sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Cronologia do Golpe de 2016

- Brasil supostamente redemocratizado. Tancredo Neves, candidato eleito por voto indireto, morre. Sarney, oligarca do Maranhão e político do golpe toma posse e convoca Antônio Carlos Magalhães para ser ministro das Comunicações. Consequência: enfraquecimento gradual da cultura nacional que resultaria do emburrecimento da população.

- Fernando Collor, de ideias neoliberais, é o primeiro presidente eleito do país. Destrói parte da indústria nacional e sob o pretexto do combate à corrupção é deposto por um congresso que não gostou de medidas tomadas por ele em sua gestão.

- Utilizando do Plano Real, na verdade uma medida de autoria da equipe econômica do governo Itamar Franco, do qual originalmente não fazia parte, Fernando Henrique Cardoso, intelectual de linha neoliberal e autor da Teoria da Dependência, aquela que diz que países emergentes nunca devem se desenvolver e que pessoa pobres não devem ter direitos, se torna novo presidente da República.

- Fernando Henrique Cardoso decide desmontar mais ainda empresas nacionais e segue uma onde de muitas privatizações seguidas de uma onda de desemprego e de queda de qualidade em serviços e produtos. Aumenta a desigualdade entre as classes.

- Apenas após acordos com a direita, Lula consegue ser eleito para o mandato de 8 anos. Realiza várias mudanças sócio-econômicas, mas muito aquém das mudanças realmente necessárias ao país.

- Consegue eleger como sua sucessora, Dilma Rousseff, que faz muitas concessões neoliberais, fortalecendo forças de direita. Reeleita, é deposta após dois anos (e depois da menção da palavra mágica "PRÉ-SAL"), sob falsa acusação de crime de responsabilidade. É substituída por políticos tradicionalmente famosos por envolvimento em casos de corrupção.

- Hoje o povo assiste imóvel a muitas atrocidades cometidas pela "nova " gestão, institucionalizando o Capitalismo Predatório que preserva a ganância dos mais ricos.

O resto é o que você já está vendo. Tire as suas próprias conclusões.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Celebridades brasileiras se tornam empresárias: isto explica apoio ao golpe


Mesmo que não sejam bilionárias ou trilionárias como os grandes especuladores que controlam o Brasil, as celebridades se acham ricas e poderosas. O poder midiático que as celebridades exercem em seus fãs lhes dá uma ilusão de poder político que os faz pensar iguais aos homens economicamente mais poderosos do país.

Sabendo que, em uma sociedade modista como a brasileira, há a possibilidade de que celebridades percam popularidade e trabalho, as mesmas resolveram entrar no "empreendedorismo" para tentar manter seus altos padrões de vida de quase magnatas. 

Por mais que finjam ser pobretões (para agradar aos fãs) quando dão depoimento no programa do Faustão (outro magnata), é preciso manter o seu estilo de vida nababesco. Por isso que casar com empresários ou se tornar elas próprias donas de meios de produção se tornou uma questão crucial para se permanecer na moderna nobreza brasileira e se manter afastada da plebe de fãs.

Recentemente nossa equipe soube que a bela atriz Mariana Ximenes (que detestou ter seu nome envolvido em uma campanha contra o golpe, o que sugere algum direitismo - embora ela tenha como amiga a "petralha" Leandra Leal) foi premiada em um concurso, realizado por uma editora de mentalidade fascista, que elegeu os melhores restaurantes que participaram. Ximenes, que sempre teve queda "amorosa" por diretores e empresários, se tornou sócia de um restaurante, que ganhou o prêmio em uma categoria que não sei bem qual é.

Mas nada pessoal contra Mariana, pois ele não é a única muito menos a primeira ou a ultima a entrar nessa onda. Juliana Paes, Marcelo Falcão, Ronaldo Fenômeno, Murilo Benício, Márcio Garcia, entre muitos outros, são celebridades do mundo do entretenimento que viraram empresários e lucram muito com isso, servindo de garotos propaganda das próprias empresas que controlam. Varias celebridades até estão ha tempos sem aparecer nos holofotes, pois a ocupação empresarial lhes tira a necessidade de ter que ficar diante dos holofotes o tempo todo.

