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Filme-farsa da Lava Jato pode ser prejudicado por escândalo envolvendo a operação

Os especuladores mundiais que estavam de olho no petróleo situado na camada de Pré-sal brasileira estavam doidos para que houvesse um governante que permitisse que eles pudessem meter a mão naquilo que poderia ser muito lucrativo para eles e que não existe nas nações onde eles residem.

Para isso foi necessário dar um golpe e tirar do governo uma presidenta que fazia parte de um partido ideologicamente comprometido com o desenvolvimento nacional e portanto zeladora dos bens e riquezas da nação. Mas este golpe não poderia ser explícito porque seria necessário haver o apoio popular para que tudo pudesse ser bem sucedido. E foi bem sucedido, infelizmente.

Vários agentes foram treinados para dar ao golpe a fachada de algo democrático. Até uma causa foi escolhida: "o combate a corrupção". Curioso que praticamente todos os envolvidos com o golpe estavam também envolvidos em casos de corrupção bem piores e de danos muito maiores que os casos supostamente atribuídos ao governo que acabou sendo deposto e a seus partidários.

Para dar fachada de combate a crimes políticos, foi criada uma operação de nome engraçado, "Lava Jato", inspirada em inscrições em postos de gasolina, um dos inúmeros derivados de petróleo. O trocadilho permitia "lavar a corrupção para fora da política brasileira". 

A iniciativa de combater a corrupção é sempre bem vinda. Mas o tempo mostrou que a Lava Jato não foi criada para isso. A meta era dar um caráter de legibilidade ao golpe, pois os punidos eram escolhidos com base na orientação politica e não no envolvimento em crimes. Era um intrincado jogo de xadrez onde o verdadeiro crime era tentar impedir especuladores mundiais de por as mãos nas riquezas brasileiras.

A operação foi divulgada na mídia - cúmplice e responsável essencial para o sucesso do golpe - como se fosse um filme de gangster, onde os procuradores da Lava Jato e um juiz caipira de primeira instância transformado em super-juiz após treinamento nos EUA, Sérgio Moro, eram vistos como "salvadores da pátria", se aproveitando do fetiche brasileiro por qualquer tipo de messianismo.

A operação recebeu um apoio maciço de personalidades elitistas e estranhamente este apoio continuou mesmo com a revelação da seletividade ideológica da mesma, que só punia que fosse contra a ganância e a exploração de especuladores. O PSDB, revelado posteriormente como partido-representante dos interesses dos especuladores, era sempre poupado, sobretudo os grandes caciques.

Mas para enganar a população e glorificar uma operação que na fachada fingia combater a corrupção, foi feito um filme "Polícia Federal, a Lei é para Todos" com atores ideologicamente ligados à direita e apoiadores da ganância dos mais ricos. A escolha da data de lançamento do filme foi proposital: 7 de setembro, para que o filme em si seja visto como um ato cívico.

Mas o filme deixa bem clara a seletividade e o interesse explícito de impedir a candidatura de Lula, maior liderança progressista e inimigo convicto da atuação de especuladores e exploradores estrangeiros em nosso território. 

Para manter a ganância e exploração era preciso fazer uma propaganda negativa das forças progressistas representadas na figura de Lula, atribuindo uma criminalidade fictícia para desmoralizá-lo diante da opinião pública. E para isso que o filme surge: para que as pessoas pensem que o enredo é verídico e que com isso um representante dos especuladores possa ser eleito em 2018.

Mas uma recente denúncia, curiosamente publicada na Folha de São Paulo, aliada ao golpe, envolveu Sérgio Moro, um juiz com clara incompetência jurídica que na verdade age como xerife, em um escândalo. 

Até agora eu não estou muito por dentro do escândalo em si, pois estou sem tempo para verificá-lo. Sabe-se que envolve um amigo íntimo de Moro, o advogado trabalhista (!!!) Carlos Zuccolotto Júnior e a utilização de métodos similares ao que Moro usa contra seus desafetos. mas este texto fornece mais informações sobre o escândalo.

Foi muito bom este escândalo vir à tona nas vésperas do lançamento do filme da Lava Jato, cuja premiere ocorreu no dia 28/08/2017, com a presença dos comandantes da operação, incluindo o midiático Deltan Dallagnol (aquele da gafe do Power Point infantilizado) Sergio Moro e Marcelo Bretas, este estranhamente apoiado pelo partido de esquerda PSOL (??!!) e convidados de linha ideológica direitista, quase fascista.

Mas Moro, que tem sangue de barata por ter cistas largas e apoio incondicional de gigantescos especuladores mundiais, não está em aí para o fracasso do filme e da decadência de sua imagem, cada vez menos popular a medida que suas intenções vão ficando mais claras. 

Sérgio Moro ainda conta com o apoio de anti-esquerdistas, pois há um desejo secreto da elite brasileira de impedir governantes que favoreçam a melhor distribuição de renda, o que significa uma elite com menos dinheiro, bens e privilégios. Para garantir a ganância dos mais ricos é importante tirar esquerdistas do páreo, para que apenas governantes que respeitem a ganância possam governar o país.

Mas mesmo com o sucesso na destruição do país, os golpistas foram desmascarados. Mas mesmo sem apoio popular seguem transformando o Brasil em uma África miserável, pois ainda contam com apoio poderoso de especuladores trilhonários, o que faz com que não se incomodem com tudo de ruim que acontece no Brasil. 

Até porque se os prejuízos do Brasil atingirem às elites, elas tem condições de fugir para o exterior, ignorando o sofrimento dos que ficam aqui e pensaram que o golpe traria dignidade, prosperidade e moralidade para todos.

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