Celebridades brasileiras se tornam empresárias: isto explica apoio ao golpe


Mesmo que não sejam bilionárias ou trilionárias como os grandes especuladores que controlam o Brasil, as celebridades se acham ricas e poderosas. O poder midiático que as celebridades exercem em seus fãs lhes dá uma ilusão de poder político que os faz pensar iguais aos homens economicamente mais poderosos do país.

Sabendo que, em uma sociedade modista como a brasileira, há a possibilidade de que celebridades percam popularidade e trabalho, as mesmas resolveram entrar no "empreendedorismo" para tentar manter seus altos padrões de vida de quase magnatas. 

Por mais que finjam ser pobretões (para agradar aos fãs) quando dão depoimento no programa do Faustão (outro magnata), é preciso manter o seu estilo de vida nababesco. Por isso que casar com empresários ou se tornar elas próprias donas de meios de produção se tornou uma questão crucial para se permanecer na moderna nobreza brasileira e se manter afastada da plebe de fãs.

Recentemente nossa equipe soube que a bela atriz Mariana Ximenes (que detestou ter seu nome envolvido em uma campanha contra o golpe, o que sugere algum direitismo - embora ela tenha como amiga a "petralha" Leandra Leal) foi premiada em um concurso, realizado por uma editora de mentalidade fascista, que elegeu os melhores restaurantes que participaram. Ximenes, que sempre teve queda "amorosa" por diretores e empresários, se tornou sócia de um restaurante, que ganhou o prêmio em uma categoria que não sei bem qual é.

Mas nada pessoal contra Mariana, pois ele não é a única muito menos a primeira ou a ultima a entrar nessa onda. Juliana Paes, Marcelo Falcão, Ronaldo Fenômeno, Murilo Benício, Márcio Garcia, entre muitos outros, são celebridades do mundo do entretenimento que viraram empresários e lucram muito com isso, servindo de garotos propaganda das próprias empresas que controlam. Varias celebridades até estão ha tempos sem aparecer nos holofotes, pois a ocupação empresarial lhes tira a necessidade de ter que ficar diante dos holofotes o tempo todo.

Vários dessas celebridades-empresários assumiram seu direitismo político, pouco se lixando se a vida de seus fãs irá melhorar ou não com as decisões políticas que eles apoiam. Na contramão, Luciano Huck, embora muitos se esqueçam, é um empresário (ele já era antes da fama) que virou celebridade, além de Roberto Justus, ambos direitistas assumidos. Ambos tem planos secretos - negados com frequência - de entrar na política através de partidos ligados a ideais fascistas.

E porque destaco o direitismo dessas celebridades? Porque estamos em uma não declarada guerra de classes e isso revela a hipocrisia de celebridades que fingem estar do lado dos fãs mas que aos poucos se distanciam para preservar o seu ganancioso estilo de vida nababesco que os caracterizam como uma espécie de nobreza moderna.

Como falamos antes, várias delas estão deixando o país e de forma negligenciada, não se preocupam em usar a sua imagem para tentar melhorar as condições de vida das pessoas que ingenuamente os admiram. Celebridades gostam de serem amadas, mas pouco ou nada fazem para usar fama e riqueza para retribuir o carinho recebido. Uma atitude que pode ser facilmente rotulada de hipocrisia.

É triste ver que celebridades, que construíram a sua carreira as custas da admiração de muita gente que mal tem o que comer, preferem agir como magnatas ao invés de usar a sua poderosa e convincente influência para melhorar a realidade brasileira. A carriagem virou abóbora e as lindas celebridades meras ratazanas. O encanto acabou.

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