Vários dessas celebridades-empresários assumiram seu direitismo político, pouco se lixando se a vida de seus fãs irá melhorar ou não com as decisões políticas que eles apoiam. Na contramão, Luciano Huck, embora muitos se esqueçam, é um empresário (ele já era antes da fama) que virou celebridade, além de Roberto Justus, ambos direitistas assumidos. Ambos tem planos secretos - negados com frequência - de entrar na política através de partidos ligados a ideais fascistas.

E porque destaco o direitismo dessas celebridades? Porque estamos em uma não declarada guerra de classes e isso revela a hipocrisia de celebridades que fingem estar do lado dos fãs mas que aos poucos se distanciam para preservar o seu ganancioso estilo de vida nababesco que os caracterizam como uma espécie de nobreza moderna.

Como falamos antes, várias delas estão deixando o país e de forma negligenciada, não se preocupam em usar a sua imagem para tentar melhorar as condições de vida das pessoas que ingenuamente os admiram. Celebridades gostam de serem amadas, mas pouco ou nada fazem para usar fama e riqueza para retribuir o carinho recebido. Uma atitude que pode ser facilmente rotulada de hipocrisia.

É triste ver que celebridades, que construíram a sua carreira as custas da admiração de muita gente que mal tem o que comer, preferem agir como magnatas ao invés de usar a sua poderosa e convincente influência para melhorar a realidade brasileira. A carriagem virou abóbora e as lindas celebridades meras ratazanas. O encanto acabou.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Elitistas e apoiadores do golpe, celebridades brasileiras resolvem fugir do Brasil após caos instalado pelo governo que eles apoiam

É sempre assim: um garoto não gosta do morador de um lugar. Resolve quebrar a sua janela e depois sai correndo para bem longe. As celebridades brasileiras, muitas apoiadoras do golpe, resolveram fazer a mesma coisa. 

Várias celebridades brasileiras estão fixando residência no exterior, se aproveitando da farta quantia financeira que possuem, para fugir do processo de destruição do Brasil, prestes a se tornar uma nova África. Vários famosos brasileiros já residem em outros países, vindo ao Brasil apenas a trabalho, para enganar os fãs e ganhar dinheiro.

Não que as celebridades brasileiras fossem ricas. Mas se acham ricas por terem acesso relativamente fácil a muitos bens. Mas também não são pobres, pois não tem muita noção das dificuldades que os mais carentes tem para resolver seus problemas, vários deles insolúveis graças a ganância dos ricos e da falta de apoio de maior parte da população (incluindo as próprias celebridades) à causas de reivindicação.

Várias celebridades brasileiras estão abandonando o Brasil após a instalação do caos que eles mesmos causaram. Inconformados pelos governos de esquerda que propuseram a melhoria da distribuição de renda e que ampliaram direitos aos mais humildes, muitas celebridades se empenharam no "Fora, Dilma" e colaboraram para colocar um golpista que governa para as elites que as celebridades acreditam fazer parte.

Mas com o fracasso do golpe, as celebridades envergonhadas, ao invés de usarem o seu prestígio e influência para lutar cotra os golpistas e exigir a melhoria das condições do país, resolveram agir como covardes e e mudar para o exterior, maior parte para Miami (EUA) para fugir do caos instalado no Brasil.

Certamente vivemos uma luta de classes. Os ricos e a classe media que os bajula estão apavorados. Sabem que cedo ou tarde, as classes oprimidas perceberão que o Brasil mergulhou no caos e se prepara para se tornar uma nova África. Quem mandou apoiar o golpe de 2016? Golpe dado por empresários e políticos cujos defeitos já eram mais do que conhecidos por grande parte da população?

Sem dinheiro e direitos as classes oprimidas poderão insurgir e as elites e seus bajuladores se apressam a fugir do Brasil mesmo que no exterior eles passem a viver como seres comuns, inferiorizados pela origem latina que os transformará em uma plebe. Até porque aqui as celebridades são nobres, lá são meros lacaios dos nativos locais.

