-que-virou-apresentador-sem-ter-dom-para-isso Luciano Huck, está sendo facilmente ludibriado ao vê-lo jogando bola com pobres, dando dinheiro em bens para necessitados e andando por favelas como se morasse por lá. O que emociona um monte de incautos na verdade é uma auto-propaganda feita pelo próprio apresentador, que esconde muitas intenções ocultas que podem não ser benéficas para a sociedade como um todo.
Pois eis que um fato desmascara o apresentador melhor amigo de Aécio Neves: ele acaba de fazer parte, junto com os gananciosos Abílio Diniz e Nizan Guanaez, de um projeto secreto que pretende criar uma política assumidamente neoliberal, para preservar as desigualdades que favorecem os homens mais ricos do país.
Para quem não sabe, neoliberalismo é a atualização do liberalismo. É uma doutrina político-econômica que defende a tese de que apenas os ricos devem ter direitos plenos. Segundo a mesma ideologia, todas as outras classes existem apenas para servir aos mais ricos e devem receber apenas o mínimo necessário para continuarem vivos e capazes de cumprir este papel.
O Neoliberalismo é a consagração da ganância. Mas tudo deve ser feito de forma sutil, para dar a impressão de justiça. A chamada meritocracia existe para legitimar o neoliberalismo, tratando a vida como uma competição e os ricos como vencedores delas. Coincidência ou não, empresários adoram patrocinar atletas e atividades esportivas, que envolvem competições. Seria uma forma de legitimar a meritocracia?
E esta iniciativa de tentar criar uma política neoliberal para o Brasil, o que segundo especialistas pode agravar a crise, que de fato não prejudica os mais ricos, ganha o apoio de um cara que se apresenta como benfeitor em seu próprio programa, iludindo muitas pessoas que veem nele a esperança de uma melhoria na distribuição de renda, algo que vai contra o neoliberalismo defendido pelo apresentador.
É mais um escândalo envolvendo Luciano Huck, que já colocou bonecos negros de cabeça para baixo em suas lojas (racismo), mandou fazer camisetas infantis com a frase "vem ni mim que tô facim" (pedofilia) e tentou convidar gringos para fazerem turismo sexual pelo país (machismo). Fora a apologia a destruição cultural que faz com frequência em seu programa e a inegável hipocrisia estampada em sua cara de sonso, de alguém que não liga a minima para os outros.
Mas ainda bem que a fama de pseudo-altruísta de Huck não caiu no senso comum. A falsa caridade praticada por Huck está sendo insuficiente para melhorar a ainda solida reputação do apresentador (que não consegue ser derrubado pelos seus próprios escândalos), verdadeiramente afinado com ideologias gananciosas e sádicas dispostas a eliminar discretamente toda a classe pobre que vive em nosso país.
Dá para perceber porque o nariz de Luciano Huck é grande. Pinóquio fez escola.