Curioso que as mesmas celebridades que fogem do país adoram fingir de patriotas quando é para tirar os progressistas do poder ou quando torcem pelo futebol em copas, algo que não passa de uma mera brincadeira de criança transformada em "dever cívico" pela mídia gananciosa que precisa do sucesso da "seleção" na copa para aumentar a renda. É muita hipocrisia ver "patriotas" de meia pataca fugindo do país para garantir sua bonne vie.

Os fãs otários ingênuos dessas celebridades fujonas deveriam abrir os olhos e parar de idolatrar pessoas que agem contra boa parte de seus admiradores. Celebridades que fingem humildade em quadros do tipo "Arquivo Confidencial", mas agem como caricaturas de magnatas, se distanciando bastante dos fãs que os admiram.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Exército nas ruas para matar os peixinhos. E quem vai matar os tubarões?

A violência no Rio de Janeiro já ganhou fama. Virou coisa típica da vida dos cariocas. No mundo todo, o Rio de Janeiro já e conhecido por ser um município violento. Mesmo ausente da lista que foi divulgada para a Olimpíada (mentiram para não espantar turistas), todos sabiam que a violência da capital fluminense, cidade mais influente do Brasil, não iria acabar. E nem vai.

O governo golpista Temer, como um golpista tradicional, preferiu insistir com a fracassante truculência e não a inteligência para combater a violência no RJ. Chamou o exército que colocou multidões de homens para chefiar cada área denunciada como violenta na região metropolitana. Como se a polícia fosse incompetente e o exército (formado por seres humanos com os mesmos defeitos e interesses que todos nós) fosse incorruptível.

Conservadores que acham que a criminalidade é provocada exclusivamente por favelados e políticos de esquerda, aplaudiram o exército quando passavam, se esquecendo que a força iria combater apenas os bandidos pequenos, se esquecendo que estes agem a mando de "respeitáveis" senhores de colarinho, escondidos nas áreas nobres da região. Ou seja, o exercito ataca os peixinhos mas preserva os tubarões, estes sim uma verdadeira ameaça.

Ninguém de nossa equipe se dispôs a aplaudir os soldados, sabendo que é muita truculência para pouco resultado. legal seria ver estas tropas invadindo condomínios de luxo e mansões atrás dos verdadeiros bandidos de colarinho, patrões daqueles que  exercito pretende combater.

Combater os pequenos, além do alto risco de cometer injustiças, não resolve a criminalidade. Se os bandidos pequenos (traficantes famosos não são "chefões": são apenas os "gerentes" do tráfico) morrem ou são presos os grandões, os de colarinho que vivem escondidos, arrumam outros e põem no lugar, mantendo a violência.

Na verdade a participação do exército é apenas psicológica, além de servir como um espetáculo para que as autoridades, cúmplices dos bandidos de colarinho, possam "mostrar serviço", iludindo os conservadores que acham que entre os ricos não há corrupção nem bandidagem.

Se houve aplausos, é porque tudo não passou de mero espetáculo circense. Que venha a próxima atração para se apresentar no picadeiro. Enquanto a violência segue solta fora do circo.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ultraliberalismo: um novo Nazismo?

Pensávamos que o século XXI seria o início de grandes progressos. Só que o único progresso perceptível foi o das máquinas. E um progresso limitado, pois vários dos avanços tecnológicos (como carros que voam) ainda não temos em disposição.

Quanto a tecnologia interna do ser humano, estamos regredindo. Como naquela brincadeira inventada pela banda new wave Devo, regredimos na proporção em que a tecnologia avança. Quanto mais as máquinas avançam, mais burros e insensíveis os seres humanos ficam. Não vai demorar muito para sermos versões high-tech dos trogloditas da Idade da Pedra. Mesmo que "pedra" para nós seja um celular de última geração.

E tecnologia custa caro. A nova vida de luxo é cada vez mais cara. E seus portadores não estão nem um pouco a fim de desistir de seu luxo tecnológico. A ganância dos mais ricos conseguiu criar uma violenta crise econômica mundial em 2008. Bens ameaçam de se tornarem escassos. Algo precisava ser feito para preservar a ganância dos mais ricos.

Surge então o Ultraliberalismo, forma predatória de Capitalismo. Era preciso diminuir a quantidade de pessoas para que bens e direitos não pudessem ser repartidos. Mas com a consagração da moralidade religiosa (estranhamente defendida pelos próprios ultraliberais) o genocídio teria que ser discreto, silencioso e indireto, dando a oportunidade de isentar os ultraliberais da responsabilidade pela morte de multidões de pessoas.

Esse genocídio silencioso se daria pela escassez de oportunidades e pela manutenção de pobres e indigentes em suas condições e o aumento de itens de exigência para que saiam dessa condição degradante.

A legitimação da má distribuição de renda e a manipulação ideológica feita pela mídia corporativa e por propagandistas informais pagos para escrever nas redes sociais eliminam o caráter de maldade desse genocídio suave que ainda por cima é decidido por lideranças que nunca aparecem.

Estes líderes, verdadeiros Hitlers invisíveis que lembram muito o "deus" Ford previsto na obra Admirável Mundo Novo, de Aldoux Huxley (que previa uma ditadura com características modernas), também lembram o Deus das religiões, igualmente invisível e distante. Por isso mesmo que os ultraliberais respeitam a moral religiosa. O medo que todos tem de Deus é o medo que os ultraliberais querem que a população tenha deles. 

O objetivo final desse novo sistema autoritário, similar ao dos nazistas, é eliminar o maior número de pessoas possível, mesmo lentamente, para que os caríssimos bens escassos possam permanecer nas mãos dos privilegiados, estes os únicos prováveis sobreviventes desse genocídio suave e silencioso.

Por isso que golpes políticos tem sido dados, empresas fundidas para aumentar o poder de suas lideranças, e muita miséria sendo mantida. Caridade, é permitida só a sopinha e outras formas que não salvam (e nem mexem nos privilégios dos poderosos), pois os religiosos, salvo raras exceções, são cúmplices dessa higiene social que pretende eliminar os que não tiverem condições de vencer de acordo com as regras impostas pelos ultraliberais.

Agora não é mais negros x brancos, arianos x judeus, árabes x judeus, americanos x russos. A nova guerra fria surge entre privilegiados e o resto da humanidade. Se você pensava que estávamos livres das autocracias e que a humanidade caminha para um progresso, você errou feio. E corre o risco de morrer por não conseguir cumprir as exigências de um sistema cada vez mais ganancioso.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A criminalização do "Comunismo" é a criminalização dos ideais progressistas. É a criminalização do altruísmo

Há uma notícia de que um dos filhos do Bolsonaro, Eduardo, tão ou mais intolerante quanto o pai, quer lançar uma proposta que criminaliza o que ele entende como "comunismo". Pode não parecer preocupante, mas acontece que no Brasil, o conceito sobre o que é ou não comunismo é bastante subjetivo.

Na verdade, o Comunismo nunca existiu. Era uma proposta de Karl Marx que nunca foi posta em prática. O ódio anti-comunista na verdade surgiu nos EUA com base em governos fascistas que usavam o nome do Comunismo para se promover, como a sanguinária ditadura de Josef Stalin. Ditadura que era fascista, embora usasse o estereótipos da esquerda em sua retórica.

Mas a ma compreensão do que realmente foi o Comunismo e a sua insistente associação com a moderna Social-Democracia, verdadeiro sistema proposto pelas esquerdas atuais, pode gerar graves danos ao ativismo político-social e muito certamente criminalizar também o altruísmo e formas de luta que lutem por benefícios para os menos favorecidos.

Até porque forças conservadoras não agem com a razão, pensando e agindo de acordo com convicções pessoais, ignorando fatos e violentando quaisquer pessoas que pensem diferente das crenças surreais defendidas pelos conservadores.

Ou seja, todo e qualquer cidadão que pensar no benefício alheio, será transformado em criminoso, podendo ir preso ou assassinado. Sim, assassinado. É o melhor nome a se dar a meta da famiglia Bolsonaro, que pretende matar todos os que entrarem em choque com a convicção da casta. Certamente vão sobrar muitos poucos brasileiro para viver no país, que será quase desertificado, somente com os Bolsonaros e uns dois ou três que pensem igual a eles.

Curioso que os Bolsonaros se definem como cristãos, mas agindo exatamente o oposto a Cristo, que não enxergava diferenças nos seres humanos, sempre ajudando quem precisasse. Ou os Bolsonaros não conhecem o verdadeiro Cristo, ou usam Cristo como fachada de bondade para o seu vidente sadismo.

A criminalização do "Comunismo" será a criminalização do amor ao próximo, do altruísmo e da responsabilidade social. Quem for pego ajudando o próximo será posto na cadeia e terá que responder pelo "crime" de altruísmo. Para a direita, ninguém precisa de ajuda, pois a utópica Meritocracia, ideologia defendida por grande parte dos conservadores, "garante" sucesso para quem se esforça individualmente. Pobres e excluídos sociais são considerados perdedores e merecem desaparecer do "jogo" (desaparecer da vida = morrer).

Tomara que a proposta de criminalização do "Comunismo" não seja levada a sério e seja esquecida. Por ter base subjetiva em crenças duvidosas, se ela for aprovada, gerará um imenso genocídio muito maior do que o suposto genocídio "comunista" alegado pelos conservadores para justificar seu ódio a uma ideologia que prejudica os interesses particulares da direita gananciosa.

domingo, 21 de maio de 2017

"Herói" de muitos brasileiros, Sérgio Moro desaparece após denúncias da JBS

Esta semana, a delação feita por um dos donos da JBS (indústria que fabrica os produtos Seara e Friboi) causou um desastroso clima na política brasileira. Grande maioria admite o fim do governo golpista de Michel Temer. Com medo de ir em cana, Temer se recusou a renunciar e permanece no poder até que o grande empresariado decida tirá-lo de qualquer jeito.

Na mesma delação, Aécio Neves, idealizador do golpe e Eduardo Cunha, realizador do golpe, também foram citados em situação comprometedora. Enfim os três principais personagens do golpe de 2016 finalmente tem a reputação liquidada, mesmo que seja para abrir caminho para a destruição de Lula, considerado o arqui-inimigo das elites.

Mas um personagem curioso nesta estória toda deu um sumiço após as delações. Ele sequer foi mencionado, mesmo que seja ele que tenha ouvido o dono da JBS (não fui informado disso) na tal delação: Sérgio Moro, o juiz de província (primeira instância) que foi alçado a "herói do Brasil" pelo empenho de tentar destruir a reputação de Lula, um político comprometido em distribuir a renda para a população, algo que vai contra os interesses das grandes elites brasileiras.

Moro, que para seus defensores é um juiz competente e imparcial, tem sofrido muitas críticas de juristas experientes. É nítido que o juiz comete inúmeros erros jurídicos, além de agir mais como um carrasco acusador do que um juiz. Moro é frequentemente comparado ao juiz nazista Roland Freisler, que utilizava métodos parecidos.

Outra coisa a saber sobre Moro e reforça a tese de parcialidade é que seu pai, Dalton, foi fundador da filial do PSDB de Maringá, cidade onde o juiz nasceu. Sua esposa já defendeu integrantes do partido em julgamentos e há indícios de que Moro chegou a se filiar ao partido, sendo obrigado pela profissão a desfiliar depois. Boatos ou verdades, o fato é que Moro e recusa a condenar políticos do PSDB, dando a entender que, no mínimo, trabalha a favor de pessoas interessadas em preservar integrantes do partido.

Após o escândalo desta semana, não se ouviu mais falar do Moro, no início da semana anterior, quando Lula estava para prestar o depoimento, só se falava em Moro, mas de forma estranha, denunciando de forma discreta a sua parcialidade. Até porque na ocasião, Moro estava sendo tratado como um anti-Lula, algo incompatível com a função de juiz.

A mídia protege Sérgio Moro e a omissão de seu nome nos últimos noticiários faz parte de uma estratégia. Os homens mais ricos do país controlam a mídia e a política brasileira e reservam o juiz para a missão mais importante para eles: destruir a política progressista e preservar bens, direitos e riqueza nas mãos desses ricaços. 

A destruição das forças progressistas, nas mãos de Moro, "soldado" das elites, é a legitimação da ganância empresarial e da transformação do país em quintal de exploração, com o aniquilamento sutil da população mais pobre, a ser assassinada aos poucos, lenta e discretamente.

Nunca a elite brasileira foi tão gananciosa quanto nos últimos quatro anos. Gananciosa e intrometida.